domingo, 28 de julho de 2013

Quando as palavras que deveriam curar, nos machucam


Palavras podem machucar mais do que uma agressão física
Ultimamente tenho aprendido bastante sobre comunicação. Ao mesmo tempo em que tenho aprendido que comunicação não é o que falamos, é o que entendemos, também tenho aprendido que precisamos entender qual é a verdadeira mensagem que busca-se comunicar. Podem parecer aprendizados contraditórios  mas tenho conseguido entender o que preciso aprender através de cada um desses ensinamentos  o fato de que seja uma boa ou ma comunicação, o mais importante é se captar e se importar em transmitir a verdadeira mensagem.

Hoje, ao me deitar para dormir, comecei a pensar na vida da mulher de Jó. Sua historia é muito conhecida e nos fala de um homem, ao qual Deus permite que Satanas aja em sua família,  saúde e finanças, para mostrar o quanto ele era integro, correto e temente. Hoje, eu parei para refletir sobre a atitude da sua mulher, a qual nem sequer sabemos seu nome, diante da situação que Jó foi submetido.

Jó perdeu seus filhos, suas posses e ficou gravemente doente. A atitude da sua mulher foi dizer algo que para mim equivaleria a dizer: “Pare de achar que Deus tem alguma coisa a ver com o que aconteceu, pare de espiritualizar, de achar que Deus tem algo a ver com isso e aceite sua situação, sua culpa e as consequências que isso vai gerar”. Posso até dizer, que no baianês, que ela chamou o seu esposo na “chincha”.

O que me fez parar pensar sobre essa mulher é que primeiro ela não tinha nenhuma culpa pelo que estava acontecendo com seu marido (a provação, o ataque foi somente na vida de de seu esposo) e segundo, creio que a sua fala, não objetivou comunicar a mensagem que muitos de nos normalmente absorvermos.

Primeiramente, se ela fosse essa mulher miserável que muitos pensam que ela era, acho que Jó sendo temente, correto e integro, não a teria escolhido para casar. Também penso também que se ela fosse esse demônio todo, ele não teria voltado com ela e teria tido todos os filhos que teve, quando Deus reverteu a sua situação. Hoje, consigo entender que a provação, que o “problema” recaiu sobre Jó e ela sendo sua esposa acabou sendo envolvida na situação.  

Ela poderia ter apoiado e ter tido uma postura diferente, mas entendi que não a posso julgar por sua atitude, como sempre a julguei. Ai que entra a segunda questão, a minha crença de que ela não quis dizer o que suas palavras nos levam a entender. E como chego a essa conclusão? Através das experiências, do empirismo, em que sou provado a chegar a conclusão de que muitas vezes nossos conflitos ou problemas não são nada mais que uma comunicação mal realizada ou mal entendida. Sendo mal realizada ou mal entendida, a questão é que a comunicação não alcança seu objetivo, não  se torna eficaz.

No meu casamento tenho visto como as vezes acho coisas, como as vezes as atitudes da minha digníssima me levam a chegar a conclusões, que estão a quilômetros da distância da verdade, do que esta acontecendo de fato. Isso me leva a refletir sobre uma das características de Jó: integridade. 

Ser integro é ter uma conduta reta, ser uma pessoa pura em sua alma (sentimentos) e no seu espirito. Ser integro para mim seria ser constante, ou seja, não se basear apenas em um único momento, mas em um todo. Jó, não abandou Deus na dificuldade porque Ele sabia que Deus era bom. Eu creio que Jó também não levou em consideração apenas uma frase que sua esposa disse, mas sim considerou toda uma vida que tinha junto com ela.

Da mesma forma aprendo que em minha vida, no meu casamento, no meu relacionamento com Deus preciso ser integro, no sentido de não me importar em como estou captando a mensagem, se bem ou mal, mas sim em manter meu caminho reto.

Agradeço ao Pai, por mostrar como as vezes preciso colocar “pingo no i”, de determinadas situações para se esclarecer determinadas coisas, mas como também preciso ouvir o que esta me sendo dito, m ouvir além do me esta sendo dito.

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