sábado, 7 de dezembro de 2013

E agora José?


Conheço os preços dos meus concorrentes, e agora? 
Recentemente eu fui lembrado de uma situação bem peculiar. Na época que eu iria me casar, eu me planejei para o que eu achei que seria mais importante naquele momento: me despedir da vida de solteiro com classe. Decidi ir para Machu Pichu no Peru e me “destruir” em uma trilha de 7 dias. Porém, depois de um tempo Lorena decidiu que ela também iria ir comigo. Diante dessa decisão dela, eu praticamente tentei a persuadir de que ela deveria entender, que eu iria me “destruir” e que talvez não fosse bom ela ir, até para evitar que se machucasse ou acontecesse alguma coisa. No final das contas eu acabei não indo, mas Deus usou aquela situação para ministrar algo bem importante, que Lorena era maior de idade e que ela havia tomado a decisão de estar do meu lado fosse chovendo, fosse fazendo sol e em toda situação que viesse a acontecer. Enquanto eu queria protege-la, livra-la de uma situação, eu não consegui perceber que na verdade eu estava fazendo algo totalmente fora daquilo que Deus queria para nos.

Me lembrei dessa situação e como eu aprendi com a atitude de José, o pai de Jesus. José não era um qualquer um, não era um zé mané, era um descente de Davi. Há quem diga inclusive que ele tinha uma posição dentro da igreja, era uma pessoa respeitada pela igreja e pelas pessoas na comunidade. José e Maria eram noivos e de repente Maria engravida pelo Espírito Santo.

Eu consigo imaginar a cena, Maria ligando para ele pedindo para encontrar com ele para conversar e que só poderia conversar pessoalmente. Talvez na cabeça de José pudesse ser que Maria queria conversar sobre como seria o casamento, se iria usar rosas ou lírios, querer discutir os votos nupciais ou talvez ela quisesse compartilhar sobre suas indecisões ou apenas ter um ouvido que a escutasse (e que mulher não gosta de ter um ouvi para escutar?). O fato é que Maria conta para José que ela estava grávida e que a sua gravidez era fruto do Espírito Santo.

Eu sei que isso eu estou falando é fruto da minha imaginação mais uma coisa é fato, somente Maria tinha tido o encontro com um anjo que havia explicado o que iria acontecer com ela, José não sabia de nada e eu chego até a pensar que Maria talvez não tenha conseguido passar com exatidão o porque de tudo que estava acontecendo.

Naquela época havia uma lei que determinava que caso a mulher engravidasse antes do casamento, a mesma deveria ser apedrejada em praça pública. Maior condenação do que essa era a condenação de ficar mal vista e muito mal falada por toda a comunidade.

José então decide fugir. E existem vários motivos para sua fuga, fugir para que Maria não pudesse ser apedrejada e fugir para que ela não ficasse mal vista, nem mal falada, para que a todos pudessem culpa-lo, preservando a imagem e a vida de Maria, ou seja, fugir por amor.

Aí entra o que eu quero tratar nessa noite. Muitas vezes nos queremos usar a nossa lógica, nossas justificativas ou fazer aquilo que achamos certo. E por isso quero trabalhar alguns pontos que eu aprendo através do que aconteceu a José.

O primeiro ponto é que a lógica do homem é diferente da lógica de Deus. De uma maneira bem clara se a pessoa do seu lado lhe contasse que está passando por um momento de dificuldade ou que o casamento dela acabou, o que passaria em sua mente? Sinceramente eu não sei o que passaria na sua mente, mas na minha eu pensaria que ela está colhendo o que ela plantou, que é o que nós chamamos de lei da semeadura, lei da causa e consequência.

Dentro de um pensamento lógico tentamos sempre racionalizar o que está acontecendo e com José e conosco não é diferente. José lidou com uma situação ilógica, irracional e diante disso ele decidiu simplesmente seguir o caminho mais fácil, o de não lidar com a situação e “fugir”.

Habacuque, que foi um profeta do antigo testamento e que chega a questionar a justiça de Deus e nos ensina algo muito profundo. Ele ensina que mesmo em situações que não tenham lógica, mesmo quanto a semente não produzir fruto, mesmo quando as coisas não acontecerem como queremos, devemos ter os pés como uma corça, como um cervo. E o que é ter os pés como da corça/cervo? A corça tem um faro apurado e possue patas ágeis e fortes, o que a permite escalar montanhas para encontra comida e bebida.

Isso significa que havendo o desafio não devemos “fugir” devemos enfrenta-lo, entendo que o Senhor é que nos capacita, que a alegria do Senhor não tem limites, nem fim, que é Ele quem nos permite a vencermos em meio às dificuldades e situações.Aprendo que ao invés de racionalizamos, tentamos criar uma lógica ou uma solução humana para a situação devemos buscar em Deus qual é a direção que precisamos tomar.

O segundo ponto que eu vejo na atitude de José usa o seu desejo em preservar Maria como uma justificativa para fugir. Imagine que você estivesse gravida pelo Espírito Santo e que você contasse isso para seu noivo, você gostaria que ele fugisse e você tivesse que enfrentar essa “barra” sozinha? Claro que não.

Muitas vezes damos desculpas, usamos atitudes nossas como justificativas para fazermos algo que não é o que Deus tem para nos. Eu sou vitima disso porque as vezes uso desculpas, mentiras para dar respostas mais convenientes.

Deus havia escolhido José e Maria para serem pais de Jesus e José para entender precisou que um anjo lhe aparecesse. A bíblia nos ensina que quando buscamos, encontramos Deus e diz ainda que quando formos verdadeiros discípulos e quando permanecermos firmes na palavra, somos libertos através da verdade. Precisamos nos permitir olhar as situações como um corça, uma garça que por mais que não veja, pelo fato dela ter um faro apurado, ela consegue sentir o cheiro da água, do seu alimento.

Da mesma forma devemos ter discernimento para sentirmos o cheiro da água da vida e do pão da vida para que possamos viver segundo a verdade de Deus, evitando assim que possamos fazer más escolhas, como quase José fez.

O terceiro ponto é que muitas vezes temos dificuldades em aceitarmos aquilo que nos não vivemos ou não entendemos.

O ser humano é diretamente ligado ao empirismo, ligado aquilo que ele experimente, que ele consegue comprovar. Quando lidamos com algo diferente do que estamos acostumados temos uma tendência a não sabermos lidar com a situação.

Imagine uma pessoa falando sobre uma cura, sobre a forma que Deus se manifestou em sua vida, sobre como a pessoa é tomada pelo Espírito Santo de Deus, caso você não tenha uma experiência igual, talvez você tenha dificuldade em aceitar como verdadeiro o que a pessoa está lhe relatando.
O anjo só havia aparecido a Maria e por isso tenho certeza que José não soube lidar a situação.

Somos seres individualizados, temos uma impressão digital que nos diferencia um do outro, mas muitas vezes queremos que as coisas aconteçam de uma maneira genérica, de maneira geral.

Devemos então entender que mais importante do que a experiência que o outro tem, precisamos aprender a investir e buscar em Deus aquilo que necessitamos que desejamos, para que Ele venha a revelar a maneira que ele se manifesta em nossas vidas.

José não precisava que o anjo aparecesse para ele, ele na verdade precisava confiar no que Maria havia lhe dito e caso isso não fosse suficiente, ele devia buscar em Deus como ele devia lidar com a situação. Dessa forma ele reconheceria a insuficiência dele em lidar com algo que ele não estava experimentando.

Por fim, mesmo vendo em José a deficiência em ver Deus na situação que está passando em sua vida, vemos que a posição dele é o que faz toda a diferença. Ele decide pagar o “preço” para que a vontade de Deus se cumprisse na vida Dele, ele decide abrir mão da sua imagem, da sua posição, ele abre mão até da sua lógica, do seu entendimento, para viver o que Deus tinha para ele.

José quando decidiu “fugir”, não estava fazendo algo errado, na verdade a sua atitude era por amor a Maria, por mais que eu até possa dizer que foi uma atitude covarde. Porém, se ele fugisse ele faria algo contra a vontade, contra o plano de Deus.

Às vezes estamos fazendo o que é certo, estamos fazendo aquilo que é bom, mas acabamos nos esquecendo de buscar em Deus, o que Ele quer, qual é a decisão que precisamos diante dessas situações.

E com você, o que tem lhe impedido, em que situação você talvez precise buscar direção, buscar respostas em Deus? E agora José?

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Quando a lógica é não ter lógica

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Quando a lógica é não ter lógica
Recentemente estive conversando com um amigo e através dessa conversa pude refletir bastante sobre como às vezes determinadas coisas fogem a lógica humana, como muitas vezes os padrões, a lógica a que nos submetemos são quebradas por algo muito maior do que o nosso entendimento.

Me recordei de um profeta bíblico chamado Habacuque, o qual começa em seu livro questionando a falta de justiça social, sobre a falta de respostas de Deus chegando até a se insurgir contra a violência e desolação que via ao seu redor, como se pode ver nos versículos 2 a 4, do capítulo 1:
Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritar-te-ei: Violência! e não salvarás? Por que razão me mostras a iniquidade, e me fazes ver a opressão? Pois que a destruição e a violência estão diante de mim, havendo também quem suscite a contenda e o litígio. Por esta causa a lei se afrouxa, e a justiça nunca se manifesta; porque o ímpio cerca o justo, e a justiça se manifesta distorcida.

Habacuque, Jeremias, Jó, eu e tantos outros chegam ao ponto de questionar as coisas de tal maneira, que acabam questionando a justiça divina, a forma de Deus agir e/ou permitir que determinadas coisas aconteçam.

É interessante que assim como eu, todos aprenderam algo extremamente importante, o fato de que a nossa lógica e o nosso entendimento é algo muito pequeno para compreender e entender a forma de Deus agir.


Pude constatar como a lei da causa e efeito e a lei da semeadura, são aniquiladas ao momento em que Habacuque, nos versículos 17 a 19 do seu livro, muda a sua posição perante Deus e constata:
Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado; Todavia eu me alegrarei no Senhor; exultarei no Deus da minha salvação. O Senhor Deus é a minha força, e fará os meus pés como os das cervas, e me fará andar sobre as minhas alturas.

Isso me faz aprender que ainda que as coisas não acontecem como entendemos que devem acontecer, como o florescer da figueira, como entendermos qual é a causa e a consequência dos nossos problemas. Até porque dentro da nossa lógica toda semente gera um fruto. Habacuque então admite a sua incapacidade de compreender e entender, tomando a atitude de que mesmo que não haja fruto, mesmo que não haja lógica, que ele se alegraria, se contentaria, se satisfaria no Senhor.

Isso porque ele entendeu que precisava ter pés como o das cervas (corça), para andar em lugares altos. E o que significa isso? A corça era um animal de faro apurado, que sentia o cheiro de grama e de água a distância. Quando faltava alimento nos lugares planos, a corsa com suas patas ágeis e fortes, escalava as montanhas em busca da sua comida e bebida.

É assim que a nossa vida tem que ser. Temos que ter o nosso faro apurado, para admitirmos que precisamos de Deus. Reconhecermos que estamos aqui porque precisamos ser mudados. Que o nosso entendimento não é o suficiente, que somos limitados, que a terra não tem a bebida e o alimento que precisamos.

Dessa forma, iremos buscar a água viva, a verdade, a libertação e a salvação, que só podemos encontrar em Deus. Dessa forma, não importara o que aconteça, o que nos falte,  se haverá fruto ou não, se haverá bois nos pastos, pois seremos alimentados por Deus, o qual vai além da nossa lógica e que nos ensina que às vezes a lógica é não ter lógica, para que através dessa falta de lógica possamos aprender a nos submetermos, a confiarmos, nos alegrarmos, exultarmos, nos fortalecermos em Deus.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Mundo espiritual, como vê-lo?


LUPA

Antes de falar sobre o mundo espiritual precisamos falar sobre o que não é o mundo espiritual e para isso falaremos do mundo material. E qual é o mundo natural (material)? É o mundo em que vivemos, o mundo baseado na matéria. Como provamos a existência do mundo natural (material)? Através do que vemos, sentimos, tocamos, ou seja, através dos nossos sentidos. É claro que existem outros meios, mas quase todos eles terão uma ligação com os nossos sentidos ou com a nossa razão.

Feito isso, podemos chegar a nossa primeira conclusão do que não é o mundo espiritual:
1- O mundo espiritual não é o mundo natural (material).

Facilmente após essa conclusão podemos chegar a outra conclusão:
2- Posso ver o mundo natural (material) e não ver o mundo espiritual, mas não posso ver o mundo espiritual sem antes ver o mundo natural (material).

Essa conclusão me leva a uma pergunta, que é a nossa pergunta principal: como então ver o mundo espiritual? Como dito, o mundo natural (material) é visto através dos nossos sentidos e da nossa razão, mas o mundo espiritual necessita do Espírito para que possamos vê-lo.

Cremos que o homem é feito de corpo, alma e espírito. Esse espírito, que possuímos é fruto do sopro da vida, através do qual cremos que o homem foi criado. O problema é que o pecado original, o pecado de Adão e Eva, o pecado da rebelião do homem contra Deus, fez com que fosse criado uma barreira, que nos impedia de ter livre acesso a Deus.

Uma vez ouvi algo que me fez refletir bastante, que todos nos possuímos espírito dentro da nossa formação, mas nem todos nós somos espirituais. E por que isso? A resposta não é baseado em uma crença, já que assim como alguém poderia dizer que o homem tem o Espírito de Deus, o espírito da vida; outra pessoa poderia dizer que não crê que o homem não tem o Espírito de Deus, já que ele não acredita em Deus. O fato é que através do Espírito Santo, o consolador, através da morte de Jesus, não existem mais barreiras, temos livre acesso a Deus.

Entro agora numa área que me faz necessitar de bastante cuidado para que ninguém fique confuso. E por que da minha preocupação? Porque existem muitos mitos e histórias que são criados em relação ao mundo espiritual e vou tentar listar algumas delas.

a) Alguns acham que todas as pessoas terão visões de outras dimensões espirituais, como aconteceu com João que viu o fim do mundo, o apocalipse, e isso é FALSO;
b) Alguns acham que todos devem ter todos os dons espirituais, como o dom de falar em línguas, e isso é FALSO. 
c) Alguns acham que basta crer que todos irão ver de forma natural (através dos olhos naturais) o mundo espiritual, os demônios e tudo o mais, isso também é FALSO.

Um erro que cometemos freqüentemente é o de achar que nós somos donos da verdade mas não somos. Temos uma tendência a querer pegar algo que é uma verdade para nós, como por exemplo, o fato de Deus falar com a pessoa através de sonhos, e querer que isso seja uma verdade para todos. Muita gente tenta desesperadamente através da religião encontrar uma fórmula de bolo, um botão que possa ativar algo, que simplesmente cabe a cada um de nós ativar.

Ninguém é obrigado a aceitar nada, mas creio e tenho plena convicção que assim como Deus quer que tenhamos um relacionamento com Ele, que o mundo espiritual é algo que aprendemos a ver através das nossas experiências. E o melhor de tudo é que essas experiências são individuais.

Seria muito mais fácil dizer que basta você fazer isso ou aquilo para ver o mundo espiritual, quando na verdade cabe a nós fazer algo de extrema importância: Abrir os nossos olhos, o nosso coração e entender a verdade de Deus sobre as nossas vidas, ou seja, optar por viver a verdade e não suprimi-la, fugir dela, como muitos fazem. Contra fatos, não existem argumentos e através de vários relatos da bíblia conseguimos ver formas diferentes que as pessoas passaram a ver o mundo espiritual e irei citar algumas maneiras aqui:
1- Através da oração;
2- Através do jejum;
3- Através do batismo;
4- Através do Espírito Santo;
5- Através de sonhos;
6- Através de visões;
7- Através de intimidade com Deus;
8- Entre outras.

Todos os exemplos tem algo em comum: Não é apenas um ou outro que irá nos levar a uma vida espiritual, mas sim a nossa caminhada Cristã. A necessidade de ter algo espiritual na vida, seja um dom (por exemplo, o dom de falar em línguas), seja uma prática (jejum e oração) nos leva a termos experiências com Deus.

Querendo ou não, vendo ou não, crendo ou não, o fato é que o mundo espiritual existe e que o mesmo pode ser provado através das consequências e dos efeitos que são gerados no nosso meio natural. Por exemplo, o sexo feito fora da vontade de Deus gera uma troca de alma, que gera a perda da identidade da pessoa, o que precisa ser quebrado. A falta de perdão gera raiz de amargura, o que também precisa ser quebrado, assim como o envolvimento com drogas como álcool, drogas e outros, geram conseqüências espirituais sobre as nossas vidas. E a bíblia nos mostra uma serie de situações que revelam o mundo espiritual sobre o nosso meio.

Para vermos o mundo espiritual basta sermos uma pessoa cheia do Espírito Santo de Deus. 

Para terminar vale a pena ler a passagem que achamos ligada ao tema:

Havia um fariseu chamado Nicodemos, uma autoridade entre os judeus. Ele veio a Jesus, à noite, e disse: "Mestre, sabemos que ensinas da parte de Deus, pois ninguém pode realizar os sinais miraculosos que estás fazendo, se Deus não estiver com ele". Em resposta, Jesus declarou: "Digo-lhe a verdade: Ninguém pode ver o Reino de Deus, se não nascer de novo". Perguntou Nicodemos: "Como alguém pode nascer, sendo velho? É claro que não pode entrar pela segunda vez no ventre de sua mãe e renascer! " Respondeu Jesus: "Digo-lhe a verdade: Ninguém pode entrar no Reino de Deus, se não nascer da água e do Espírito. O que nasce da carne é carne, mas o que nasce do Espírito é espírito. Não se surpreenda pelo fato de eu ter dito: É necessário que vocês nasçam de novo. O vento sopra onde quer. Você o escuta, mas não pode dizer de onde vem nem para onde vai. Assim acontece com todos os nascidos do Espírito". Perguntou Nicodemos: "Como pode ser isso? " Disse Jesus: "Você é mestre em Israel e não entende essas coisas? Asseguro-lhe que nós falamos do que conhecemos e testemunhamos do que vimos, mas mesmo assim vocês não aceitam o nosso testemunho. Eu lhes falei de coisas terrenas e vocês não creram; como crerão se lhes falar de coisas celestiais(João 3:1-12)

domingo, 8 de setembro de 2013

Recebendo a verdadeira cura


Em nossas vidas buscamos algo seguro, estável, algo confortante, mas muitas vezes a direção de Deus é para que nos envolvamos em algo difícil, algo desafiador, para que através desse desafio possamos crescer e amadurecer.

Nossas expectativas, desejos, formas, maneiras, quanto são contrarias ao que Deus tem para nos, descem pelo ralo e nos sentimos o golpe, mas mesmo assim devemos decidir nos abrirmos e permitirmos que nosso Pai nos ajude a ver além do queremos e gostaríamos.

A bíblia nos versículos 1 a 5 do evangelho de Marcos nos fala o seguinte:
Poucos dias depois, tendo Jesus entrado novamente em Cafarnaum, o povo ouviu falar que ele estava em casa. Então muita gente se reuniu ali, de forma que não havia lugar nem junto à porta; e ele lhes pregava a palavra. Vieram alguns homens, trazendo-lhe um paralítico, carregado por quatro deles. Não podendo levá-lo até Jesus, por causa da multidão, removeram parte da cobertura do lugar onde Jesus estava e, através de uma abertura no teto, baixaram a maca em que estava deitado o paralítico. Vendo a fé que eles tinham, Jesus disse ao paralítico: "Filho, os seus pecados estão perdoados".

A bíblia nos relata sobre um paralitico que levado pelos seus amigos, que se “viraram” para fazer com que o mesmo pudesse estar diante de Jesus para ser curado.

Quando lemos o capitulo anterior vemos que Jesus demostra o seu poder contra os demônios, contra as doenças, contra o mar, contra os ventos. A palavra de Deus chega a dizer que por causa da cura de um leproso, que resolveu abrir o “bocão” quando não devia, Jesus não mais conseguiu entrar em nenhuma cidade da região, já que sua “fama” se espalhou.

Ai entra o contexto da passagem, Jesus esta em uma casa e ao momento que a noticia começou a se espalhar rapidamente aquele lugar encheu de tal maneira que não havia sequer como ver ele, sendo possível apenas ouvir a sua voz. Ai entra a ação dos amigos do paralitico, que sabendo que Jesus poderia curar seu amigo, devem ter tentado pedir licença para que o paralitico entrasse, devem ter rodeado a casa para ver se haveria como entrar, quem sabe até tentaram cavar um buraco que desse acesso a casa e por fim vão ao teto abrem o mesmo e descem o paralitico.

Jesus então tocado com a fé dos mesmos resolve então dar atenção aquele paralitico. Surpreendentemente Jesus se compadece daquele homem mais inesperadamente ao invés de dizer que iria curar ele, Jesus perdoa seus pecados. Eu imagino que os amigos do paralitico devem ter todos colocados as mãos na cabeça e começado a pensar, que Jesus não sabia o que estava fazendo, que ele não entendeu porque ele o haviam levado ali.

Assim como acontece conosco, a nossas expectativa, o nosso desejo, o nosso pedido muitas vezes é frustado. Todos nos vivemos em uma vida cheia de expectativas de sonhos, desejos e de buscas individuais. Oramos dizendo para que  a vontade de Deus seja feita na terra como nos céus, mas na verdade agimos no sentido de que a nossa vontade deve ser feita assim na terra como nos céus.

Pois bem, mas o que levaria a Jesus a fazer algo diferente do que esperamos ou desejamos? Tenho descoberto que a resposta para essa pergunta é algo bem simples: O fato de que as vezes nos iludimos com o que achamos que precisamos, com o que colocamos como prioridade em nossas vidas.

Naquela época, as doenças eram atreladas ao pecado, ao fato de estar afastado de Deus (Vemos isso em João 9), era como a colheita do homem, um castigo, pelo que a pessoa semeou, pelo que ela fez. Não sei como o paralitico lidava com a sua doença, mas o fato é que todos nos tentamos achar uma justificativa conveniente para os nossos problemas, como uma forma de nos confortarmos pelos desastres da vida, como fazemos em relação a morte, entre tantas outras situações.

O fato é que só se perdoa, aquele que precisa ser perdoado e aquele homem precisava de perdão. Talvez por se sentir o pior dos piores, seja pelo fato de que ele podia se sentir um peso para família, talvez levasse uma vida de vergonha causada pela sua doença, talvez por uma magoa ou ressentimento guardado (vai ver que ele até teve um derrame cerebral ou caiu de algum lugar alto), seja pelo fato de que ele preferia morrer do que viver, ele precisava do perdão para que ele pudesse viver, já que a vida não tinha sentido nenhum para ele.

Curar é algo que muitos podem se usados para fazer, mas perdoar é algo que só Deus pode fazer. Aquele homem então foi perdoado por todo o sentimento, todo a situação, todo o medo e tristeza que levava ele a se desprezar e por ele se desprezar, não se perdoar, acabava se afastando de Deus. E existe maior pecado do que o pecado de nos afastarmos de Deus?

Enquanto todos queriam que ele fosse curado, que fosse feito o mais simples, a decisão de Jesus foi tratar a raiz do problema daquela pessoa. De que adiantaria ele ser curado e continuar uma vida como se não estivesse curado. Jesus escolheu ao invés de dar um paliativo, resolver o problema imediato, ele deu algo que mudou completamente a vida daquele homem. Ele permitiu aquele homem que toda culpa, dor fosse apagada e trocada por amor, graça e salvação. E bem verdade que Jesus depois cura aquele homem também fisicamente, mas é o fato de que a cura daquele homem era algo que precisava ser feito em sua alma, no seu espirito.

E em nossas vidas, sera que temos criado expectativas, sera que temos priorizado aquilo que é o menos importante? Sera que temos buscado coisas, situações que achamos que vão nos preencher, quando na verdade só Deus pode preencher esse nosso vazio?

A bíblia no diz em Mateus 13:10-16:
Os discípulos aproximaram-se dele e perguntaram: "Por que falas ao povo por parábolas? "Ele respondeu: "A vocês foi dado o conhecimento dos mistérios do Reino dos céus, mas a eles não. A quem tem será dado, e este terá em grande quantidade. De quem não tem, até o que tem lhe será tirado. Por essa razão eu lhes falo por parábolas: ‘Porque vendo, eles não vêem e, ouvindo, não ouvem nem entendem’. Neles se cumpre a profecia de Isaías: ‘Ainda que estejam sempre ouvindo, vocês nunca entenderão; ainda que estejam sempre vendo, jamais perceberão. Pois o coração deste povo se tornou insensível; de má vontade ouviram com os seus ouvidos, e fecharam os seus olhos. Se assim não fosse, poderiam ver com os olhos, ouvir com os ouvidos, entender com o coração e converter-se, e eu os curaria’. Mas, felizes são os olhos de vocês, porque vêem; e os ouvidos de vocês, porque ouvem.
A pergunta que os discípulos disseram é no sentido de por que Jesus falava e eles não entendiam. Sera que nos também não estamos entendo o que Deus tem falado conosco, sera que não temos conseguido entender a vontade de Deus para nos? Sera que o nosso coração esta tão cheio de expectativas e buscas pessoais, que estamos nos fechando para a verdade, para a vontade de Deus?

A bíblia nos diz em João 8:31-32 que:

Disse Jesus aos judeus que haviam crido nele: "Se vocês permanecerem firmes na minha palavra, verdadeiramente serão meus discípulos.
E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará".

Precisamos permanecer em Jesus, permanecer naquilo que ele tem e quer de nos, na sua palavra, para que sejamos verdadeiros discípulos, seguidores, para que assim conheçamos a verdade, aquilo que verdadeiramente precisamos, o que precisamos mudar, o que precisamos ser curados, para que assim sejamos libertos.

Eu escolhi receber a verdadeira cura  e você?

domingo, 28 de julho de 2013

Quando as palavras que deveriam curar, nos machucam


Palavras podem machucar mais do que uma agressão física
Ultimamente tenho aprendido bastante sobre comunicação. Ao mesmo tempo em que tenho aprendido que comunicação não é o que falamos, é o que entendemos, também tenho aprendido que precisamos entender qual é a verdadeira mensagem que busca-se comunicar. Podem parecer aprendizados contraditórios  mas tenho conseguido entender o que preciso aprender através de cada um desses ensinamentos  o fato de que seja uma boa ou ma comunicação, o mais importante é se captar e se importar em transmitir a verdadeira mensagem.

Hoje, ao me deitar para dormir, comecei a pensar na vida da mulher de Jó. Sua historia é muito conhecida e nos fala de um homem, ao qual Deus permite que Satanas aja em sua família,  saúde e finanças, para mostrar o quanto ele era integro, correto e temente. Hoje, eu parei para refletir sobre a atitude da sua mulher, a qual nem sequer sabemos seu nome, diante da situação que Jó foi submetido.

Jó perdeu seus filhos, suas posses e ficou gravemente doente. A atitude da sua mulher foi dizer algo que para mim equivaleria a dizer: “Pare de achar que Deus tem alguma coisa a ver com o que aconteceu, pare de espiritualizar, de achar que Deus tem algo a ver com isso e aceite sua situação, sua culpa e as consequências que isso vai gerar”. Posso até dizer, que no baianês, que ela chamou o seu esposo na “chincha”.

O que me fez parar pensar sobre essa mulher é que primeiro ela não tinha nenhuma culpa pelo que estava acontecendo com seu marido (a provação, o ataque foi somente na vida de de seu esposo) e segundo, creio que a sua fala, não objetivou comunicar a mensagem que muitos de nos normalmente absorvermos.

Primeiramente, se ela fosse essa mulher miserável que muitos pensam que ela era, acho que Jó sendo temente, correto e integro, não a teria escolhido para casar. Também penso também que se ela fosse esse demônio todo, ele não teria voltado com ela e teria tido todos os filhos que teve, quando Deus reverteu a sua situação. Hoje, consigo entender que a provação, que o “problema” recaiu sobre Jó e ela sendo sua esposa acabou sendo envolvida na situação.  

Ela poderia ter apoiado e ter tido uma postura diferente, mas entendi que não a posso julgar por sua atitude, como sempre a julguei. Ai que entra a segunda questão, a minha crença de que ela não quis dizer o que suas palavras nos levam a entender. E como chego a essa conclusão? Através das experiências, do empirismo, em que sou provado a chegar a conclusão de que muitas vezes nossos conflitos ou problemas não são nada mais que uma comunicação mal realizada ou mal entendida. Sendo mal realizada ou mal entendida, a questão é que a comunicação não alcança seu objetivo, não  se torna eficaz.

No meu casamento tenho visto como as vezes acho coisas, como as vezes as atitudes da minha digníssima me levam a chegar a conclusões, que estão a quilômetros da distância da verdade, do que esta acontecendo de fato. Isso me leva a refletir sobre uma das características de Jó: integridade. 

Ser integro é ter uma conduta reta, ser uma pessoa pura em sua alma (sentimentos) e no seu espirito. Ser integro para mim seria ser constante, ou seja, não se basear apenas em um único momento, mas em um todo. Jó, não abandou Deus na dificuldade porque Ele sabia que Deus era bom. Eu creio que Jó também não levou em consideração apenas uma frase que sua esposa disse, mas sim considerou toda uma vida que tinha junto com ela.

Da mesma forma aprendo que em minha vida, no meu casamento, no meu relacionamento com Deus preciso ser integro, no sentido de não me importar em como estou captando a mensagem, se bem ou mal, mas sim em manter meu caminho reto.

Agradeço ao Pai, por mostrar como as vezes preciso colocar “pingo no i”, de determinadas situações para se esclarecer determinadas coisas, mas como também preciso ouvir o que esta me sendo dito, m ouvir além do me esta sendo dito.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

A verdadeira revolução


A verdadeira revolução
Hoje acordei diferente. A diferença não foi o minha noite de sono, até porque dormir nunca foi um problema para mim, não foi o fato de estar diferente, mas a diferença foi em conseguiu racionalizar um aprendizado que vinha tendo e que eu não vinha compreendendo completamente.

Durante muito tempo acreditei em filosofias que me ensinaram que deveria buscar dentro de mim, as respostas, a luz, que eu tanto buscava, acreditei que seria olhando para dentro do meu ser, que conseguiria me descobrir. O tempo foi passando e comecei a acreditar que seria pelo meu relacionamento interpessoal, que eu me transformaria, acreditei que vendo e vivenciando a realidade, que eu não conseguiria mais me queixar e reclamar dos meus problemas e que dessa forma seria “afiado”, tornando-me mais maduro.

O tempo passou e diante das minhas vivências, experiências, tenho aprendido que a luz que eu tanto busquei dentro de mim, não me pertence e descobri que eu não poderia me relacionar com meu próximo, se não conseguisse estar bem comigo mesmo. Aprendi que a luz que tenho dentro de mim, é algo divino, algo que vem do alto, alto muito grandioso, muito maior do que o pequeno espaço que há dentro de mim. Descobri que antes de me preocupar com meu próximo, em fazer algo efetivo por quem está ao meu redor, antes deveria fazer algo por mim mesmo, deveria me ajudar, para que assim pudesse ajudar aos outros.

Algo tocou meu coração poderosamente a uma semana atrás. Um sonho me permitiu encher um vaso, que precisava ser esvaziado para ser renovado. Verdadeiramente pude entender porque devemos aprender a sempre respondermos a todos sobre qual é a esperança que temos em nos.

Hoje a minha “ficha” caiu e eu consegui compreender que a minha verdadeira revolução está em onde coloco minha esperança, meu sentido, meu coração e a minha atitude. Entendi que não adianta me basear em algo que me pertença ou em algo que eu posso fazer. Agora eu sei que a minha verdadeira atitude deve ser a de fazer menos, viver menos para minhas vontades e desejos, para que o meu Deus possa fazer mais em minha vida, o que me fez entender o porque de que quando estamos fracos é que estamos fortes.

Não que eu não possa buscar mudar o que está ao meu redor, mas entendi que o mais importante é transformar a mim mesmo e não o que está na minha frente. Aceitei ao fato de que não devo esperar e nem criar expectativa a não ser na minha própria mudança. Descobri que o que eu mais queria mudar, era a minha imagem refletida através de um espelho. Fui levado a aceitar o fato de que ao invés de simplesmente esperar por um tempo melhor em um novo mundo, nos reino dos céus, que antes disso eu deveria me preparar e estar apto a este novo tempo.

Já sei que não devo parar de sonhar, de receber aquilo que é divino, aquilo que me constrange e me reanima e que me leva a voltar-me mais para o meu Pai e menos para meu “umbigo”. Hoje eu decidi viver e sempre ser transformado por uma verdadeira revolução.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Quando somos libertos pela verdade

Uma frase tem ecoado em minha mente: conhecereis a verdade e ela vos libertará. Por mais que essa frase seja bem conhecida, por mais que já tenha lido e estudado muito sobre ela, cada vez mais tenho descoberto a sua profundidade.


Há um tempo atrás, em uma das minhas viagens, tive o privilégio de ouvir uma história comovente. A história era sobre um campo de concentração, no qual em sua entrada foi colado a seguinte frase: o trabalho liberta. Essa frase na verdade foi uma grande ironia dos nazistas, que iludiam suas vítimas, querendo fazer que elas acreditassem que seriam recompensadas pelo seu esforço, pelo seu trabalho.

Muitas vezes, a vida também é irônica conosco. Acreditamos que o nosso trabalho, que nossas conquistas, que o casamento, filhos, necessidades físicas, sonhos, projetos irão nos libertar, irião nos dar o sentimento de satisfação.

Assim como o trabalho foi utilizado como uma forma de fazer um genocídio pelos nazistas, muitas vezes somos levados a morte e destruição, por ilusões que acaba nos afastando da verdade. O interessante é que seja a nossa rotina, seja nossos familiares, professores ou sejam quem for, parece que todos nos levam a desejar e ansiar prioridades que não nos levam a um caminho verdadeiro, a um caminho certo.

E não há quem consiga descrever isso melhor do que Tolstoi. Em seu livro "A morte de Ivan Ilitch". Esse livro trata da vida de um homem, que ao ser acometido de uma doença, ao final de sua vida descobre que ele não viveu de maneira correta. A sua doença o levou a se deprimir e a ter certeza da sua iminente morte. Sua vida nada mais passou de uma ilusão, que pela sua rotina e pelos enganos diários, não o permitiu ver o quanto cada dia mais se aproximava de um abismo.

A frase que diz que conheceremos a verdade e seremos libertos através dela, nos revela algo importante: o fato de que a verdade é algo que precisa ser conhecido, algo que precisamos buscar. Há quem entenda que a idéia do que a verdade quer representar é a idéia da realidade, ou seja, conhecendo a nossa realidade, conseguiremos nos libertar das amarramas do que nos leva ao caminho errado, à nossa destruição.

Tenho apredido diariamente como determinadas coisas são importantes, mas tenho aprendido também a não permitir que essas coisas venham a me desvirtuar e a me afastar  do caminho da verdade. Escolho então conhecer o que é verdadeiro, o que é pleno e o que é eterno, para que não me perca em meio a ilusões.

Talvez nesse momento você se pergunte: Qual é a verdade? Essa resposta por mais simples que seja, torna-se algo profundo e esclarecedor, sendo a de que não existe vida a não ser em Jesus, não há outro caminho a se seguir a não ser o Caminho de Cristo e não verdade, não há algo bom a não ser em Jesus Cristo, o único que nos permite a ver, viver e experimentar coisas que vão além da nossa limitação humana.

sábado, 8 de junho de 2013

Existe luz no final do tunel

Barulho ao redor, buzinas, um grande trânsito a frente, cansaço e para completar a minha noite, acabei pegando um ônibus que de repente a luz parou de funcionar. Pessoas com medo, preocupadas e até um certo receio de furto começou a pairar no ar.

Isso me fez parar e refletir como a luz faz falta para nos. A luz é aquilo que nos traz segurança, que facilita vermos, andarmos e até nos permite lidarmos com o que esta ao nosso redor. Até porque ninguém conseguiria visitar com ausência de luz.

Defendo e acredito que uma das maiores provas da existência de Deus é a moralidade. Isso porque desde o primórdio da nossa humanidade foi colocado dentro de todo e qualquer ser humano a ideia do que é errado. 

Mesmo apos varias gerações esse mesmo senso, mesmo que você queira acredita que sob uma roupagem diferente, continua existindo de forma inalterada.

Não me importa se hoje as pessoas fazem o que é certo ou não, a questão é que todos sabem e possuem a consciência do que é certo e errado. Sempre uso o exemplo do fato de que matar, por mais que esteja se tornando algo comum em nossos dias, aqui, na Mongólia e até na menor ilha que possa existir na terra, foi, é e sempre sera algo errado e reprovável.

Eu admito que em relações a certos situações que envolvem o jeitinho (estacionar em local indevido, fazer manobras erradas, falar ao celular dirigindo, me sentir inclinado a omitir algo em meu imposto de renda, me beneficiar em algumas filas e situações) e até mesmo a politica do farinha pouca, meu pirão primeiro, são coisas que fazem parte do meu dia a dia (mesmo que não seja algo  constante). Isso não tira a minha consciência do erro que cometo, mas gera o risco de me fazer acomodar e tentar acreditar que certas situações são aceitáveis e razoáveis.

E claro que não se é possível nem desejável buscar algo em exagero, pois a justiça plena (buscar ser legalista), principalmente por ser ligada ao homem é falsa em si mesmo. A questão é que isso não pode tirar o nosso foco da verdade e do caminho certo, que sempre foi, é e sera algo desejável pelo nosso Pai. E é claro por mais que as vezes me sinta acomodado, continuo lutando e batalhando para fazer somente o que é certo.

E o que a questão da luz e das trevas tem a ver com isso? Algo muito simples: o fato de que a luz representa aquilo que é certo, bom e as trevas representam aquilo que é ruim, errado.


Uma das formas que Deus é chamado é de Pai das Luzes. E desde o inicio da nossa historia, não foi só o seu papel o de gerar luz sobre um local em estava em trevas, sem forma e vazio, mas também Ele quer iluminar nosso caminho. Cabe a nos escolhermos em que caminho iremos andar. 

Uma coisa eu sei, decidi andar no caminho da luz, me permitindo viver fazendo a vontade do Pai das Luzes, que foi, é e sempre sera fazer o que é certo e bom.


quarta-feira, 5 de junho de 2013

Quem está na chuva é para se molhar


Paulistanos correm da chuva; apesar de o Sol estar escondido neste verão, chove dentro da média
Quem está na chuva é para se molhar
Recentemente nessa semana, me deparei com uma situação bem diferente. Quando estava indo para o trabalho, de repente e inesperadamente, algo bem típico de Salvador, começou a chover muito forte. Pessoas correndo em busca de abrigo e outras abrindo o seu guarda chuva foram imagens bem comuns naquele momento, mas houve uma imagem que me chamou bem a atenção: a de um homem que ficou parado diante da chuva.

Mas o que poderia fazer com que uma pessoa ficasse parada diante da chuva? Vários motivos poderiam ser respondidos, como o fato da pessoa estar em um local que não estava caindo chuva, o fato de estar com capa de chuva, ou outros motivos. A questão é que nenhum desses motivos se aplicam à decisão daquele homem.

Sei que julgar não é algo muito positivo, mas o fato é que aquele homem aparentava ser um morador de rua e dentro da sua realidade social, ele não tinha nenhuma outra possibilidade a não ser a de não fazer nada.

Existe um provérbio popular que nos ensina que quem está na chuva é para se molhar e isso não é só uma verdade daquele morador de rua, mas também para nossas vidas. E isso de uma maneira bem simples, nas situações em que de maneira figurada estamos no meio da chuva e simplesmente não queremos nos molhar com a água da chuva.

Muitas vezes nos envolvemos em situações, decisões, escolhas, locais, prioridades, nas quais sabemos o que cada uma implica, mas simplesmente não queremos lidar com as consequências das mesmas.

Tenho falado repetida vezes que por mais que se tenha um abrigo ou mesmo que se tenha uma capa de chuva ou um guarda-chuva, por menos tempo que se fique na chuva ou por mais protegido esteja, o fato é de que não tem como se evitar se molhar, mesmo que se molhe apenas os pés ou uma parte da roupa e corpo.

Mais do que nunca vivemos em um tepo em que temos que aceitar a verdade e nos permitirmos a sermos transformados através dela. Vivemos em um mundo de ilusão e engano, em que a todo tempo tenta-se amenizar ou até mesmo manipular o que é a realidade. A verdade e a realidade é algo que se enfrenta, diferentemente do engano, que é algo que nos acomoda. E uma coisa eu sei, ver aquele morar de rua, sem ter para onde ir, parado, inerte e sem reação, me fez pensar sobre como mais do que nunca preciso lidar com a verdade e a realidade e entender que não tenho como fugir das consequências do que fazemos, ou seja que aquilo que semeamos, iremos colher.

Escolho então ser transformado pela verdade e pela minha realidade, para que possa ter boas escolhas, decisões e prioridades e para que possa estar em boas situações e em bons locais e momentos. É isso que eu chamo de decidir pagar o preço.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

É como diz o povo: só pode se dar o que se tem



Há algumas semanas tenho refletido sobre uma realidade bem interessante: a de que só podemos dar o que nos temos. Antes de qualquer coisa, preciso tentar explicar o sentido que entendo desta frase e como tenho visto o seu significado empiricamente.
Primeiro eu preciso que você que está lendo este texto entenda que existe uma grande diferença entre o que recebemos, temos e damos. Aquilo que recebemos é o reflexo do que nos é dado, aquilo que temos é fruto da absorção do que recebemos e o que damos é o resultado daquilo que reproduzimos a quem está ao nosso redor. 

Nem tudo o que nossos familiares, nossos influenciadores, nosso meio nos induz a ser, nem sempre é o que absorvemos e reproduzimos. É aquela velha história de que uma filha de prostituta não necessariamente também será uma prostituta. Da mesma forma temos o direito, a opção de escolher o que iremos absorver, como iremos lidar com a “herança” que é colocada em nossas vidas.

Tem uma letra de uma música que diz: “Em um mundo em que rosas ferem as mãos com os seus espinhos, em que um copo meio cheio, pode estar meio vazio, dependendo de quem o viu”. Essa letra fala sobre ponto de vista, fala sobre como podemos escolher ter uma visão otimista ou pessimista e como às vezes essa visão nos afasta da realidade de que o “copo está com água até a metade”. Da mesma maneira, nos temos como escolher aquilo que recebemos e aquilo que iremos compartilhar.

E essa escolha é extremamente importante, pois ela é que servirá como filtro. Aí entra o ponto importante, o de que se não recebemos, não temos esse algo, não temos como dar, compartilhar, expressar, o que não temos. Um bom exemplo disso é o amor, em que recebemos o amor de Deus, para aprendermos a nos amar e nos amando, amar o nosso próximo e a amarmos ao nosso Pai Eterno. E como alguém conseguiria amar, sem ter amor?

Neste mês tenho tido a oportunidade de voltar a trabalhar em uma função em que a há algum tempo não atuava. Tenho percebido e me lembrado de várias coisas que aprendi e amadureci e que com o tempo acabei me esquecendo e esse esquecimento em algumas áreas me levou a fazer más escolhas, escolhas que nos levam a atitudes erradas, ou mesmo que sejam certas, mas que se expressam da maneira errada.

O engraçado é que após eu escrever esse texto, eu me vi compartilhando, passando para as pessoas o meu stress e impaciência, isso porque eu achava que a minha fome e a minha pressa justificavam tal atitude. É por isso que eu sempre digo que às vezes, o que falamos, ministramos e escrevemos, na maioria das vezes é algo para nos mesmos e é por isso que eu continuo escrevendo, já que sou ministrado, edificado pelo que faço.

Enfim, pretendo aprofundar mais essa questão, mas termino me lembrando e lembrando a você, que independente de como você foi tratado, ou do que fizeram (fazem) a você, cabe a nos escolhermos o que iremos absorver e como iremos reproduzir essas ações. Uma coisa é certa: a de que precisamos aprender a receber coisas boas, coisas de Deus, para que isso possa se revelar, se manifestar na nossa vida e na vida das pessoas que estão ao nosso redor.