Há algumas semanas tenho
refletido sobre uma realidade bem interessante: a de que só podemos dar o que nos
temos. Antes de qualquer coisa, preciso tentar explicar o sentido que entendo
desta frase e como tenho visto o seu significado empiricamente.
Primeiro eu preciso que você que
está lendo este texto entenda que existe uma grande diferença entre o que
recebemos, temos e damos. Aquilo que recebemos é o reflexo do que nos é dado,
aquilo que temos é fruto da absorção do que recebemos e o que damos é o
resultado daquilo que reproduzimos a quem está ao nosso redor.
Nem tudo o que nossos familiares, nossos
influenciadores, nosso meio nos induz a ser, nem sempre é o que absorvemos e
reproduzimos. É aquela velha história de que uma filha de prostituta não
necessariamente também será uma prostituta. Da mesma forma temos o direito, a
opção de escolher o que iremos absorver, como iremos lidar com a “herança” que é colocada em nossas vidas.
Tem uma letra de uma música que
diz: “Em um mundo em que rosas ferem as mãos com os seus espinhos, em que um
copo meio cheio, pode estar meio vazio, dependendo de quem o viu”. Essa letra fala
sobre ponto de vista, fala sobre como podemos escolher ter uma visão otimista
ou pessimista e como às vezes essa visão nos afasta da realidade de que o “copo
está com água até a metade”. Da mesma maneira, nos temos como escolher aquilo
que recebemos e aquilo que iremos compartilhar.
E essa escolha é extremamente
importante, pois ela é que servirá como filtro. Aí entra o ponto importante, o
de que se não recebemos, não temos esse algo, não temos como dar, compartilhar,
expressar, o que não temos. Um bom exemplo disso é o amor, em que recebemos o
amor de Deus, para aprendermos a nos amar e nos amando, amar o nosso próximo e
a amarmos ao nosso Pai Eterno. E como alguém conseguiria amar, sem ter amor?
Neste mês tenho tido a
oportunidade de voltar a trabalhar em uma função em que a há algum tempo não
atuava. Tenho percebido e me lembrado de várias coisas que aprendi e amadureci
e que com o tempo acabei me esquecendo e esse esquecimento em algumas áreas me
levou a fazer más escolhas, escolhas que nos levam a atitudes erradas, ou mesmo
que sejam certas, mas que se expressam da maneira errada.
O engraçado é que após eu
escrever esse texto, eu me vi compartilhando, passando para as pessoas o meu
stress e impaciência, isso porque eu achava que a minha fome e a minha pressa
justificavam tal atitude. É por isso que eu sempre digo que às vezes, o que
falamos, ministramos e escrevemos, na maioria das vezes é algo para nos mesmos
e é por isso que eu continuo escrevendo, já que sou ministrado, edificado pelo
que faço.
Enfim, pretendo aprofundar mais
essa questão, mas termino me lembrando e lembrando a você, que independente de
como você foi tratado, ou do que fizeram (fazem) a você, cabe a nos escolhermos
o que iremos absorver e como iremos reproduzir essas ações. Uma coisa é certa:
a de que precisamos aprender a receber coisas boas, coisas de Deus, para que
isso possa se revelar, se manifestar na nossa vida e na vida das pessoas que
estão ao nosso redor.
Amém! Aprender a absorver positivamente as atitudes alheias, serve como bom exercício para nossa evolução.
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