terça-feira, 18 de outubro de 2011

Sou eu que vou pagar o pato?

Muitas coisas para compartilhar e nem sei por onde começar.  A algumas semanas marcamos um almoço a francesa. O resultado vocês já podem até imaginar. Mas para que vocês não fiquem apenas na imaginação vocês  ver o que  perderam nessa foto ao lado do texto (creiam que por mais que a foto tenha sida tirada por uma "profissional", não é uma foto publicitária, mas foi o que realmente foi servido no dia).
Um dos maiores motivadores dessa festa foi para que pudéssemos encontrar uma amiga que amamos e gostamos muito e que a muito tempo não víamos, Fernanda Rosa. Somado a isso pude mais uma vez ir na casa de Ivaneide e Luis, onde freqüentei a célula por muito tempo. Tive também a honra de ter como sub-chefe na cozinha Robson Brito (mesmo que ele não cumprisse nada do que eu falava para ele fazer – Rs). Tivemos também a presença de Marcela Passos, que honrou o nosso almoço, abdicando por um dia o fato de não comer carne, para se deliciar com o nosso prato principal. Contamos também com a presença de Camila e sua mãe, além de Vitória, uma irmã em Cristo que morou na França e pudemos conhecer um pouco mais. Pude também rever Priscila e Rafael, que a algum tempo eu não via. Nos unimos todos, pelo fato de termos alguma ligação com a França e com a cultura francesa.
Eu não queria demorar muito na introdução, mas não tive como. A questão é que após o almoço eu fui extremamente ministrado através da vida de Ivaneide. Eu acabei não organizando o almoço como deveria e acabei deixando tudo para cima da hora. Quando cheguei na Perini para comprar o pato, que seria o prato principal, me assustei com o preço: R$50,00 o quilo. Como não tinha outro jeito, comprei tudo. Como não organizei, resolvi então que eu deixaria o almoço por minha conta. Eis aí o motivo do título, já que realmente eu pensei: "Sou eu que vou pagar esse pato sozinho?". Depois desse dia eu entendi o verdadeiro significado da expressão "pagar o pato".
Durante o almoço, a frase que eu mais repeti é que deveríamos fazer outro almoço juntos, mas que deveríamos fazer algo mais barato, porque tinha saído muito caro as coisas que eu comprei (tenho que admitir que a minha intenção foi a de sensibilizar as pessoas para que me ajudassem a assumir o custo de tudo e nem preciso dizer que ficou chato para as pessoas o fato de toda hora eu repetir isso). Como eu não tinha definido como seria o almoço, quanto ficaria para cada um, eu sabia que não poderia cobrar nada de ninguém. Acabaram me ajudando depois e o saldo final ficou suportável para mim.
A questão é que eu recebi um e-mail de Ivaneide, que foi como se Deus estivesse falando comigo. Nesse e-mail foi me dito que eu deveria ter informado desde o primeiro contato, que iríamos cotizar os gastos. Ao receber esse e-mail, queimou dentro do meu coração a questão de que sempre quando deixamos de planejar algo, sempre pagamos um preço alto por isso. Essa mensagem foi ainda mais trazida ao meu coração em três situações diferentes.
A primeira confirmação dessa mensagem foi no culto de domingo. Fernando esteve pregando sobre a passagem de João 3, que fala de Nicodemos e de como ele precisava nascer de novo. Mesmo ele sendo um doutor da lei, Jesus ministrou sobre a vida dele, que se ele quisesse conhecer as coisas de Deus, ele deveria beber da água da vida, morrer para a natureza carnal dele, para que assim ele nascesse para as coisas do reino de Deus. Durante essa pregação, eu pude refletir, principalmente sobre como Deus tem um plano de usarmos a nossa capacidade, nossa inteligência para fazermos a vontade de Deus. Deus me deu uma capacidade grande de planejar e organizar as coisas, porém nem sempre eu a uso. Um bom exemplo foi o almoço, em que se eu tivesse organizado e planejado, eu teria evitado uma seria de acontecimentos, como stress, preocupação, manipulação, entre tantas outras coisas que aconteceram e que eu já pedi perdão a Deus.
A segunda ministração foi no Monday evening. Jon pregou sobre Genesis 25:24-31, sobre como Esaú trocou a sua primogenitura por um prato de lentilha. A questão é que provavelmente Esaú não valorizou a sua primogenitura e achou que seria mais importante matar a sua fome, do que possuir todas as bênçãos e riquezas, que possui como fruto de ter nascido antes do seu irmão. A principal questão que me marcou é que Esaú em Genesis 27, acusa Jacó de retirar a sua primogenitura e por o ter engando. A questão é que foi Esaú que escolheu isso. Muitas vezes em nossas vidas, acabamos não valorizando o que possuímos e acabamos não levando a sério as consequências que as nossas decisões podem gerar. O fato de Esaú não ter se planejado sobre qual seria o seu alimento, fez com que ele pagasse o preço de perder toda a sua riqueza. E o que coube a Esaú receber? Genesis 27:36 a 40 nos diz o preço da sua decisão, o fato de ficar longe dos lugares férteis, servir o seu irmão e viver da espada:
Disse Esaú: Não se chama ele com razão Jacó, visto que já por duas vezes me enganou? tirou-me o direito de primogenitura, e eis que agora me tirou a bênção. E perguntou: Não reservaste uma bênção para mim? Respondeu Isaque a Esaú: Eis que o tenho posto por senhor sobre ti, e todos os seus irmãos lhe tenho dado por servos; e de trigo e de mosto o tenho fortalecido. Que, pois, poderei eu fazer por ti, meu filho? Disse Esaú a seu pai: Porventura tens uma única bênção, meu pai? Abençoa-me também a mim, meu pai. E levantou Esaú a voz, e chorou. Respondeu-lhe Isaque, seu pai: Longe dos lugares férteis da terra será a tua habitação, longe do orvalho do alto céu; pela tua espada viverás, e a teu irmão, serviras; mas quando te tornares impaciente, então sacudirás o seu jugo do teu pescoço.
A terceira coisa que me edificou é que depois de ouvir tanto a Deus através de todas essas situações, eu pude refletir, como Deus me permitiu ficar um pouco “parado” para que eu pudesse me planejar e me preparar para as coisas que estão por vir. Não organizei o almoço e pagueii um alto preço por isso (até me disseram que eu se eu tivesse me organizado, eu poderia ter ido na lagoa da Unijorge pegar os patos de lá que seria mais barato). Poderia ter pesquisado possibilidades e até mesmo ter balanceado os gastos fazendo um segundo prato mais barato. Na vida não posso deixar que isso se repita, pois talvez não tenha amigos e irmãos que me ajudem a dividir a conta. Além do que nem sempre podemos mudar o preço de uma escolha ou de uma decisão que tomamos. Não quero perder o que Deus tem para mim, assim como Esaú perdeu.
E o que farei? Deixarei que eu pague o pato sozinho? Jamais. Permitirei então que Deus me ajude a me preparar e me capacitar para todos os desafios e projetos que virão pela frente na minha vida.
PS: Caso o texto tenha ficado confuso, me ajude a esclarecer qualquer coisa ou pensamento, me mandando um e-mail com sugestões.

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