Esses dias tive que fazer uma
longa viagem passando do fim da nossa cidade até o centro. Quando estava perto
de chegar ao meu destino, uma noticia inesperada e triste apareceu de repente.
Era o aviso de que o ônibus não ia poder entrar na barroquinha. Sem saber o que
fazer, tive que escolher entre seguir os passageiros ou então procurar alguma
resposta sobre o que estava acontecendo de fato. Ao me aproximar do cobrador
recebi a noticia de que a casa tinha caído. Na minha cabeça comecei a me
lamentar: “Pô, a casa caiu mesmo, logo hoje que não queria andar, vou ter que
dar a maior paletada”. Resolvi sentar e esperar ver qual seria o fim da jornada
do buzu. Um passageiro próximo a mim virou e disse: “Teve uma casa na
barroquinha que caiu, mas o ônibus vai subir por Nazaré”.
Essa situação me fez pensar sobre
algumas situações. Para quem não sabe, aqui na Bahia, cair a casa é uma
expressão popular, que segundo o baianês significa que a pessoa se deu mal.
Quando eu recebi a noticia do cobrador, eu achei que ele quis dizer que todo
mundo havia se dado mal e por isso teria que descer ali, mas na verdade o que
ele disse foi que uma casa caiu na barroquinha e o trecho ficou fechado.
No momento em que recebi a
noticia poderia ter acompanhado a todos e ter saído do ônibus ou então poderia
ter procurado saber o que estava acontecendo para tomar uma decisão racional.
Eram duas escolhas e cada uma tinha o seu preço: um caminho mais longo e outro
mais curto. Do jeito que estava o sol e do jeito que eu estava me sentindo, o
único caminho que eu conseguiria era o de voltar para casa e desistir de fazer
o que eu tinha que fazer.
Na nossa vida não é diferente
temos escolhas para fazer e independente daquilo que ouvimos das pessoas, que
temos que entender que as nossas decisões cabem unicamente e inteiramente a
nos. E quem vai pagar o preço pelas escolhas? Nos mesmos.
Isso me fez lembrar da parábola dos
dois caminhos, nos versículos 13 a 14, do evangelho de Mateus:
“Entrem pela porta estreita, pois larga é a porta e
amplo o caminho que leva à perdição, e são muitos os que entram por ela. Como é
estreita a porta, e apertado o caminho que leva à vida! São poucos os que a
encontram".
Jesus nos chama nessa parábola a escolhermos o
caminho de vida e logo após falar isso ainda nos adverte a tomarmos cuidado com
os falsos profetas. Os falsos profetas possuem como principal função a de nos
enganar e nos levar ao caminho de destruição onde seremos devorados.
Se conselho fosse bom, não se dava se vendia, mas o
que tenho a lhe dizer é que se lhe disserem que a casa caiu, mesmo que você não
saiba o que isso significa saiba que naquele momento cabe a você tomar uma
decisão e fazer uma escolha e a sua decisão e escolha deve ser apenas uma: O
CAMINHO QUE LEVA A VIDA.
E se estiver em dúvida do que fazer, faça o que
Paulo nos ensinou no versículo 1, do capítulo 12, da carta aos Romanos:
“Portanto,
irmãos, rogo-lhes pelas misericórdias de Deus que se ofereçam em sacrifício
vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto racional de vocês.”
Nenhum comentário:
Postar um comentário