segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Quando a lógica é não ter lógica

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Quando a lógica é não ter lógica
Recentemente estive conversando com um amigo e através dessa conversa pude refletir bastante sobre como às vezes determinadas coisas fogem a lógica humana, como muitas vezes os padrões, a lógica a que nos submetemos são quebradas por algo muito maior do que o nosso entendimento.

Me recordei de um profeta bíblico chamado Habacuque, o qual começa em seu livro questionando a falta de justiça social, sobre a falta de respostas de Deus chegando até a se insurgir contra a violência e desolação que via ao seu redor, como se pode ver nos versículos 2 a 4, do capítulo 1:
Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritar-te-ei: Violência! e não salvarás? Por que razão me mostras a iniquidade, e me fazes ver a opressão? Pois que a destruição e a violência estão diante de mim, havendo também quem suscite a contenda e o litígio. Por esta causa a lei se afrouxa, e a justiça nunca se manifesta; porque o ímpio cerca o justo, e a justiça se manifesta distorcida.

Habacuque, Jeremias, Jó, eu e tantos outros chegam ao ponto de questionar as coisas de tal maneira, que acabam questionando a justiça divina, a forma de Deus agir e/ou permitir que determinadas coisas aconteçam.

É interessante que assim como eu, todos aprenderam algo extremamente importante, o fato de que a nossa lógica e o nosso entendimento é algo muito pequeno para compreender e entender a forma de Deus agir.


Pude constatar como a lei da causa e efeito e a lei da semeadura, são aniquiladas ao momento em que Habacuque, nos versículos 17 a 19 do seu livro, muda a sua posição perante Deus e constata:
Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado; Todavia eu me alegrarei no Senhor; exultarei no Deus da minha salvação. O Senhor Deus é a minha força, e fará os meus pés como os das cervas, e me fará andar sobre as minhas alturas.

Isso me faz aprender que ainda que as coisas não acontecem como entendemos que devem acontecer, como o florescer da figueira, como entendermos qual é a causa e a consequência dos nossos problemas. Até porque dentro da nossa lógica toda semente gera um fruto. Habacuque então admite a sua incapacidade de compreender e entender, tomando a atitude de que mesmo que não haja fruto, mesmo que não haja lógica, que ele se alegraria, se contentaria, se satisfaria no Senhor.

Isso porque ele entendeu que precisava ter pés como o das cervas (corça), para andar em lugares altos. E o que significa isso? A corça era um animal de faro apurado, que sentia o cheiro de grama e de água a distância. Quando faltava alimento nos lugares planos, a corsa com suas patas ágeis e fortes, escalava as montanhas em busca da sua comida e bebida.

É assim que a nossa vida tem que ser. Temos que ter o nosso faro apurado, para admitirmos que precisamos de Deus. Reconhecermos que estamos aqui porque precisamos ser mudados. Que o nosso entendimento não é o suficiente, que somos limitados, que a terra não tem a bebida e o alimento que precisamos.

Dessa forma, iremos buscar a água viva, a verdade, a libertação e a salvação, que só podemos encontrar em Deus. Dessa forma, não importara o que aconteça, o que nos falte,  se haverá fruto ou não, se haverá bois nos pastos, pois seremos alimentados por Deus, o qual vai além da nossa lógica e que nos ensina que às vezes a lógica é não ter lógica, para que através dessa falta de lógica possamos aprender a nos submetermos, a confiarmos, nos alegrarmos, exultarmos, nos fortalecermos em Deus.

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