sexta-feira, 27 de novembro de 2015

A chave

Imagine que você ganhasse um presente, mas que fosse dito que existe um segredo para o presente e que cabe a você descobrir esse segredo.

É exatamente assim como me sinto.

Eu e Lorena recebemos um grande presente recentemente e seu nome é Matheus. Hoje estamos na vigésima quinta semana da pequena semente que foi gerada.

Desde o início tenho lidado com compromissos, responsabilidades, trabalho, desafios, responsabilidades e tantas outras coisas. O ponto crucial destr novo ciclo que tem sido escrito é que maior do que qualquer coisa, maior do que meus medos e temores, tenho reconhecido a necessidade de receber e manifestar o amor.

E de tão grande e tão profundo amor, não posso guardá-lo só para mim. Essa é a a chave que tenho sido confrontado diariamente a usar. Essa é a chave que meus olhos estão sendo abertos como solução de tantas coisas que preciso resolver.

Recentemente fui chamado a jogar na mega sena e respondi que a minha alegria é tamta que já não cabe mais em mim e que por isso não iria jogar. É exatamente assim que me sinto.

Quero então receber esse presente, viver esse presente e manifestá-lo em mim e atraves de mim.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Chá de Matheus

Convidamos você para compartilhar conosco deste momento de alegria , especial em nossas vidas!

Itens do ennxoval em http://www.jurandirpires.com.br/ (o endereço direto é o http://jpirescad.a3ddns.com.br:15000/jurandirpires/lista/home-lista/id/34867 ou basta procurar por Lorena Miranda Ribeiro na busca pelas listas).


Fraldas Preferencialmente: Pampers total confort ( pacote verde) , Premium Care ( Pacote Roxo) ou Dia e Noite ( pacote azul). Huggies ou Turma da Mônica Soft Touch Max. (Indicar tamanho).

domingo, 15 de novembro de 2015

Matheus - eis que vem este presente, dávida que recebemos

Dávida, presente. Recentemente fomos brindados com uma grata surpresa: Lorena estava grávida (por mais que queira dizer que ficamos grávidos, não posso tirar o protagonismo da minha digníssima). No meio desta notícia, surgiu uma série de novidades como a minha viagem para o Haiti, um novo emprego e muitas coisas mais.

Neste processo, surge mais um grande desafio, diante da confirmação de que nosso bebê é um menino: escolha do nome. Muitos nomes, muitos significados, mas já sabíamos de um plano divino de demonstração de misericórdia e amor para nossas vidas. Foi aí, que em uma viagem para Belo Horizonte, onde iria acompanhar uma cirurgia que meu pai acabou decidindo não fazer, que creio ter recebido um sinal, o de que nosso bebe não era um presente só para nos, mas para todos os que estão ao nosso redor. Foi assim, que escolhemos, ou melhor dizendo, fomos comissionados, direcionado a dar o nome de Matheus para nosso filho que está por vir.

Estamos ainda vivendo uma das etapas nesse processo, mas queremos compartilhar com vocês deste presente que estamos recebendo e por isso passaremos a dar informações, notícia e testemunharmos daquilo que temos vivido e experimentado.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Diário de um viajante - Parte 3 - Milão

http://viagemaoparaiso.com/wp-content/uploads/2015/03/milao-passagem-ano.jpg
Essa foi a minha segunda estadia em Milano e posso dizer que a minha segunda experiência foi diferente da primeira, mas lidei com as mesmas dificuldades.

A primeira dificuldade é a da língua. Não ache que por você ter visto “Rei do Gado” e “Cosa Nostra”, que você vai conseguir falar italiano. É possível entender uma ou outra palavra, até porque tanto o italiano como o brasileiro descendem do latim, porém, em regra, até porque os italianos falam rápido, não é possível entender completamente o que se fala.

Coisas básicas como um Bon Giorno (Bom dia), Buenas Seras (Boa tarde), Excusi (Com licença), Sinistra (Esquerda), Destra (Direita) e o clássico Io no parlo italiano, vão lhe abrir portas para entender alguma coisa ou para falar uma outra língua como o inglês (não há a mesma dificuldade em encontrar pessoas que saibam e queiram falar inglês como na França).

Outra dificuldade que ocorre devido a barreira da língua é a escolha das refeições. Lorena até ficou tentando aprender alguns alimentos e comidas em italiano, mas não deu tempo! Queríamos muito comer um bom risoto italiano, mas acabamos ficando só com o rizo (arroz) com acompanhamentos, bem como comemos coisas que não sabemos o nome. Eu pedi uma salada que achava que viria com peperoni, mas veio uma couve refogada com cebola e algo mais que quando mordi fez minha boca ferver (devia ser uma pimenta das boas)!

Outra questão é que muitas vezes há falta de paciência e educação. Antigamente ao que me parece tinha algumas opções gratuitas em Milão, mas hoje, até mesmo a Catedral Duomo, tem que pagar ingresso para a entrada. Uma boa opção é aproveitar o fato de que no primeiro domingo do mês (assim como em vários países da europa), os museus são gratuitos, bem como na última ou nas duas últimas horas antes do fechamento, a entrada é livre. A questão é que tentei ir em um museu nessa última hora, mas pelo o que foi “informado” a entrada só seria livre depois de meia hora, a dificuldade em ter a informação foi tamanha que acabamos desistindo de voltar.

Algo que me chamou a atenção é que até nos pontos de informação turístico às vezes é difícil se conseguir uma informação. Fui questionar sobre essa última hora que a entrada é livre e um atendente disse que teria que ir no museu me informar, por mais que na minha frente tivesse um informativo com essa informação. Vai entender!

O ponto positivo é que a perseverança e a prática de “virar a outra face” gera bons resultados. Fomos atendidos por uma italiana em um posto de informação gratuito na Galeria Vittorio Emanuelle. Ela não era paciente, mas foi super, super mesmo, prestativa. Diante de uma necessidade nossa ele imprimia uma lista de todos os hotéis da cidade de 1 a 5 estrelas, já que precisávamos encontrar uma hospedagem perto da Estação Porta Garibaldi. Explico o porquê. Conseguimos uma passagem promocional de Mião a Paris. A questão é que a saída seria às 06hs. O problema é que o metro só abre às 06hs. Então como imaginávamos eventuais problemas, acabamos deixando a nossa última diária do hotel para reservar já na cidade mesmo, caso houvesse necessidade de trocar de estabelecimento.

Infelizmente como em outras cidades européias, existe mendicância, mas nada que gere alguma dor de cabeça. O que me chamou a atenção de diferente é que muitas pessoas tentam oferecer um livro, que provavelmente deve ter sido conseguido de graça, por dinheiro. Tem também a fitinha bem tipo do “pelourinho”.

Saibam que os pontos positivos superam em muito os negativos. Por mais que se diga que Milão é uma cidade cara (tropo caro – como dizem os italianos) e realmente é, existem opções de passar pela cidade com bons gastos.

Milão tem ótimas opções de transporte como o tramway, metro, trens, bondinho e ônibus. Se você gosta de caminhar, muitas atrações ficam perto do Duomo, então dá para fazer muita coisa andando. Em relação às passagens, vale a pena comprar ao invés de 10  bilhetes, que também são mais baratos como na frança, comprar o bilheito que lhe dá o direito de usalo dois dias, o quanto quiser (Urban 2 days user) e que quando estive lá custava 8,25€. Levando em consideração que cada bilhete era 1,50€ realmente valeu a pena para mim que estava em um hotel um pouco distante e nos permitiu o luxo de fazer um grande deslocamento só para comer em um restaurante sugerido.

Outro ponto é que nos pareceu que as estações de metro não são distantes umas das outras, onde estava nosso hotel era no meio de duas estações que deviam estar distante 1 km uma da outra.
Não se pode passar em uma cidade italiana sem comer uma boa lasanha (sugiro o Restaurante Simon’s perto da estação S. Ambrosio, que saiu por 6€ - (por ser um restaurante/bar, o preço sai mais em conta), nem sem comer uma boa tasca (pizza em tamanho grande – sugiro o Sanporini – tem um inclusive perto do Duomo (uma fatia grande apartir de 3€). O famoso Panzerotti do Luini (parece um risole, mas é algo muito gostoso, sendo feito tanto frito como no forno, saindo no valor mínimo de 2,70€). Boas sobremesas como a pana cotta e o tiramisu, não podem passar desapercebidas e é claro o único, inconfundível e delicioso gelatto italiano (tomamos um gelatto de manga, frutas vermelhas e morango, em um excelente local sugerido, a Vanilla, também próxima ao Duomo).

O Duomo é a terceira maior catedral da Europa e possui um estilo gótico muito peculiar, bem como possuindo igrejas seculares lindíssimas. Existem passeios para ver a santa ceia de Michelangelo, mas que precisa se fazer reserva com antecedência.

Tem também o Castelo Sforzesco, que é um excelente local para passar um dia, além de ser algo muito diferente para quem nunca viu um castelo de verdade (me perdõe o castelo Gracia D’Avila, mas não sei se o mesmo é realmente um castelo).

A moda, cultura e arte são coisas que falam muito alto nesta cidade. E para quem vai visita-la até Agosto de 2015, vale a pena reservar um dia para visitar a Expo Milano 2015, onde se tem apresentações, eventos, atrações e debates de todos os tipos de tema e com a participação de muitos países diferentes).

Segue um ótimo blog com informações sobre Mião: http://www.milaonasmaos.it/

PS: Intencionalmente não coloco os endereços e informações dos locais sugeridos.


quinta-feira, 7 de maio de 2015

Diário de um viajante - Parte 2

  "[RECOMEÇO]".
Nossa jornada continua agora com um destino diferente: Côte D’Azur. E para nossa jornada acabamos fazendo uma viagem de TGV.

O TGV é o trem bala da SNCF, empresa férrea da França. Infelizmente no Brasil, pela própria perseguição sofrida pelo Barão de Mauá, não possuímos uma boa linha Férrea para transporte de passageiros e comércio.
Amanhecemos cedo e fomos calorosamente recebidos pela família Pimentel, que faz parte da nossa família.

O clima e a paisagem agora é totalmente diferente. Estamos em uma área litoral, com praias, belas paisagens e passagens lindíssimas.

Realmente este é o lugar onde imergimos na cultura francesa. Minha prima é casada com um francês e tem um família francês, então para mim foi uma oportunidade única de conversar sobre a cultura, política, gastronomia e tantas outras coisas.

A França, está sobre uma gestão socialista e assim como no Brasil, está passando por uma recessão, claro que em proporções e situação diferente. É como o Michel bem disse, infelizmente corrupção nos temos em todo o lugar.

Passamos pela French Ville, pela Promenade des Anglais, nas praias particulares de Nice, bem como nos deliciamos com os Macarrones (sobremesa francesa), Tarte aux pommes (Torta de Maça), Fraisins aux Glace (Morango ao creme), além de refeições maravilhosas como Risotte de riz aux champgion, Confit de Cannard e coisas do tipo que só Maria Creix sabe fazer com tanto gosto. É claro tivemos a degustação de queijos.

Próximas paradas: Cannes e Milão.

Essa manhã acordei com um pensamento muito profundo, o de que não precisamos desprezar nosso necessidade de recomeçar.

No inicio deste ano, aprendi que não devemos jamais desprezar os pequenos começos. Devemos entender que existem processos, os quais passam por várias etapas até se chegar onde se espera ou onde se quer.

Porém alheio aos pequenos começos, muitas vezes precisamos nos dar o direito de recomeçarmos, de nos permitirmos voltar pelo caminho que passamos e reavermos “bagagens”, que ficaram para trás.
Me lembrei de como meu pai sempre compartilha comigo como as suas viagens para Europa sempre foram em momentos em que ele precisa sair para pensar ou lidar com situações ou fatos da vida.
Enfim, posso dizer que em minha vida, cada viagem que fiz para cá, me surpreendeu com experiências, ensinamentos e me deu oportunidade para ver, pensar e sentir coisas, que não permiti em minha casa.

Voilà, c’est tout por ajourd´hui.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Diário de um viajante - Parte 1


Na semana em que fui viajar, tive um devaneio bem interessante, a de que eu deveria escolher o caminho dos cegos. Explico.


Por uma própria pressão político/governamental, grande parte das nossas ruas, nem que seja pelo “jeitinho” ou “puxadinho”, possuem hoje indicações que geram acessibilidade para deficientes visuais.

São pedaços de concreto que possuem linhas retas ou círculos, que de maneira bem superficial, em relação as linhas significam o caminho onde se deve andar e os círculos os locais onde se devem ter atenção, por serem saídas de veículos, linhas de passagem, fim da calçada entre outros.

Me peguei pensando como às vezes precisamos nos deixarmos ser guiados, como precisamos confiar nas indicações e direções que nos são dadas, mesmo que nossos olhos não nos permitam ver.

Viajar para alguns pode ser apenas uma fuga de suas casas, problemas e situações, mas em minha vida, percebo que é uma forma que possuo em conseguir observar as coisas que os meus não me permitem enxergar onde eu estou.


Pois bem. Por uma questão de trabalho, compromissos, fatos e situações, não organizamos nossa viagem como deveríamos ou gostaríamos. Posso até lhe dizer que desistir da viagem foi algo que nos passou pela cabeça. O fato é que como eu e minha digníssima somos muito ousados decidimos encarar esse desafio.

Foram muitos dias e muitas coisas para compartilhar. Nomes como Renoir, Monet, Picasso, Matisse, Paul Cézanne, Maurice Dedin, Rodin, Be, ficam até hoje latentes em minha cabeça. Cores como o amarelo, laranja, verde e o cinza, também se tornaram muito vivas nos últimos dias. Tentarei então compartilhar algumas experiências e situações, que creio eu, juntas me levaram a um aprendizado único e verdadeiro.


No sábado (02/05) decidimos visitar o musée d’Arte Moderne de Paris. Foi uma experiência única e muito agradável, primeiro por me permitir aprender um pouco mais sobre a arte moderna e abstrata.

O que mais me chamou a atenção foi um quadro do Matisse chamado La dance inachevée, que em verdade foi um quadro achado em seu porão após a sua morte, o qual em verdade foi um esboço para o quadro La danse. É interessante perceber a simetria e a delicadeza dos traços pertencentes à era do Fauvismo.


Mais do que isso, pudemos começar a entender um pouco mais do cubismo, da natureza morta, da arte abstrata e de sobre como a cultura, momento histórico, experiências e a religião sempre foram influenciadores diretos dos artistas.


Terminado o nosso primeiro passeio, tivemos a grata surpresa de nos depararmos com uma feira popular, onde compramos nosso almoço e um brioche como sobremesa, além de podermos ver a diversidade de frutas, queijos, peixes, carnes e outros.


Após nosso almoço fomos no musée de Beaux Arts, também conhecido como Petit Palais, que mesmo sendo gratuito, não fica para trás dos outros locais.


No domingo (03/05) aproveitamos mais uma vez para visitarmos museus e por um motivo muito simples, no primeiro domingo do mês todos os museus, com algumas exceções, são gratuitos. Fizemos então a casadinha do musée D’Orsay e o musée L’Orangerie.


Não sei se pelo fato de ser gratuito ou por ser no domingo, pegamos uma fila imensa, ficando mais de 1 hora na mesma, debaixo de uma chuva rala.


No musée D’Orsay o que mais me chamou a atenção foi perpassar pela fase Impressionista, Pós-Impressionista e Neo-Impressionista e pode ver como os artistas se influenciaram uns nos outros e praticamente geraram traçados únicos, os quais chegam a serem inconfundíveis, como no caso de Monet no Impressionismo e o Van Gogh no Pós-Impressionismo. No museu também existe um belo acervo de Rodin e foi muito interessante ver Lorena lembrar de uma escultura que ficou exposto em Salvador, na exposição de Rodin.


No L’Orangerie, o que mais se destacou para mim é como, diferente do que minha ignorância me levava a crer, que os artistas, intencionalmente ou até mesmo influenciados pelas fases, perpassaram por fases distintas e se submeteram a lidar com formas diferentes fosse como um aprendizado ou como uma experimentação, adaptação do seu estilo. É interessante ver obras de Picasso de natureza morta.


Terminamos nossa tarde, indo assistir um culto na Hillsong, onde foi muito vibrante para mim ver uma igreja que da primeira vez que fui em Paris estava em um lugar distante e que não tinha muitas pessoas, ter agora 4 cultos no domingo, enchendo salas de teatro com pessoas com sede de Deus.


Em resumo a pregação falou sobre como em situações difíceis, nas quais não conseguimos ver, entender e crer em Deus devemos: 1- Esperar em Deus, 2- Agradecer a Deus, seja fazendo uma pausa de adoração, seja proclamando a palavra de Deus e 3- Depositando nossa confiança em Deus.


Na nossa segunda (04/05) fomos em um dos lugares que mais gosto em Paris, o Jardin de Louxembourg. Confesso que na Primavera o mesmo é mais bonito. Posso até me ousar dizer que este jardim é o coração de Paris, tendo inclusive já abrigado o musée des Beaux Arts e mais do que isso é um local de encontro, descanso, prática de atividades dos parisienses e de muitos estrangeiros.


Terminamos então nossa tarde, passando pelo Saint German des prés, fazendo um tour por algumas livarias (eu e Lorena amamos olhar livros e cada um acabou comprando um livro em francês para si, ela de nutrição e eu uma autobiografia).


Voltamos então para o hotel e descansamos, já que decidimos que nossa jornada continuaria dando uma passada na região francesa do Côte-d’Azur.


Por fim, não tenho como não trazer a conclusão de que o grande aprendizado que tiro de todas as experiências e situações, das quais, não tenho como detalhar cada uma delas nestas poucas linhas é de que assim como meu mestre me ensina, preciso ser cego, para que venha aprender a ver através D’Ele. É como ele bem disse “Eu vim para que os que são cegos vejam e para que os que vêem se tornem cegos”.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Primeiro e Segundo dia em Paris

Imagem de Pedro no Sacre Coeur

Decidi compartilhar algumas experiências diárias da nossa segunda viagem à França através deste blog. Posso resumir em primeiro que é muito bom ver o cuidado do nosso Senhor, que cuida dos mínimos detalhes. 

É interessante você voltar em um lugar que lhe traz tantas lembranças. Foi muito entusiasmante caminhar no primeiro dia, sem “eira, nem beira”. Fizemos um passeio ao Museu da Vida Romântica, passamos pelo Museu de Montmartre e de Salvador Dali e terminamos nossa primeira jornada no Sacré Coeur.

Passamos também em Montmartre no Jardin du Je t'aime, onde se tem escrito eu te amo em várias línguas do mundo.

Mais do que isso, nos deliciamos com Fambroesas e Mirtilos, comprados em um mercado popular do lado de onde estamos hospedados.

Podemos dizer que o primeiro dia, foi um passeio religioso, passamos pelo Museé de la vie Romantique, que é a casa onde habitou George Sand, onde reúne-se obras ligadas a sua vida, decorado por Ary Shceffer e obras religiosas, como se vê do quadro de Calvino e da Escultura do Cristo.

Foi muito interessante ver um quadro de Dona Francisca de Bragança (Duquesa de Joinville), filha de D. Pedro I, casada com um Duque francês, conhecido como o Duque de Joinville, que sinceramente preciso pesquisar se teve alguma influência na cidade brasileira. Brasileiro gosta de coisa do Brasil e é engraçado a sensação que temos em ver uma loja da C & A na rue Kléber, ver produtos da Kibon (que aqui chama Miko), entre outras coisas como restaurantes de comida brasileira.

No Sacré Coeur, pudemos lembrar de alguns elementos de influência da maçonaria/nova dentro do catolicismo, pelo próprio símbolo do sol, dos dois dedos juntos para cima, bem como nos chamou a atenção de presença nas pinturas de personagens históricas como Joana D’Arc.

Mais do que isso, achamos uma ponta de humor francês, ter uma praça em frente ao Sacre Coeur, em homenagem a um soldado decapitado por não saudar uma procissão católica.

Aproveitamos para almoçar um prato de confit de cannar aux pommes (coxa de pato com batatas).
Já no nosso segundo dia, descobrimos que assim como no Brasil, aqui se comemora o feriado do dia do trabalho.

Aproveitamos então para caminharmos. Passamos próximos ao Ópera onde estava sendo preparado um discurso do Partido da Frente Nacional, com o título de La France fait front (A frança faz testa – que deve ser uma expressão que significa que a França se opões às decisões) no qual mais tarde vimos mais tarde que houve uma manifestação contra Marie Le Pain, onde a manifestante disse que a mesma era racista, fascista e comunista. Hoje foi um dia de manifestações contra a política de recessão francesa, que deve ser aos moldes do que está acontecendo no Brasil, pena que não tivemos o grande prazer em passarmos durante alguma manifestação.

Margeamos o Rio Sena, passando pelo Jardin des Tullieres, onde vimos imagens de personagens romanos como Julio César, bem como a outros que não conhecemos como Haniball (lembrei do filme) e uma imagem de Ceres, que é tida como uma deusa, entre outros.

Chegando na Place de La Concorde, vimos então os detalhes do Obelisco, feita com inscritos egípcios e que nos fez mais uma vez lembrar da própria influência maçônica, em monumentos que trazem um símbolo fálico.

Caminhamos então pela Champs Elysee, chegando ao Arc de Triumphe, onde tiramos fotos no túmulo do soldado desconhecido, indo em sentido ao Trocadero, passando pela Torre Eiffel e pelo Champs de Mars.

É em lugares como esse que lembramos o quanto precisamos estudar e aprender mais sobre nossa culta e a cultura de outros países.

Só de escrever cada lugar que passamos, já me cansa, já que caminhamos bastante (mais de quatro horas de caminhada).

Tem sido interessante essa nossa viagem, pois temos visto detalhes que não havíamos visto e por estarmos na primavera, temos visto um colorido que nunca havíamos visto durante o inverno.

O engraçado é lembrar de como eu era tido como árabe, hoje foram pelos menos dois “Sala maleiko”. 

Não sei se é assim que se escreve, mas sei que é um cumprimento árabe.

Enfim, há muito ainda de emoções, sensações, gostos, sentimentos e experiências para viver. Que venham então os próximos dias.