Dando continuidade ao texto que
escrevi podemos lembrar que o carnaval é um excelente negócio, mas decidi ter a
ousadia de afirmar algo: falta autenticidade ao carnaval. Vê-se uma alegria, mas percebe-se que a mesma não é verdadeira.
Tenta-se resgatar o que se chama
de raiz do carnaval, tenta se criar novas opções, pois perceberam que falta
algo diferente, falta uma pimenta na festa. Coisas como blocos sem corda,
afrodromo, invencionices e modismos são coisas que todos os anos são lançadas
para se tentar ter uma mistura onde se consiga ter uma pimenta diferente.
Fora isso percebe-se uma disputa
de pessoas que querem aparecer, seja querendo ser maior do que é (http://diversao.terra.com.br/carnaval/salvador/atriz-da-globo-e-dona-de-camarote-se-desentendem-em-salvador,96799e31c26cc310VgnVCM3000009acceb0aRCRD.html#tarticle),
confusões e desentendimentos por quem quer mais destaque (http://g1.globo.com/sao-paulo/carnaval/2013/noticia/2013/02/andressa-urach-se-envolve-em-polemica-no-desfile-da-tom-maior.html)
e por pessoas que a todo custo tentam caprichar na “carcaça” para ver se “arrasam”
(http://carnaval.uol.com.br/2013/noticias/redacao/2013/02/08/depois-de-colocar-3-litros-de-silicone-boing-boing-lamenta-ausencia-no-carnaval.htm).
Parece até julgamento, mas percebemos que anos após anos os fatos se repetem. Percebo
que a cada ano que passa a frase: é tudo meu graças ao meu cirurgião e ao meu
dinheiro estão se tornando normais. Siliconadas, popozudas, globais e outras,
se tornam coadjuvantes, na desesperada tentativa de mostrar o que o povo quer
ver, ou acha que quer.
Tive a oportunidade de perguntar a uma pessoa se ele via alguma diferença do local onde tinhamos apresentações e dos outros lugares no carnaval e obtive a resposta que a alegria que ele via no rosto das pessoas e do fato de se ter crianças, pessoas da melhor idade e se ter pessoas diferentes, todas juntas pelo objetivo de falar sobre o amor de Deus, era algo que o havia impactado.
Durante a noite, em plena Praça
da Sé, em Salvador pude ver que a característica daquilo que é autentico é a
simplicidade que o acompanha. Ver um show de reggae roots com Nengo vieira, me
provou que o problema não é o que se toca, mas como se toca. Percebi que quem
está no palco querendo ou não rege o seu público. Pude ver que mesmo com toda
aquela história que dizem que quando há reggae há maconha e briga é tudo
história.
Percebi que grande parte da culpa
de termos uma festa “devassa” (acho que a marca da cerveja adoraria que o carnaval
fosse chamado de devasso) tem muito mais haver com seus regentes do que com os
foliões. É fato que todos possuem um discurso de harmonia, paz a amor, mas
percebe-se que na prática rege-se a idéia de que deve-se beijar todo mundo, que
o negócio é sair dando para todo mundo e depois querem que no meio da muvuca,
não aconteça brigas.
Realmente fui impacto mais uma
vez pelo testemunho de Nengo, falando que o carnaval é a festa da carne, mas
que precisamos cuidar do nosso Espírito porque um dia a festa da carne termina
e que independete do seu “dread lock”, hoje Ele tem sua vida mudada e
transformada por Jesus.
Dessa forma tenho como dizer que
autencidade é algo que só tem como ser extraído da essência de Deus, até porque o tal
cheirinho da vovó, o ziriguidum e o dançantion, mesmo lhe dando algum momento
de prazer não vai lhe dar o que temos de mais importante: NOSSA SALVAÇÃO.

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