quinta-feira, 31 de maio de 2012

Casa? Que casa caiu?



Esses dias tive que fazer uma longa viagem passando do fim da nossa cidade até o centro. Quando estava perto de chegar ao meu destino, uma noticia inesperada e triste apareceu de repente. Era o aviso de que o ônibus não ia poder entrar na barroquinha. Sem saber o que fazer, tive que escolher entre seguir os passageiros ou então procurar alguma resposta sobre o que estava acontecendo de fato. Ao me aproximar do cobrador recebi a noticia de que a casa tinha caído. Na minha cabeça comecei a me lamentar: “Pô, a casa caiu mesmo, logo hoje que não queria andar, vou ter que dar a maior paletada”. Resolvi sentar e esperar ver qual seria o fim da jornada do buzu. Um passageiro próximo a mim virou e disse: “Teve uma casa na barroquinha que caiu, mas o ônibus vai subir por Nazaré”.

Essa situação me fez pensar sobre algumas situações. Para quem não sabe, aqui na Bahia, cair a casa é uma expressão popular, que segundo o baianês significa que a pessoa se deu mal. Quando eu recebi a noticia do cobrador, eu achei que ele quis dizer que todo mundo havia se dado mal e por isso teria que descer ali, mas na verdade o que ele disse foi que uma casa caiu na barroquinha e o trecho ficou fechado.

No momento em que recebi a noticia poderia ter acompanhado a todos e ter saído do ônibus ou então poderia ter procurado saber o que estava acontecendo para tomar uma decisão racional. Eram duas escolhas e cada uma tinha o seu preço: um caminho mais longo e outro mais curto. Do jeito que estava o sol e do jeito que eu estava me sentindo, o único caminho que eu conseguiria era o de voltar para casa e desistir de fazer o que eu tinha que fazer.

Na nossa vida não é diferente temos escolhas para fazer e independente daquilo que ouvimos das pessoas, que temos que entender que as nossas decisões cabem unicamente e inteiramente a nos. E quem vai pagar o preço pelas escolhas? Nos mesmos.

Isso me fez lembrar da parábola dos dois caminhos, nos versículos 13 a 14, do evangelho de Mateus:
“Entrem pela porta estreita, pois larga é a porta e amplo o caminho que leva à perdição, e são muitos os que entram por ela. Como é estreita a porta, e apertado o caminho que leva à vida! São poucos os que a encontram".

Jesus nos chama nessa parábola a escolhermos o caminho de vida e logo após falar isso ainda nos adverte a tomarmos cuidado com os falsos profetas. Os falsos profetas possuem como principal função a de nos enganar e nos levar ao caminho de destruição onde seremos devorados.

Se conselho fosse bom, não se dava se vendia, mas o que tenho a lhe dizer é que se lhe disserem que a casa caiu, mesmo que você não saiba o que isso significa saiba que naquele momento cabe a você tomar uma decisão e fazer uma escolha e a sua decisão e escolha deve ser apenas uma: O CAMINHO QUE LEVA A VIDA.

E se estiver em dúvida do que fazer, faça o que Paulo nos ensinou no versículo 1, do capítulo 12, da carta aos Romanos:
“Portanto, irmãos, rogo-lhes pelas misericórdias de Deus que se ofereçam em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto racional de vocês.”

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