sábado, 16 de junho de 2012

Amar é não ter medo


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Dando continuidade aos textos anteriores, espero que você tenha entendido que Amar é uma decisão e que para se tomar essa decisão é necessário se pagar um preço. Mas não basta apenas se calcular o preço e as consequências que esse preço irá causa na sua vida, mas é necessário não ter medo de se entrar dentro de um relacionamento.

Há 6 anos atrás quando comecei o meu namoro com Lorena, não tinha a menor idéia em qual terreno eu estava entrando. Achava que entrar em um relacionamento era necessário apenas dizer o que você acha, pensa e gosta, ouvir o que a pessoa acha, pensa e gosta e se chegar a um denominador em comum. Descobri a duras penas que relacionamento não é um calculo racional, mas sim o ato de se permitir a perder o medo e se permitir invadir e ser invadido por novos sentimentos.

A bíblia, nos fala de maneira poderosa que Deus é amor (1 Jo 4:9) e nos fala ainda que se não amamos o nosso irmão que vemos, como poderemos amar Deus, já que não o vemos (1 Jo 4:22). Deus claramente nos fala do seu plano em nos permitir amar e sermos amados. O problema é que o amor é uma semente que só pode ser germinada através do fruto que vem de Deus. O fruto do amor vindo de Deus é perfeito e por isso não pode trazer consigo nenhum resquício da imperfeição humana. Dessa forma, o evangelista João, muito bem nos adverte, que o verdadeiro amor lança fora todo o medo (1 Jo 4:18).

O medo precisa ser lançado fora, pois temos uma tendência de acharmos que aquilo que não dá certo, que não dá a tal da “liga” que tantas pessoas buscam, é uma punição, uma demonstração de que não há um plano divino naquele amor. Isso é um engano, pois o amor é fruto de um processo, em que a pessoa perde o medo, para ganhar o amor. Perde-se uma característica da razão e  da emoção humana, para se permitir ser presenteado por um atributo divino.

Tentei usar equações, formulas, regras e até testes para fazer o meu namoro dar certo. Percebi que somente apartir do dia em que sentei com minha digníssima e “abri o jogo” com ela, que verdadeiramente comecei a me permitir entrar dentro de um relacionamento. Abri mão do meu racionalismo, ainda mais intensificado depois da viagem “as Europa”, para me permitir entrar na zona cinzenta e nebulosa do desconhecido, que é um relacionamento verdadeiro. Posso testemunhar que durante um bom tempo me orgulhei de nunca ter tido nenhuma discussão com Lorena, mas percebi que as discussões exercem um papel importante de apararmos as “arestas” e alinharmos o nosso caminho dentro do plano de se tornar um só.

Talvez a maior dificuldade das pessoas é que elas pensem no relacionamento sobre o seu ponto de vista, sob como elas idealizam, esperam, aceitam e até mesmo sonham em como as coisas devem acontecer. Na verdade se relacionar é perder, abrir mão, daquilo que se tem, pensa e se entende, para se alinhar com alguém, para que juntos realizem o maior milagre que Deus pode operar, o de duas pessoas se tornarem um só.

Você pode até me dizer que estou lidando com idéias utópicas e impossíveis, mas o que eu tenho a lhe dizer é que se relacionar é um processo de crescimento diário, em que primeiramente se decidi amar, se paga o preço de amar e se perde o medo de amar, para que através da mágica do amor, aquilo que são 2, se tornem um só.É se deixar desabrochar, mesmo sabendo que assim como uma flor, isso te levará a ter perdas e a não saber o que irá acontecer. A única coisa que posso dizer para vocês é que estou nesse processo e que eu escolhi amar, pagar o preço e tenho buscado abrir mão do medo, que quer me impedir de viver a plenitude do amor.

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