segunda-feira, 13 de maio de 2013

Quando a chave não é o suficiente para abrir a porta





Não retribua o mal com mal e façam pelos outros  aquilo que você gostaria que fizesse por você, são princípios que tem sido basilares na minha vida. É claro que às vezes acabo me passando em algumas situações, mas o meu mestre, Jesus, sempre com sua calma e tranquilidade sempre me ajuda através do seu exemplo, da sua palavra e das minhas experiências, sempre me lembra como devo agir e o que devo fazer.

Recentemente uma situação me serviu de grande aprendizado. Estava em um ônibus e estava bem sonolento, a ponto de não conseguir perceber nada do que estava acontecendo ao meu redor. Comecei a perceber que estava havendo algum tipo de discussão, mas o meu sono no momento foi mais do que qualquer curiosidade que eu pudesse ter. Enquanto isso, um rapaz, de um centro de recuperação entregando seus prospectos pedindo a colaboração de R$2,00 para ajudar a manter o centro que ele fazia parte. De repente, chegando próximo de onde eu estava, ele falou para o cobrador que podia deixar a moça passar que ele ia pagar o transporte. Foi aí que eu vi o que estava acontecendo: tinha uma pessoa tentando passar a roleta sem pagar e o cobrador não estava deixando.

Poderia até trazer alguns detalhes da situação, como o fato de que a pessoa que foi ajudado aparentava ser uma pessoa “especial” (com algum tipo de deficiência mental), mas o fato é que a ajuda veio de uma lugar que eu não esperava: veio de alguém que estava pedindo ajuda.

Isso me fez refletir como os princípios que eu citei não só andam juntos, mas estão interligados a uma ação, a uma atitude. Aprendemos ou devemos aprender que a fé, sem obras, sem atitude, sem ação é morta, assim como acredito que a razão sem fé, se torna loucura. A fé está ligada ao nosso espírito (acredito que somos dotados de corpo, alma e espírito) e a razão está ligada à nossa mente e consequentemente às nossas emoções. A questão é que tanto razão, como a fé devem andar juntas e de maneira equilibrada.

E o que isso tem a ver com o que eu estou relatando? Isso me forma que não basta crer em algo, mas deve-se praticar, agir, realizar aquilo que se acredita, ou seja, se eu quero ser ajudado, que eu tome a iniciativa de ajudar. E nisso eu me surpreendi na atitude da pessoa no ônibus, já que alguns preconceitos que eu tinha em relação a esse trabalho de se arrecadar dinheiro em ônibus, já que independente de suas falhas, percebi que ele ensina algo muito importante: a de pedir ajuda e a de ajudar quando necessário. A questão é que tanto o crer e o realizar necessitam de um algo a mais que faça que os mesmos se transformem em algo real. É como uma chave que necessita de uma fechadura, para que se possa abrir uma porta.

E eu lhe garanto que só podemos praticar essa verdade se o amor for algo presente em nossas vidas. E não existe nada mais divino do que o amor. E se o amor é divino, ele é algo que só Deus pode colocar em nossas vidas. O povo diz que, só podemos dar aquilo que temos, então saiba que você só poderá agir, ter, realizar o amor, se a presença de Deus estiver em sua vida. E foi exatamente isso que eu vi na atitude do rapaz, algo vindo de Deus, já que dentro da lógica humana, a atitude dele não teria nenhum sentido, porém através de Cristo foi possível ele ter a ousadia, a inciativa de ser usado para realizar um ato de amor, um ato através da presença de Cristo em sua vida. 

Eu continuo com os princípios de não retribuir o mal com o mal e de fazer pelo meu próximo aquilo que eu gostaria que fizessem por mim, mas cada vez mais tenho aprendido que só possível aplicar os mesmos, se eu tiver a presença de Deus, se a minha razão e a minha fé estiverem conectadas na vontade de Deus, se a minha alma, o meu entendimento estiverem focadas em amar a Deus. Aí sim, eu poderei continuar dizer que eu escolhi ser amado e a ser o Jesus, aquele que irá levar o amor de Deus, mais próximo de muitas pessoas.

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