
Ultimamente tenho aprendido bastante sobre
comunicação. Ao mesmo tempo em que tenho aprendido que comunicação não é o que
falamos, é o que entendemos, também tenho aprendido que precisamos entender
qual é a verdadeira mensagem que busca-se comunicar. Podem parecer aprendizados contraditórios mas tenho conseguido entender o que preciso aprender através de
cada um desses ensinamentos o fato de que seja uma boa ou ma comunicação, o
mais importante é se captar e se importar em transmitir a verdadeira mensagem.
Hoje, ao me deitar para dormir, comecei a
pensar na vida da mulher de Jó. Sua historia é muito conhecida e
nos fala de um homem, ao qual Deus permite que Satanas aja em sua família, saúde e finanças, para mostrar o quanto ele era integro, correto e temente.
Hoje, eu parei para refletir sobre a atitude da sua mulher, a qual nem sequer
sabemos seu nome, diante da situação que Jó foi submetido.
Jó perdeu seus filhos, suas posses e
ficou gravemente doente. A atitude da sua mulher foi dizer algo que para mim
equivaleria a dizer: “Pare de achar que Deus tem alguma coisa a ver com o que
aconteceu, pare de espiritualizar, de achar que Deus tem algo a ver com isso e
aceite sua situação, sua culpa e as consequências que isso vai gerar”. Posso
até dizer, que no baianês, que ela chamou o seu esposo na “chincha”.
O que me fez parar pensar sobre essa mulher é
que primeiro ela não tinha nenhuma culpa pelo que estava acontecendo com seu
marido (a provação, o ataque foi somente na vida de de seu esposo) e segundo, creio
que a sua fala, não objetivou comunicar a mensagem que muitos de nos normalmente
absorvermos.
Primeiramente, se ela fosse essa mulher miserável que muitos pensam que ela era, acho que Jó sendo temente, correto e integro, não a teria escolhido para casar.
Também penso também que se ela fosse esse demônio todo, ele não teria voltado
com ela e teria tido todos os filhos que teve, quando Deus reverteu a sua
situação. Hoje, consigo entender que a provação, que o “problema” recaiu sobre
Jó e ela sendo sua esposa acabou sendo envolvida
na situação.
Ela poderia ter apoiado e ter tido uma postura
diferente, mas entendi que não a posso julgar por sua atitude, como sempre a
julguei. Ai que entra a segunda questão, a minha crença de que ela não quis
dizer o que suas palavras nos levam a entender. E como chego a essa conclusão?
Através das experiências, do empirismo, em que sou provado a chegar a conclusão
de que muitas vezes nossos conflitos ou problemas não são nada mais que uma
comunicação mal realizada ou mal entendida. Sendo mal realizada ou mal
entendida, a questão é que a comunicação não alcança seu objetivo, não se torna eficaz.
No meu casamento tenho visto como as vezes acho
coisas, como as vezes as atitudes da minha digníssima me levam a chegar a
conclusões, que estão a quilômetros da distância da verdade, do que esta
acontecendo de fato. Isso me leva a refletir sobre uma das características de
Jó: integridade.
Ser integro é ter uma conduta reta, ser uma pessoa pura em sua
alma (sentimentos) e no seu espirito. Ser integro para mim seria ser constante,
ou seja, não se basear apenas em um único momento, mas em um todo. Jó, não abandou Deus na dificuldade porque Ele
sabia que Deus era bom. Eu creio que Jó também não levou em consideração apenas
uma frase que sua esposa disse, mas sim considerou toda uma vida que tinha
junto com ela.
Da mesma forma aprendo que em minha vida, no meu
casamento, no meu relacionamento com Deus preciso ser integro, no sentido de
não me importar em como estou captando a mensagem, se bem ou mal, mas sim em
manter meu caminho reto.
Agradeço ao Pai, por mostrar como as vezes
preciso colocar “pingo no i”, de determinadas situações para se esclarecer
determinadas coisas, mas como também preciso ouvir o que esta me sendo dito, m
ouvir além do me esta sendo dito.
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