segunda-feira, 3 de março de 2014

Ano novo, velho carnaval - Dias 3 e 4

Sai ano e entra ano e a mesma pergunta sempre nos é feita: O que os crentes estão fazendo em uma festa profana, a festa do carnaval? A ideia do Sal da Terra (saldaterra.art.br) é exatamente ser o sal, a diferença. Nesse ano, os Filhos de Gandhi comemoram 65 anos e o Ile Ayê comemora 40 anos de carnaval. O Projeto Impacto completa 20 anos e o Sal da Terra completa 15 anos atuando no carnaval.

Sabemos onde estamos e temos consciência do que a festa representa, mas entendemos que não podemos nos acomodar, enquanto existirem pessoas se destruindo, se enganando, se prostituindo, se acabando durante os dias de festa.

Sabemos que não fazemos parte de uma festa em que se cultua a carne, aquilo que entendemos ser amoral e que cremos que geram consequências negativas aos seus participantes, por isso cada vez mais estamos avançando e reconquistando um território, que diante da nossa acomodação, acabamos cedendo.

O engraçado é que todos dizem que o carnaval é a festa da diversidade, festa de todos, mas não constatamos isso nos cantos deste evento, o que se vê é uma repetição daquilo que se demonstrar ou dar para que os que aqui se fazem presentes.

Ontem (02/03), fui solicitado para ajudar um estrangeiro que queria acertar com uma mulher quanto ela queria e como seria o pagamento dos seus “serviços”. Não objetivamos influenciar ou obrigar ninguém a seguir o que cremos e muito menos podemos tomar decisões pelo nosso próximo.

Temos o objetivo de conscientizarmos e de oportunizarmos a todos aqueles que se achegam a  nos, a alegria, a esperança, a fé, que recebemos através de Jesus Cristo, aquele que é o nosso mediador com Deus e que nos dá livre acesso ao Pai.

Não vamos às ruas falar de uma religião, mas sim da necessidade que temos de ter um relacionamento com Deus e como através deste relacionamento aprendemos aquilo que nos convêm ou não, aquilo que podemos fazer com a nossa força e aquilo que somente Deus pode transformar em nos.

Uma coisa eu sei, que assim como diz o povo, que só não vai atrás do trio quem já morreu, cada ano que passa eu constato, que somente aqueles que passaram pela cruz e nasceram de novo, podem renunciar suas vontades e seus desejos, para ir diretamente onde existem pessoas necessitando de uma conversa, um abraço, um sorriso, uma palavra de fé e esperança.


Agradeço ao Sal da Terra por mais um ano me permitir fazer parte deste projeto e que ano que vem venham mais projetos para que mais pessoas possam ser alcançadas.

domingo, 2 de março de 2014

Ano Novo, velho carnaval - Dia 2


Mais um dia em mais um ano de participação no impacto de carnaval e o Sal da Terra continua sendo o maior e o mais barulhento bloco do circuito batatinha. Nossa preocupação não é ser o maior, melhor, mas sim ser aquele que conseguirá ser verdadeiramente o sal, a diferença em meio a um local em que sempre se vê as mesmas coisas.

Todos os anos tenho lidado com as mesmas situações, mas não tenho como me acostumar com aquilo que é um absurdo, seja pela prostituição, seja pelo uso excessivo de drogas e bebidas, seja pela sujeira, violência ou seja pelas milhares de mazelas que se manifestam mais claramente durante o carnaval.

Ontem (01/03/2014) conversava com um jovem sobre nossas escolhas e sobre como Deus nos deu a nossa consciência de moralidade, nossa razão para nos ajudar a buscarmos aquilo que é bom para nós. Ele me relatou sobre como foi para o circuito da Barra com seu amigo em busca de diversão e o que ele recebeu em troca foi um murro em sua cara e seu amigo foi furtado.

Para esse jovem, o carnaval deveria ser um momento onde deveria se esquecer de tudo aquilo que é ruim para apenas se divertir. O engraçado é que muitas pessoas pensam exatamente dessa maneira.

E eu paro para me perguntar se apenas 5 dias de diversão em 365 dias do ano seriam suficientes. Creio que muitos de nós estamos nos esquecendo de busca aquilo que é eterno, que é absoluto, constante.

Estamos nos esquecendo que o mais importante não é a nossa raça, etnia, quanto temos em nossa conta bancária, até porque todos somos iguais, mas o importante é o que somos e o que temos feito com aquilo que somos. Vejo pessoas que simplesmente decidiram parar de viver, de se relacionar com seu próximo e com Deus, simplesmente porque aconteceu algo que as decepcionou ou as tirou do caminho verdadeiro.

Conversei com um rapaz que disse estar esperando que Deus falasse que era o dia dele voltar para a igreja e eu fui usado para lembra-lo que o mais importante não é estar em uma igreja, viver uma religião, mas sim ter e viver um verdadeiro relacionamento com Deus e com nosso próximo.


Desejo então que em nossas vidas, que todos os dias, minutos e segundos possamos ter algo pleno, verdadeiro e absoluto que nos ajude a lidarmos com tudo, todos, que estiverem em nossa frente.

sábado, 1 de março de 2014

Novo ano, velho carnaval – 1º Dia?


Ficheiro:Oficina G3 - Nada é tão novo, nada é tão velho - 1993.jpg

Mais um ano se inicia e infelizmente não posso dizer que não há nada novo em nossa festa. Por mais que se tenha modernizado trechos do circuito, por mais que se profissionalize essa festa, consigo perceber que a sua essência continua a mesma. Busca-se de todos os meios e formas possíveis tentar vender alegria e diversão a um custo bem alto.

Recentemente ouvi um comentário de uma pessoa em uma rádio dizendo que já não aguentava ouvir as mesmas marchinhas de carnaval e pensando nessa frase, pude chegar a conclusão que não se trata do que é cantando, mas se trata de se tentar persistir e investir naquilo que não gerou, nem irá gerar a alegria que se espera. Sinceramente depois de ouvir Lepo, Lepo, só posso dizer que além de tudo ser repetitivo, cada vez há menos criatividade e cada vez mais não há o menor sentido ou significado naquilo que é entoado em cada canto desse carnaval.

É estranho perceber que a festa não começou oficialmente na sexta (28/02/2014), com a entrega da chave da cidade. Sei que poderia dizer que na verdade ela começou na quarta (26/02), mas na verdade, verdadeira, verdadeiramente, a festa começou bem antes. Constatei que ao todo final do carnaval, já se começa o novo carnaval. E como isso acontece? Seja através de pessoas que já começam a planejar e gerar expectativas de como irão lucrar com a próxima festa, seja através de cada pessoa que achou a festa extraordinária e decide voltar no próximo ano, seja por aqueles que terminam com o pensamento de que o próximo ano vai ser ainda melhor.

Tive uma experiência de conversar com algumas pessoas sobre como cabe a nos decidirmos como iremos escrever a história de como será nossa “festa”. Por mais que não possamos decidir como tudo irá acabar, podemos escolher como iremos chegar ao final de tudo, se terminaremos a noite bêbados, se beijaremos a maior quantidade de pessoas possíveis, ou se  nos permitiremos descobrir uma verdadeira alegria que não dura só durante o carnaval, mas que podemos usufrui-la durante todos os dias da nossa vida.

Vejo que muitas pessoas estão depositando sua esperança naquilo que é limitado, que é superficial. Se a nossa esperança está em como será o próximo dia do carnaval, ou como será o Chiclete sem Bell. Há quem deixe de viver, de experimentar, de compartilhar, de se relacionar, para simplesmente dormir, acordar, comer, continuando esperando algo que eu tenho a plena convicção que não irá mudar nada em suas vidas.

A festa passa e nossa vida continua, por isso a cada ano que passa e a cada nova experiência que tenho no carnaval, cada vez mais vejo que precisamos firmar a nossa esperança em algo que verdadeiramente tenha sentido, como amar e ser amado, como compartilhar o amor, como levar o extraordinário para aqueles que são ordinário. Saiba que onde, como e de que forma você estiver existe uma grande missão para você não só durante o carnaval durante todos os dias, mas para isso você precisa estar com seu “tanque cheio”, estar com a motivação e com a esperança depositada em algo verdadeiro, para que você continue e seja vitorioso na sua jornada.

E que venha mais um novo dia, em que teremos mais uma oportunidade de levarmos às pessoas a viver algo novo de verdade.