Para muitos ontem foi o último dia da festa, mas para mim é o inicio da verdadeira festa. Durante todos esses dias mais de 1.000 pessoas (levo em conta o Espiritual, Projeto Impacto e Sal da Terra) estiveram trabalhando durante o carnaval para permitir que pessoas possam ter verdadeiramente o que festejar. Segundo os dados apresentados, algo em torno de 3.000 pessoas em 2012 levantaram suas mãos, declaram publicamente e oficializaram sua decisão, preenchendo uma ficha, com desejo de que Cristo venha reinar em suas vidas.
Se formos pensar que durante o carnaval, algo em torno de 2 milhões de pessoas, passam pela folia, veríamos que o nosso alcance é de apenas 0,0015%. Pode parecer um alcance pequeno, mas você já pensou o que motiva uma pessoa ir para a festa do carnaval? Ontem assisti a uma entrevista de um historiador que contava que desde a carnivalia (http://www.brasilescola.com/carnaval/historia-do-carnaval.htm) na Itália, a festa sempre esteve relacionada a bebida, mulheres e ao sexo. Coisas como turismo sexual, utilização desenfreada de álcool e drogas, depravação sexual, violência, prostituição, entre outros males, se torna ainda mais aberto durante a festa momesca. E eu me atrevo a afirmar que é exatamente isso que a maioria esmagadora vai para o carnaval exatamente buscar os deleites da carne. E você acha que essas pessoas estão com o coração aberto para Deus?
E o que nos motiva ir ao carnaval? Com bem disse Geovanni (o líder do evangelismo para estrangeiros) é o amor às vidas que estão se perdendo no carnaval (http://www.carnaval.ba.gov.br/noticias/carnaval-do-pelo-tambem-tem-bloco-evangelico/).
Há algum tempo atrás, em um treinamento de evangelismo, fui confrontado sobre qual seria a minha resposta sobre qual é a esperança que tenho em minha vida. Admito que naquele momento eu não tinha nenhuma resposta preparada e não consegui pensar em algo que me fosse convincente. O interessante é que Pedro nos diz que sempre devemos estar preparados para responder a esperança que há em nos e eu admito que percebi que não estava preparado para responder a essa pergunta.
Conversando com algumas pessoas e depois de tantos anos trabalhando em impacto de carnaval percebi que esse trabalha não é para todos, até porque poucos querem renunciar algumas coisas e pagar o preço de fazer parte deste projeto. Lidar com as espumas, com o perfume dos filhos de gandhi, com as pistolas de água das muquiranas, lidar com bêbados, com o cheiro de mijo, com a sujeira e cheiro das ruas, lidar com o cansaço e com a dificuldade de evangelizar pessoas que não querem ser evangelizadas, são coisas que fazem parte do pacote. Mas também pudera, pois quem está na chuva é para se molhar. Pagamos e pagaríamos o preço de novo, pois gerar a vida em meio ao local de morte é um milagre. Tenho certeza que todas as pessoas que participam deste projeto, mesmo que o motivo fosse resgatar uma única vida, saíram satisfeitas e com o sentimento de dever cumprido.
O grupo É o tchan a algum tempo tornou famosa uma música que em uma parte dizia que depois de 9 meses nos veríamos o resultado. O resultado que se vê depois de 9 meses é a consequência de ter segurado o tchan, mas poderíamos fazer um paralelo com o resultado pós carnaval. Algumas pessoas até dizem que o resultado da festa nos só veremos daqui a algum tempo, mas a verdade é que as consequências da festa são mais instantâneas do que imaginamos. Filhos foram gerados, que nem irão nascer, serão abandonados ou criados sem pai. Pessoas morrerão sem se arrepender dos seus pecados. Pessoas acordaram de ressaca decepcionadas, desiludidas com a realidade de que tudo que viveram foi falso. Pessoas que não tem mais esperança e fé de que possam mudar de vida...
O ponto importante é que para muitos o carnaval foi o inicio de uma nova história, onde pessoas encontraram a Cristo, foram até a sua cruz e receberam redenção e vida. No primeiro texto que escrevi pedi que pessoas orassem por quem estivesse indo para festa e termino pedindo que você ore pedindo por misericórdia por todos aqueles que lançaram péssimas sementes durante a festa e que por isso colherão frutos ainda piores. A grande questão é que enquanto há vida há esperança e assim como Cristo mudou a minha história pode mudar a história de outras pessoas, mas entendo e creio que precisamos renunciar nosso comodismo para alcançarmos aqueles que ainda não foram alcançados, seja em uma festa, seja na nossa casa, família ou onde for.



