segunda-feira, 30 de maio de 2011

Vão-se os anéis ficam-se os dedos



Neste último sábado (28/05) eu e minha esposa tivemos o nosso carro e os nossos celulares roubados.  Ao chegarmos na casa de um amigo, fomos surpreendidos por dois “elementos” que desceram de uma topic. Um desses elementos estava armado e descendo com a arma postada em mão, já mandou que eu saísse do carro e deixasse a chave. Eu sinceramente suponho que os mesmos assaltaram a topic e utilizaram do meu carro como meio de fuga.
A questão é que como saldo deste roubo nos foi subtraído dois celulares e o carro. A minha carteira estava no bolso e eles não levaram e minha esposa estava com uma bolsa apenas com o celular. A única preocupação seria com os documentos, os quais minha esposa esqueceu todos em casa.
Essa semana passada estive lendo o livro de Jó e tive a minha atenção chamado para o capítulo 23, que Jo diz: "Até agora me queixo com amargura; a mão dele é pesada, a despeito de meu gemido. Se tão-somente eu soubesse onde encontrá-lo e ir à sua habitação! Eu lhe apresentaria a minha causa e encheria a minha boca de argumentos. Estudaria o que ele me respondesse e analisaria o que me dissesse. Será que ele se oporia a mim com grande poder? Não, ele não me faria acusações. O homem íntegro poderia apresentar-lhe sua causa; eu seria liberto para sempre de quem me julga. Mas, se vou para o oriente, lá ele não está; se vou para o ocidente, não o encontro. Quando ele está em ação no norte, não o enxergo; quando vai para o sul, nem sombra dele eu vejo! Mas ele conhece o caminho por onde ando; se me puser à prova, aparecerei como o ouro. Meus pés seguiram de perto as suas pegadas; mantive-me no seu caminho, sem desviar-me. Não me afastei dos mandamentos dos seus lábios; dei mais valor às palavras de sua boca, do que ao meu pão de cada dia. Mas ele é ele! Quem poderá fazer-lhe oposição? Ele faz o que quer. Executa o seu decreto contra mim, e tem muitos outros semelhantes. Por isso fico apavorado diante dele; pensar nisso me enche de medo. Deus fez desmaiar o meu coração; o Todo-poderoso causou-me pavor. Contudo não fui silenciado pelas trevas, pelas densas trevas que cobrem o meu rosto”.
Jamais poderia comprar o meu pequeno incidente com o que aconteceu com Jó. Porém a fala de Jó me trouxe grande consolo. Isso porque às vezes acreditamos que nossas ações geram reações. Sobre tudo o que nos acontece, tentamos encontrar motivos ou explicação sobre o porque aconteceu um determinado fato. Só que as vezes não há o porque, há apenas o para que. Deus em sua grandiosidade permite que determinados fatos aconteçam e os utiliza para que a sua glória seja manifestada.
Sinto me muito tranquilo, não porque o carro tinha seguro e porque não me aconteceu nada, mas sim porque eu pude ver a mãe de Deus durante o roubo. Eu estava com tanta paz que cheguei até a pedir para que o “elemento” me desse o chip do meu celular.
Deus faz o que ele quer, como quer e quando quer. Deus é bom e nos livra de situações que nos não temos a minima noção. Poderíamos ter sido sequestrados, os ladrões poderiam ter sido violentos, mas nada disso aconteceu. Como a bíblia nos ensina em 1 Jo 4:18, nos não somos castigados pelos nossos atos, porque se assim fosse nos seríamos todos consumidos pela nossa multidão de pecados.
Posso resumir o pequeno incidente com o ditado popular que diz: “Vão-se os aneis, ficam-se os dedos”. Tenho certeza que outros aneis virão, até porque se perdessemos o dedo, aí sim não teríamos como restitui-lo.

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