domingo, 10 de fevereiro de 2013

O outro lado do carnaval - Parte 2.1

Diz Gilberto Gil que o carnaval é a festa do diabo que deus abençoou (http://diversao.terra.com.br/carnaval/salvador/carnaval-e-invencao-do-diabo-que-deus-abencoou-diz-gilberto-gil,de10bb4db47bc310VgnVCM4000009bcceb0aRCRD.html). Uma coisa eu consigo entender: o fato e o motivo que satanás abençoaria (ou amaldiçoaria se você preferir) o carnaval, mas porque Deus se meteria no carnaval, essa é uma resposta que eu não consigo encontrar resposta, até porque para mim não há nenhuma resposta que possa ser dada.
Hoje, em pleno Domingo, juntei-me a irmãos de diferentes igrejas e denominações com um único motivo: a declaramos que Jesus reina em nossas vidas e que Ele reina sobre nossa cidade. Andando pelas ruas da ondina consigo perceber uma coisa: o carnaval é um excelente negócio. Vejo camarotes dos mais variados tamanhos e com estruturas milionárias, todos cheios de patrocinadores e de pessoas que investem neles, já que é um negócio altamente rentável. Querendo ou não todos fazemos parte do carnaval, já que grande parte do investimento vem dos nossos impostos pagos e do fato de investirmos em empresas que investem no carnaval (que o digam os bancos, que ganham muito dinheiro com taxas e investem no que para eles é melhor).
A igreja então já há muitos noa se posiciona no sentido de dizer que não faz parte desta festa e sai orando e louvando a Deus, pedindo perdão pelo que está sendo feito em nossa cidade. Vemos pessoas de ressaca, pessoas que dormem jogadas no chão como animais, sentimos o cheiro de mijo por todo canto e vemos a beleza da criação de Deus como palco de uma festa que dizem ser a melhor do mundo, que traz felicidade, mas que no outro dia só traz ressaca. Não há como negar que o ritmo é envolvente e que não há como ser atraído pelos trios que passam, mas não há como negar o resultado do final da festa: a percepção de que tudo aquilo foi um engano, foi como usar uma droga e depois de passar o efeito, ter que lidar com algo muito duro: a REALIDADE. Até portais da internet estão dedicando parte das suas páginas para mostrar algo que para muitos é oculto: http://diversao.terra.com.br/carnaval/salvador/veja-flagras-de-brigas-e-confusoes-do-carnaval-de-salvador,3a3b51e8a08bc310VgnVCM5000009ccceb0aRCRD.html .
Infelizmente poucas pessoas conseguem ter visão de reino e talvez até torçam por fazer um carnaval “gospel”, outro negócio que seria um excelente negócio e que até o diabo poderia aproveitar para enganar a muitos. Hoje descobri uma coisa, não importa quem está tocando, não importa quem está presente, a única coisa que importa é a motivação que temos em renunciarmos a muitas coisas e pagarmos o preço de gerarmos transformação sobre a nossa cidade (é uma loucura ter pessoas que como eu que investem dinheiro e tempo para evangelizarem e levarem o amor de Deus para outros).
Comemos do corpo, proclamando que fazemos parte do corpo de Cristo e que juntos somos uma família com Ele e tomamos suco de uva, declarando que através do sangue de Jesus alcançamos perdão e assim alcançamos a salvação, que vale mais do que qualquer ingresso para qualquer camarote.
Não importa o que você esteja fazendo agora, mas se estiver me lendo, aproveite alguns minutos do seu tempo para orar por Salvador e pela festa maldita da carne, para que nossa cidade seja liberta da escravidão da suposta felicidade momentânea e para que possamos ter uma alegria eterna, a alegria de sermos salvos.
Deus não abençoou o carnaval, mas ele abençoa a minha e a sua vida, para gerarmos uma contra-cultura contra esta festa, mostrando quem é o verdadeiro dono dela e de como precisamos nos posicionar como igreja para fazermos a festa do Espírito na nossa cidade.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

O outro lado do carnaval em Salvador - Parte 1

 
No carnaval do “você pode ser quem você quiser” (http://www.youtube.com/watch?v=OMH7em2RfrY) ainda há esperança.
Hoje comecei o meu dia com uma demonstração clara de que ainda existe uma cultura remanescente da contra-cultura do carnaval, em que se prevalece o entendimento de que existem coisas que não mudam. Fui brindado pela manhã com um casamento de uma amiga, que mesmo vivendo a 25 anos com seu companheiro e tendo um filho como fruto da sua relação decidiu se casar depois de tanto tempo. E por que ela decidiu se casar? Porque mesmo tendo tanto tempo ao lado e mesmo parecendo que os dois eram casados, ambos sabiam que nem tudo que parece ser, é. Parecer casado, viver como casado é diferente de ser casado e eles entenderam que precisam da benção do Senhor na união deles.
Logo pela tarde desembarquei no impacto de carnaval sal da terra (http://saldaterra.art.br). E por mais um ano estou doando o meu tempo para evangelizar estrangeiros. Infelizmente vemos pessoas que dizem que todos os caminhos levam a Deus e que para sermos salvos só precisamos fazer o bem ao nosso próximo. É engraçado ouvir de uma judia que a nossa consciência é mais importante do que a palavra de Deus. Engraçado porque a palavra de Deus nos fala que o nosso coração (nossa mente, nossa consciência) é enganosa e que devemos confiar em Deus e não em nosso coração. É engraçado ver pessoas se contradizendo em seus discursos pois falam em fazer o bem, mas criam exceções em dizer que se pode fazer o mal, quando a outra pessoa nos faz mal. Até uma criança sabe que fazer o mal é errado, não importa o que nos façam (E Jesus nos ensina muito bem a dor a nossa outra face quando nos atingissem).
Infelizmente muitos acreditam na regra que chamam de regra de ouro em que não devemos fazer o que nos odioso ao nosso próximo, ou seja, que não devemos matar porque não queremos ser mortos. Jesus veio para nos ensinar que devemos fazer pelo nosso próximo aquilo que gostaríamos que fizessem por nos, ou seja, que devemos amar porque queremos ser amados, que devemos resgatar as pessoas das trevas porque também gostaríamos de ser resgatados.
Não sei como está sendo o seu carnaval, mas no meu carnaval hoje o dia não começou com a carne falando mais alto, mas sim vendo pessoas tem a oportunidade de deixarem a festa da carne, a festa do pode tudo, a festa do tudo misturado, pelo festa do Espírito, em que pessoas são chamadas a não mais viverem no engano da carne, da mente humana, mas sim serem vivificadas em Cristo.
 
Você pode até não concordar comigo e dizer que o carnaval é uma festa muito boa, mas dizer que é uma festa com moralidade e decência é outra coisa. Enquanto houverem serem pensantes que entendam que não é com a nossa carne que devemos nos preocupar, mas com o nosso Espírito, ainda terei pique para ir as ruas declarar que Jesus é o Senhor dos Senhores.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Quando a sorte não é lançada



Foto ilustrativa

Ontem quando sai de um hospital, logo após comprar um lanche para comer e agradecer ao vendedor recebi como resposta o desejo de boa sorte. Consigo imaginar o porquê ele me desejou boa sorte, até porque ninguém vai ao hospital por um motivo bom, principalmente se tratando de uma emergência de hospital público. Em minha cabeça a única coisa que eu conseguia pensar ao sair dali é que a sorte nem havia sido lançada, para me preocupar se a sorte seria boa ou ruim e tentarei nesse texto lhes explicar o porquê cheguei a esta conclusão.

Há mais ou menos uma semana, um morador de rua fez da fachada da nossa igreja, sua casa. Tentamos ajudá-lo, oferecendo levá-lo a um local que lida com moradores de rua, o que não foi aceito e deixamos claro que não o expulsaríamos dali, mas que não podíamos aceitar a situação em que ele estava vivendo. Da mesma forma que eu prezo pela minha dignidade entendo que devemos prezar pela dignidade do nosso próximo (acredito no princípio ensinado por Jesus que devemos fazer ao nosso próximo aquilo que gostaríamos que fosse feito por nos). Durante esse tempo ele foi alimentado e tentamos fazer o nosso melhor em relação a ele (não acredito que fizemos tudo o que poderíamos fazer, mas tentamos dar o nosso melhor), seja conversando, levando amor e até respeito. Passado alguns dias, esse senhor que não estava conseguindo andar mais passou a ficar deitado, imóvel, com uma baba na sua boca, que provavelmente era algo que havia vomitado. Víamos que ele estava respirando e por responder ao toque víamos que ele estava vivo, mas que a morte já estava batendo na porta dele.

Tentamos então procurar algum órgão que pudesse ajudá-lo. Como a maioria dos órgãos, até pela internação compulsória ser algo proibido na Bahia, depende do consentimento da pessoa, todos afirmaram que não poderiam fazer nada por ele. Ligamos para SAMU, mas por se tratar de um morador de rua, negaram atendimento ao mesmo. Ficamos sem chão, e o sentimento de não poder fazer nada nos trazia uma frustração muito grande. Decidimos então colocá-lo dentro de um carro e tentar levá-lo a algum hospital, mas graças a uma orientação de um socorrista, conseguimos fazer com que a SAMU fosse socorrê-lo. Liguei então para um centro que lida com moradores de rua para pedir orientação de como deveríamos proceder e me informaram que devido ao fato dele não ter carteira de identidade, que os hospitais não o receberiam para atendimento e que eu deveria me preparar para uma verdadeira batalha para conseguir que ele fosse atendido.
Por um toque divino, “José” (foi esse o nome que ele nos disse) foi atendido e do mesmo jeito que foi retirado da rua, continuou na ambulância e no hospital, sem se mexer, sem falar e apenas respirando, como um morto vivo e por uma ajuda de uma médica que estava no plantão e que também era socorrista, o mesmo foi prontamente medicado.

É claro que sempre existem pedras no meio do caminho, mas não acredito que pisarmos ou deixarmos de pisar em uma ou outra pedra é uma questão de sorte, mas sim uma questão de escolha. Como o médico bem disse, o problema dele não era só o problema aparente, mas o seu problema maior era o fato de estar se matando e se degradando a muito tempo. Todos o que sentiam o seu cheiro e viam o seu estado perguntavam se ele ainda estava vivo e acredito que alguns pensavam que melhor seria que ele fosse jogado em algum canto para morrer logo, dando espaço para que outra pessoa pudesse ser atendida.

A minha abordagem com moradores de rua é sempre a mesma, sempre digo que nasci em berço de ouro e vivo em berço de ouro e que seria hipocrisia minha dizer que entendo e sei o que as pessoas que moram na rua sentem. Mas, uma coisa eu sei, pagamos o preço das nossas escolhas e isso não tem a ver com sorte e azar. O ponto central é que independente da escolha que fazemos, independente de sermos orgulhosos e não nos permitirmos sermos ajudados, sempre teremos direito a mais uma chance, até porque enquanto estivermos vivos, ainda haverá esperança e esperança traz consigo a possibilidade de mudar.

Continua então ecoando em minha mente, que mesmo que a sorte não seja lançada, mesmo que exista um preço a se pagar por cada escolha de fizermos, existe algo que poderá mudar o nosso rumo, história e destino. Essa algo chama-se amor e para você que ainda não sabe a palavra de Deus nos ensina que Deus é amor (1 Jo 4:16), então se quiser saber o que é amor permaneça em Deus e ele irá permanecer em você.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Quem anda com porcos, farelo come



Quem anda com porco, farelo come.

Ontem estive na sala de emergência de um hospital por causa de uma febre que já durava pelo terceiro dia. Durante o tempo que estive aguardando pude ver algumas situações que me chamaram bastante a atenção. Vi pessoas gritando, pessoas cobrando a todo o momento as atendentes, pessoas dizendo até que iriam processar o hospital e tudo pelo mesmo motivo: desespero. Eu bem sei o que é isso, pois há um bom tempo atrás ao ir para a emergência do Hospital da Bahia e por saber que ir para emergência é sinônimo de esperar muito tempo, decidi transparecer o máximo possível que realmente estava muito mal (fiz uma ceninha). Ao final da opera descobri que realmente era algo grave, constataram que estava com pedra no rim, mas diante de tantos relatos utilizei uma estratégia para adiantar o meu atendimento, já que não me agüentava mais de dor.

O fato é que o desespero nos faz tomar atitudes impensadas. O desespero nos faz muitas vezes agirmos fora dos princípios que seguimos e acreditamos e em alguns casos nos faz até perder o nosso caráter. 

Recentemente houve um acidente grave em Lauro de Freitas (http://atarde.uol.com.br/bahia/materias/1479705) e não há como Não há como negar que a atitude do motorista foi pelo desespero, pois se ele pensasse ou conseguisse racionar naquele momento, talvez ele tivesse uma atitude diferente. É claro que o desespero não pode servir como desculpa e muito menos como atenuante dos nossos erros, a questão é que sempre que agimos com desespero temos atitudes negativas ou reprováveis. A linha entre um ato desesperado e entre a perda do caratér é muito tênue e algo muito perigoso, pois muitas vezes, o caminho da perda do caratér não tem volta.

Tudo isso me fez lembrar de Sansão. Um homem, escolhido por Deus para libertador seu povo, uma pessoa separada, um Juiz (em um tempo que não havia governadores, nem reis). Um homem com muito carisma, força, sabedoria e poder, mas que nos momentos em que mais precisava não teve caráter. Vemos em sua história, que casou-se com uma estrangeira, algo que era reprovado pelo seu povo, se envolveu com prostitutas e sucumbiu diante da pressão de uma mulher. A vida de Sansão nos serve como alerta e me faz lembrar o que é dito sobre um Rei chamado Jéu:
E o Senhor disse a Jeú: "Como você executou corretamente o que eu aprovo, fazendo com a família de Acabe tudo o que eu queria, seus descendentes ocuparão o trono de Israel até a quarta geração". Entretanto, Jeú não se preocupou em obedecer de todo o coração à lei do Senhor, Deus de Israel, nem se afastou dos pecados que Jeroboão levou Israel a cometer. (2 Reis 10:30-31)

Salomão soube nos ensinar muito bem que devemos evitar agir no desespero, que devemos agir de maneira equilibrada, tanto através da nossa fé, quanto da nossa razão:
Acima de tudo, guarde o seu coração, pois dele depende toda a sua vida. Afaste da sua boca as palavras perversas; fique longe dos seus lábios a maldade. Olhe sempre para a frente, mantenha o olhar fixo no que está adiante de você. Veja bem por onde anda, e os seus passos serão seguros. Não se desvie nem para a direita nem para a esquerda; afaste os seus pés da maldade. (Provérbios 4:23-27)

Isso serve de alerta tanto para mim, quanto para você que lê essas linhas, pois às vezes não queremos aceitar que toda ação gera uma reação e que querendo ou não sempre colhemos as conseqüências dos nossos atos. Uma coisa eu sei, o nosso caratér é algo que vem de Deus e quando o perdermos, perdemos também a nossa razão. Isso aconteceu com Sansão que confiou demais em si e esqueceu que o Senhor era a sua força:
Então ela chamou: "Sansão, os filisteus o estão atacando! " Ele acordou do sono e pensou: "Sairei como antes e me livrarei". Mas não sabia que o Senhor o tinha deixado. Os filisteus o prenderam, furaram os seus olhos e o levaram para Gaza. Prenderam-no com algemas de bronze, e o puseram a girar um moinho na prisão. (Juízes 16:20-21)

É como diz o povo, quem anda com porcos, farelo come, andemos então com o Senhor, negando a nos mesmos, tomando a nossa cruz diariamente e o seguindo.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Quando um pequeno caco de vidro ministra sobre minha vida



Um recente novo acidente domestico me fez fazer uma grande reflexões sobre as atitudes e escolhas que faço no meu dia a dia. A alguns dias atrás, ao colocar o prato em um local não muito seguro, o mesmo acabou caindo no chão e se estilhaçando. A minha atitude foi prontamente a de limpar o chão, para evitar situações inesperadas. Infelizmente acabei machucando um pedaço do meu dedo do pé e da mão, mas ao terminar, orgulhoso de mim mesmo disse que não havia mais nenhum caco do vidro, que não havia mais com o que se preocupar.

Ao Lorena entrar na cozinha, a primeira coisa que ela viu foi um pequeno caco de vidro, o qual eu quis minimizar dizendo que sempre haverão cacos e que nunca se conseguirá limpar tudo. O problema é que essa afirmação me soou como uma desculpa, como um orgulho, em não aceitar que eu havia deixado algo pelo caminho, que eu não tinha feito o serviço completo.

O interessante é que quando estava lendo a bíblia a passar pelo seguinte trecho o meu coração começou a ferver, no sentido de que havia algo que eu ou precisava aprender ou precisava admitir:
Vendo os irmãos de José que seu pai havia morrido, disseram: "E se José guardar rancor contra nós e resolver retribuir todo o mal que lhe causamos? " Então mandaram um recado a José, dizendo: "Antes de morrer, teu pai nos ordenou que te disséssemos o seguinte: ‘Peço-lhe que perdoe os erros e pecados de seus irmãos que o trataram com tanta maldade! ’ Agora, pois, perdoa os pecados dos servos do Deus do teu pai". Quando recebeu o recado, José chorou. (Genesis 50:15-17)

Essa passagem fala sobre como os irmãos de José, que o haviam jogado em uma cova e lhe venderam como escravo tiveram medo de que José se vingasse deles. A atitude deles foi mentir, para evitar qualquer mal. A reação de José, seja por saber que aquilo era uma mentira ou por não ter sido claro no sentido de que já os havia perdoado foi a de chorar, de se lamentar.

José teria motivos para se vingar, mas quando lemos sua história, durante um tempo ele não se revelou e inclusive pegou “pesado” com seus irmãos, mas não conseguindo mais se conter, a bíblia relata a passagem que diz:
"Cheguem mais perto", disse José a seus irmãos. Quando eles se aproximaram, disse-lhes: "Eu sou José, seu irmão, aquele que vocês venderam ao Egito! Agora, não se aflijam nem se recriminem por terem me vendido para cá, pois foi para salvar vidas que Deus me enviou adiante de vocês. (Gênesis 45:4-5)

Houve uma grande revelação e desta revelação foi dito que havia um propósito maior em tudo o que acontecerá e que Deus estava no controle de tudo e ao se despedir dos seus irmãos a bíblia diz que José fez uma advertência a seus irmãos:
Depois despediu-se dos seus irmãos e, ao partirem, disse-lhes: "Não briguem pelo caminho! " (Gênesis 45:24)

José foi claro ao dizer que Deus se manifestou através da sua vida, para que seu sonho se cumpri-se, José foi cuidadoso ao pedir que seus irmãos não brigassem ou se acusassem pelo que havia acontecido no passado, mas José não foi claro o bastante sobre o que era mais importante de se fazer: dizer que havia perdoado seus irmãos.

Por isso a situação que passei me fez refletir, pois às vezes usamos desculpas para dizer que sempre ficam pequenos cacos de vidro pelo nosso caminho, que nunca é possível de se limpar todos os cacos que estão no chão, ou seja, que nunca é possível fazer tudo o que deveria ter sido feito. Uma verdade é que há como se fazer tudo o que se deve fazer e a formula é muito simples: basta fazer.

A questão que me intrigou é que às vezes “pequenos cacos de vidro” deixados em nosso passado aparecem para nos fazer chorar ou se lamentar e Deus me falou algo muito profundo em relação a isso. Ele me falou que o que passou, passou; que o que vai acontecer amanhã, cabe a Deus; mas a mim cabe viver e atuar no presente. 

Isso significa que, não devo deixar para amanhã o que deveria fazer hoje e que muitos menos devo deixar para lá o que deveria ter feito ontem, isso para que no futuro não possa permitir; que situações em que não fui claro em dizer que estava errado; não ter pedido perdão quando deveria, não ter dado um abraço ou ter dado apoio quando devia; ter escondido e maquiado situações, em que deveria ser verdadeiro; não possam me atormentar no futuro; mas sim possa me orgulhar; que um dia Deus usou pequenos cacos de vidro para me ensinar algo muito simples e poderoso: que quando tiver algo para fazer, que eu devo fazer.