quinta-feira, 5 de julho de 2012

+ Deus - Eu


+ Deus - Eu
Quem está irritado, se irrita por qualquer coisa, quem está ferido, se fere por qualquer coisa. Começo com essa frase, que logo após um pedido de perdão, acabei reconhecendo um erro meu, em me irritar ainda mais com certas situações, quando na verdade, deveria buscar em Deus uma atitude diferente.
O problema é que em meio às gabrielas da vida, que sempre nos dizem que “nascemos assim e iremos morrer assim”, acabamos nos acomodando com o que dizemos que é a nossa natureza ou coisas da nossa personalidade. Enfim, eu sou mais um de muitos, que diante do fato de sempre “bater a cabeça na parede” quase desistiu de lutar contra os defeitos e falhas da nossa “natureza”.
Na última semana estive refletindo muito sobre a vida de Josué. O nome Josué significa o Senhor salva e o significado de seu nome e sua vida me ajudam a observar que é só em Deus que encontramos uma vida verdadeira.
Coube a Josué o “esparro” de substituir Moises, considerado o maior profeta de Israel, ao qual coube guiar o povo da libertação da escravidão do Egito até a terra prometida. Caminha essa recheada de rebeliões, queixas, murmurações, reclamações, saudades do tempo de escravidão, entre outras tantas coisas que aconteceram nos 40 anos que ele esteve a frente do povo.
Antes de passar o “cajado”, Moises traz uma palavra de Deus sobre a vida de Josué:
Sejam fortes e corajosos. Não tenham medo nem fiquem apavorados por causa deles, pois o Senhor, o seu Deus, vai com vocês; nunca os deixará, nunca os abandonará".
Então Moisés convocou Josué e lhe disse na presença de todo o Israel: "Seja forte e corajoso, pois você irá com este povo para a terra que o Senhor jurou aos seus antepassados que lhes daria, e você a repartirá entre eles como herança. O próprio Senhor irá à sua frente e estará com você; ele nunca o deixará, nunca o abandonará. Não tenha medo! Não se desanime! "
(Dt 31:6-8)
Já com o “cajado” na mão o próprio Deus repete o que já havia dito para ele:
Não fui eu que lhe ordenei? Seja forte e corajoso! Não se apavore, nem se desanime, pois o Senhor, o seu Deus, estará com você por onde você andar". (Js 1:9)
Me chama muito atenção a promessa de Deus que ele estaria com Josué, que Ele iria a frente das batalhas e que Ele não iria abandoná-lo. Isso por si só já era uma garantia de que a batalha já estava ganha e que tudo o que precisasse ser feito seria feito.
Uma coisa era fato, sem Deus, o povo não iria para lugar nenhum, sem o poder de Deus, eles não iam ganhar nada. Então por que Deus chama Josué para ser forte e corajoso? Antes de responder essa pergunta preciso lembrar que Deus chama a atenção para que ele não desanimasse e não tivesse medo.
O desanimo em nossas vidas, na maioria das vezes é ligado ao fato de que a nossa razão não nos permite acreditar, crer, ter fé. O desânimo tem um efeito poderoso de destruir exércitos e nações através do desânimo. Já o medo, é algo que podemos relacionar a falta de amor, que por si só, além de gerar vários efeitos nos leva a duvidarmos e a fugirmos das nossas responsabilidades.
Josué sabia que ele não precisava de força humana porque seria a força de Deus que venceria a batalha e que também não precisaria de coragem humana, já que seria a ousadia no Espírito Santo que lhe permitiria conquistar a vitória. Percebo então, que o chamado de Deus para Josué é que ele fosse verdadeiro com a situação humana dele, para que não desanimasse e muito menos fugisse do que Deus tinha para ele.
Aprendo então que mais do que nunca somente através de Deus e do Espírito Santo conseguirei lidar com os meus problemas, já que somente Ele pode mudar minha vontade, pensamentos, desejos, necessidades, caráter e natureza.
Que seja então mais de Deus e menos de mim. Que verdadeiramente a minha força esteja em não me acomodar, mas em sempre conseguir pedir ajudar ao meu Deus e confiar que Ele sempre virá em meu socorro. E que a minha coragem esteja em me apoiar na ousadia do Espírito Santo, o que me ajudará a sempre tomar as decisões e agir da maneira que Deus quer que eu haja. E “vamo que vamo” que vem muita vitória pela frente.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Coração gelado, razão desequilibrada...


Coração Gelado, Razão Desequilibrada

Essa semana estive lendo os versículos de 1 a 8, da carta aos Hebreus:
 Portanto, deixemos os ensinos elementares a respeito de Cristo e avancemos para a maturidade, sem lançar novamente o fundamento do arrependimento de atos que conduzem à morte, da fé em Deus, da instrução a respeito de batismos, da imposição de mãos, da ressurreição dos mortos e do juízo eterno. Assim faremos, se Deus o permitir. Ora para aqueles que uma vez foram iluminados, provaram o dom celestial, tornaram-se participantes do Espírito Santo,  experimentaram a bondade da palavra de Deus e os poderes da era que há de vir, e caíram, é impossível que sejam reconduzidos ao arrependimento; pois para si mesmos estão crucificando de novo o Filho de Deus, sujeitando-o à desonra pública. Pois a terra que absorve a chuva, que cai freqüentemente e dá colheita proveitosa àqueles que a cultivam, recebe a bênção de Deus. Mas a terra que produz espinhos e ervas daninhas, é inútil e logo será amaldiçoada. Seu fim é ser queimada.
O livro de Hebreus foi escrito para pessoas que queriam se prender aos ensinos do Antigo Testamento, querendo retornar para o judaísmo ou então judaizar o evangelho. Hebreus também poderia ser chamado de livro das coisas melhores, já que diversas vezes o seu escritor usa os termos melhores e superiores.
Há um chamado claro em não nos prendermos na lei, mas sim confiarmos em Cristo. Há um chamado a perseverarmos nas nossas lutas, para que não sejamos condenados como o foram a geração rebelde dos israelitas no deserto.
Essa semana estive parando para pensar sobre a apostasia que temos enfrentado em nossos dias atuais e como ela é um ato ligado a nossa fé e razão, que conseqüentemente nos afasta do amor de Deus.
Segundo a definição do site Bíblia on line, a palavra “apostasia” significa “Ato de desviar-se ou afastar-se do relacionamento com Deus”. O dicionário Aurélio corrobora com tal definição:
Apostasia (do grego apostasia) — Substantivo feminino.
1. Separação ou deserção do corpo constituído (de uma instituição, de um partido, de uma corporação) ao qual se pertencia.
2. Abandono da fé de uma igreja, especialmente a cristã.
3. Abandono do estado religioso ou sacerdotal.
Durante muito tempo, sempre pensei que a apostasia seria um simples abandono da fé, em que as pessoas publicamente iriam negar a Deus. Porém tenho visto que a apostasia, tem se manifestado de uma maneira um pouco mais sutil em nosso meio. Temos vivido um tempo muito bem representado por uma história que li essa semana:
Dois homens estão sentados em um avião. Ao primeiro é dado um pára-quedas e é orientado a colocá-lo, pois, o pára-quedas melhoraria a qualidade do seu vôo. Ele fica um tanto cético no início porque não consegue ver como o fato de usar um pára-quedas em um avião poderia melhorar a qualidade de seu vôo. Depois de um certo tempo porém, ele decide experimentar para ver se o que lhe havia sido dito era mesmo verdade. Então, quando ele coloca o pára-quedas, ele nota o peso sobre seus ombros e descobre que tem dificuldade para sentar-se direito. Mesmo assim, não tira o pára-quedas de imediato, pois se consola com o fato de que lhe foi dito que o pára-quedas melhoraria o seu vôo. Assim, ele decide dar um tempinho para ver se a tal coisa funciona mesmo. Enquanto espera, percebe que alguns dos outros passageiros estão rindo dele, pelo fato de ele estar usando um pára-quedas em pleno vôo. Ele começa a sentir-se um tanto humilhado. Quando os outros passageiros começam a apontar e rir dele, ele não agüenta mais! Então, encolhe-se em sua poltrona e arranca o pára-quedas, jogando-o ao chão. Desilusão e amargura preenchem o seu coração, pois, pelo que parece, contaram-lhe uma mentira absurda!
O segundo homem também recebe um pára-quedas, mas escutem só o que lhe é dito: “Coloque este pára-quedas, pois a qualquer momento você terá que saltar deste avião e nós estamos a 25.000 pés de altura.” Ele fica muito agradecido e coloca logo o pára-quedas; Nem percebe o peso do objeto sobre seus ombros, muito menos se incomoda com o fato de que não consegue sentar-se direito, pois sua mente está ocupada (ou até mesmo consumida) pelo pensamento do que aconteceria se saltasse sem o pára-quedas.
Essa história me fez pensar em duas situações que tem sido comuns hoje em dia. A primeira é a situação de pessoas que procuram a Deus para melhorarem sua qualidade de vida. Procuram um guru, alguém que ensine a ter uma vida melhor e mais correta. Infelizmente essas pessoas acabam se desiludindo e amargurado, é a típica pessoa ferida.
A segunda pessoa é a que faz as coisas através do conhecimento, da maturidade, de que aquilo é o melhor, é o correto e por isso consegue lidar com as situações.
E qual é o ponto importante? É que existem muitas pessoas desiludidas e amarguradas e poucas pessoas que tomem decisões de maneira racional e equilibrada.
Vivemos um tempo em que realmente o coração das pessoas está se esfriando ("E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará". Mateus 24:12). E por que isso está acontecendo? Porque a nossa escolha as vezes é boa, fazemos o que é correto, mas a nossa motivação, o nosso combustível, não é o correto.
Neste livro nos vemos 6 pontos tidos como fundamentos do evangelho (versículos 1 a 3 do capítulo 6 de Hebreus): 1-o arrependimento, a negação da natureza humano e da rebeldia a Deus; 2- a fé em Deus, ligado a confiança em Cristo; 3- a instrução a respeito do batismo, ligado ao ato de morrer para o eu e ter uma nova vida em Cristo; 4- a imposição das mãos, que eu ligo a idéia de termos pessoas que orem por nos e sejam autoridade sobre as nossas vidas, nos curando e ministrando sobre as nossas vidas; 5. Ressurreição dos mortos, ao fato de que todos irão ressucitar no final dos tempos e 6-juízo eterno, ao julgamento em que muitos por negarem a graça da salvação e por persistirem no pecado serão condenados.
O ponto que me chama a atenção é como é forte a afirmação de Paulo nos versículos 4 a 6, deste capítulo em que ele diz que existem pessoas que sejam reconduzidas ao arrependimento pois essas estão crucificando para si mesmas, Cristo, ou seja, negando o sacrifício que foi feito pelas nossas vidas. Para quem não sabe, Cristo morreu na cruz para que todos, TODOS, TODOS MESMOS, pudéssemos ter direito a salvação.
A interpretação desses versículos é que ele fala sobre pessoas que passaram a seguir a Deus por motivos errados, pela base errada, ou seja, não estão seguindo verdadeiramente a Deus. São pessoas que vivem uma religião e esquecem de viver um relacionamento com Deus.
E qual a diferença? A diferença é que muitas vezes não agimos de maneira racional, nem muito menos com base na fé, mas tomamos uma decisão de seguir aquilo que parece ser mais conveniente. São pessoas que não abriram mão do pecado original; o da rebelião contra Deus, do desejo de querer conhecer o bem e o mal, de querer ser igual a Deus. São pessoas que são deuses dos seus próprios destinos.
Isso me fez pensar em pessoas que fazem coisas boas, que tomam decisões, que entregam sua vida para Cristo, mas se esquecem de viver, de serem regados (Mateus 13) e frutificarem.
Os versículos 7 e 8 reforçam essa idéia e nos contam uma parábola. Essa parábola fala de um terreno que foi cheio de água (recebeu muita água da chuva). Existem diferentes tipos de terrenos e cada terreno gera um tipo de vegetação. Dessa forma, só sabendo que foi cheio de água, não dá para saber qual seria a vegetação, os frutos que podem ser gerados em um terreno. A parábola nos fala de dois terrenos que recebem a mesma quantidade de água, porém um gera uma colheita proveitosa (erva proveitosa) – fruto que pode ser comido, que gera vida – e fala de outro terreno que gerou espinhos e ervas daninhas (abrolhos). Um terreno produz vida e o outro produz morte. Isso nos fala de dois tipos de pessoas que temos hoje em dia, as que recebem o chamado de Deus e por isso recebem a vida e outras que negam, que rebelam esse chamado, gerando morte em suas vidas.
Como remédio, como resultado de tudo que falamos podemos ler que nos versículos 9 a 12, o escritor esperava coisas melhores, como trabalho, amor, serviço, diligência e certeza da salvação, fé, paciência e o fato de recebermos a herança das promessas de Deus em nossas vidas. Fala das coisas do reino de Deus, que não são comida, nem bebida, mas paz,justiça e alegria no Espírito Santo (Romanos 14:17).
Que verdadeiramente possamos viver no amor, no verdadeiro sentido de entendermos que Deus nos amou e por isso nos o amamos e decidimos segui-lo. Que o nosso coração esteja aquecido e que a nossa razão esteja equilibrada.


sexta-feira, 22 de junho de 2012

Quando uma lágrima escorre no rosto

Hoje de manhã quando fazia minha leitura diária da bíblia, algo interessante veio na minha mente. Passei por uma passagem da bíblia que sempre me toca profundamente:
Ouça, ó Israel: O Senhor, o nosso Deus, é o único Senhor. Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todas as suas forças. Que todas estas palavras que hoje lhe ordeno estejam em seu coração. Ensine-as com persistência a seus filhos. Converse sobre elas quando estiver sentado em casa, quando estiver andando pelo caminho, quando se deitar e quando se levantar. Amarre-as como um sinal nos braços e prenda-as na testa. Escreva-as nos batentes das portas de sua casa e em seus portões (Dt 6:4-9).
Após ler essa passagem, uma pequena lágrima escorreu de um dos meus olhos. Para quem me conhece sabe que eu tenho dificuldade em chorar. E sempre digo em alto e bom som, que a maior experiência que tenho com Deus é a de chorar em Sua presença.

Pois bem, ao ler esses primeiros capítulos do livro de Deuteronômio, pude me ver igualzinho ao povo de Israel. Sou bom em conhecer, em lembrar e aplicar as leis, assim como também sou ótimo em me esquecer e não fazer o que é certo. Às vezes me vejo esquecido do que é mais importante, e que não é ser um repdrutor de leis e mandamentos.

Até hoje às pessoas acreditam que a nossa justiça é fruto dos nossas ações, do que fazemos. Isso é um grande erro e esse tipo de pensamento nos faz esquecer do bem mais precioso que recebemos de Deus: o amor.
O plano de Deus sempre foi que o nosso foco e a nossa atenção estivesse no amor. A ideia é que as nossas conversas, a nossa motivação, os nossos desejos e sonhos todos estivessem envoltos pela beleza do amor. Mas nessa manhã pude me ver como o povo de Israel, reclamando da minha situação, tentando pensar em algo que fiz de errado ou no que eu preciso fazer para mudar a minha situação, quando o que Deus quer que eu simplesmente o ame e confie N´Ele.
Nessa manhã enquanto uma lagrima caia do meu olho, pude me lembrar que em todas as partes do meu corpo e da minha mente, que em todos meus sonhos e desejos, o amor deve ser a essência de tudo que vivo, respiro e me alimento.
Obrigado Deus, por mais um dia me lembrar de qual é o verdadeiro motivo de viver e existir: o de amar e ser amado.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Bendita laranja!!!


Bendita laranja!!
Na semana passada pensei bastante em cima de uma situação. Enquanto descascava uma laranja acabei cortando meu dedo. Não preciso nem dizer que não foi nem a primeira, nem a última vez que me corto. A questão é que isso me fez pensar no porque de continuar fazendo algo que eu sei que pode me ferir. Costumo dizer que tenho um jeito bem peculiar de cortar a laranja, o que faz com que a minha possibilidade de me cortar se torne ainda maior. Me lembro de certas épocas em que, através dos conselhos dos outros costumava colocar pasta de dente e enrolar meu dedo com papel higiênico (velhos tempos em que a ignorância me dominava). 

O fato é que sempre gostei de laranja porque ela sempre me ajudou a lidar com a gripe, seja na prevenção ou na recuperação. Para não parecer que estou viajando pesado na minha reflexão, isso me fez pensar sobre a minha motivação de vida. 

Costumo dizer que a nossa motivação pode se basear no medo ou no temor. Diferentemente do que muitas pessoas pensam, temor não é somente sinônimo de medo. Medo, como todos sabem, segundo o dicionário é o estado emocional resultante da consciência de perigo ou ameaça. Já temor, diferentemente do seu significado que também pode ser de medo, pode estar ligado a idéia de um sentimento ou de um ato respeitoso.

Eu sei que talvez para você possa parecer que estou tentando “forçar a barra”, para diferenciar medo de temor, mas a minha idéia é usar essas duas palavras para mostrar sobre como nosso motivação pode ser baseada no medo ou no respeito, em um sentimento. 

A bíblia nos fala que o amor verdadeiro não está ligado ao medo, pois o medo está diretamente ligado ao castigo (1 Jo 4:18). Estando o medo ligado ao castigo, agimos através de atos racionais, buscando apenas fugir das ameaças e dos perigos, para que não sejamos “punidos”. Apartir dessa idéia eu jamais iria cortar uma laranja, pois teria medo de me cortar. Já pela idéia de temor, agiríamos motivados pelo sentimento ou pelo respeito, os quais eu vou ligar ao amor (e o amor é um sentimento), a coisas maiores do que estamos vendo. Dessa forma, eu continuo descascando laranja, já que sei que isso vai me trazer benefícios muitos maiores do que o risco de me cortar. Bem foi dito pelo Ap. Rina em uma pregação hoje de manhã; "Quem ama a rosa, suporta os espinhos". Isso contextualizado ao que eu estou escrevendo sgnifica que mesmo com riscos e ameças, vale a pena pagar o preço de vivermos pelo sentimento do amor.

Eu sei que meus pensamentos podem parecer meras divagações, mas a questão é que em nossas vidas devemos escolher correr o risco, ou simplesmente fugir do risco. Sempre me lembro de situações em que compartilho que o meu noivado foi pulando de pára-quedas, o que faz com que a maioria das pessoas me perguntem se eu não tive medo dos riscos. A essa pergunta eu sempre dou a mesma resposta, vivemos em um mundo de riscos, pulando de para-quedas estando na rua, até mesmo estando dormindo, podemos passar por situações ruins. Devemos então decidir o nosso combustível diário, se a nossa motivação é viver pelo medo ou viver pelo amor, pelas coisas maiores do que nos mesmos.

Decidi viver motivado pelo amor e você?

sábado, 16 de junho de 2012

Amar é não ter medo


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Dando continuidade aos textos anteriores, espero que você tenha entendido que Amar é uma decisão e que para se tomar essa decisão é necessário se pagar um preço. Mas não basta apenas se calcular o preço e as consequências que esse preço irá causa na sua vida, mas é necessário não ter medo de se entrar dentro de um relacionamento.

Há 6 anos atrás quando comecei o meu namoro com Lorena, não tinha a menor idéia em qual terreno eu estava entrando. Achava que entrar em um relacionamento era necessário apenas dizer o que você acha, pensa e gosta, ouvir o que a pessoa acha, pensa e gosta e se chegar a um denominador em comum. Descobri a duras penas que relacionamento não é um calculo racional, mas sim o ato de se permitir a perder o medo e se permitir invadir e ser invadido por novos sentimentos.

A bíblia, nos fala de maneira poderosa que Deus é amor (1 Jo 4:9) e nos fala ainda que se não amamos o nosso irmão que vemos, como poderemos amar Deus, já que não o vemos (1 Jo 4:22). Deus claramente nos fala do seu plano em nos permitir amar e sermos amados. O problema é que o amor é uma semente que só pode ser germinada através do fruto que vem de Deus. O fruto do amor vindo de Deus é perfeito e por isso não pode trazer consigo nenhum resquício da imperfeição humana. Dessa forma, o evangelista João, muito bem nos adverte, que o verdadeiro amor lança fora todo o medo (1 Jo 4:18).

O medo precisa ser lançado fora, pois temos uma tendência de acharmos que aquilo que não dá certo, que não dá a tal da “liga” que tantas pessoas buscam, é uma punição, uma demonstração de que não há um plano divino naquele amor. Isso é um engano, pois o amor é fruto de um processo, em que a pessoa perde o medo, para ganhar o amor. Perde-se uma característica da razão e  da emoção humana, para se permitir ser presenteado por um atributo divino.

Tentei usar equações, formulas, regras e até testes para fazer o meu namoro dar certo. Percebi que somente apartir do dia em que sentei com minha digníssima e “abri o jogo” com ela, que verdadeiramente comecei a me permitir entrar dentro de um relacionamento. Abri mão do meu racionalismo, ainda mais intensificado depois da viagem “as Europa”, para me permitir entrar na zona cinzenta e nebulosa do desconhecido, que é um relacionamento verdadeiro. Posso testemunhar que durante um bom tempo me orgulhei de nunca ter tido nenhuma discussão com Lorena, mas percebi que as discussões exercem um papel importante de apararmos as “arestas” e alinharmos o nosso caminho dentro do plano de se tornar um só.

Talvez a maior dificuldade das pessoas é que elas pensem no relacionamento sobre o seu ponto de vista, sob como elas idealizam, esperam, aceitam e até mesmo sonham em como as coisas devem acontecer. Na verdade se relacionar é perder, abrir mão, daquilo que se tem, pensa e se entende, para se alinhar com alguém, para que juntos realizem o maior milagre que Deus pode operar, o de duas pessoas se tornarem um só.

Você pode até me dizer que estou lidando com idéias utópicas e impossíveis, mas o que eu tenho a lhe dizer é que se relacionar é um processo de crescimento diário, em que primeiramente se decidi amar, se paga o preço de amar e se perde o medo de amar, para que através da mágica do amor, aquilo que são 2, se tornem um só.É se deixar desabrochar, mesmo sabendo que assim como uma flor, isso te levará a ter perdas e a não saber o que irá acontecer. A única coisa que posso dizer para vocês é que estou nesse processo e que eu escolhi amar, pagar o preço e tenho buscado abrir mão do medo, que quer me impedir de viver a plenitude do amor.