segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Quando o ódio se transforma em Amor

Hoje (29/08) estive assistindo o filme Hurricane Furacão. Para facitar o que irei escrever decidi colocar a sinopse abaixo, até para quem queira assitir:
Em junho de 1966, Rubin "Hurricane" Carter era um forte candidato ao título mundial de boxe. Entretanto, os sonhos de Carter vão por água abaixo quando três pessoas são assassinadas num bar em Nova Jersey. Indo para casa em seu carro e passando perto do local do crime, Carter é erroneamente preso como um dos assassinos e condenado à prisão perpétua. Anos mais tarde, Carter publica um memorial, chamado "The 16th round", em que conta todo o caso. O livro inspira um adolescente do Brooklyn e três ativistas canadenses a juntarem forças com Carter para lutar por sua inocência. “

Gostei bastante do filme e o indico para quem goste de filmes. Aproveitei a história do filme para pensar sobre algumas questões da minha vida. O filme retrata em resumo de uma injustiça cometida contra um homem, que injustamente passa diversos anos de sua vida na prisão e da sua luta para alcançar e acreditar na sua liberdade.
Obviamente que não irei me comprar a história do personagem, até porque o filme é baseado em fatos reais, mas assim como Rubin Carter eu entendo que sofro com algumas injustiças no meu dia a dia. Às vezes eu tenho a impressão que algumas coisas estão fora do padrão de como elas deveriam ser. Me sinto injustiçado principalmente pelo fato de não buscarmos viver, mas sim sobreviver, em meio a tantas contas, compromissos e responsabilidades que temos no nosso dia a dia.
Em uma determinada cena do filme Rubin Hurricane Carter diz que o ódio o levou a prisão e que agora o amor o iria tirar de lá. A palavra de Deus nos ensina em 1 João 4:9 que Deus é amor e por isso eu posso afirmar que somente Deus pode nos tirar das nossas “prisões”.  
A atitude dele durante muito tempo foi a de tentar se focar em cumprir a pena, deixando de lado qualquer sentimento que pudesse fazer pensar que não conseguiria mais continuar preso. Às vezes nos agimos iguais a ele, nos acomodamos e decidimos aceitar as circunstâncias às quais estamos submetidos em nossa vida (e eu creio que elas são passageiras).
Muitas vezes a nossa correria, tristezas e decepções nos enganam e faz com que tiremos o foco do mais importante, que é sermos libertos pelo amor, para que simplesmente busquemos nos focar em “cumprir a pena” assim como Rubin conseguiu fazer por um tempo. A questão é que por isso ser um ledo engano, essa distração ou subterfúgio não dura por muito tempo e a nossa mascara cai e de repente temos mais uma vez lidar com a realidade. E sabemos que a realidade muitas vezes é cruel.
Esta manhã ouvi uma pregação do Pr. Felipe do Bola de Neve de São Paulo no bolaradio em que  ele dizia que Deus está levantando uma geração que foge do engano, uma geração que reconhece que existem coisas que não conseguiremos comprar. Isso latejou em meu coração no sentido de que o Amor, a Graça e o Favor de Deus não podem ser comprados e por isso não serão alcançados pelo meu merecimento ou pelo meu esforço humano. Não importa o que eu faça ou conquiste não posso me enganar achando que é o bastante, até porque Deus tem sempre uma porção nova para cada um de nos.
A palavra de Deus em João 8:32 nos fala que devemos conhecer a verdade e a verdade nos libertará. Quando conhecemos Cristo, tudo muda em nossa vida. Tenho descoberto que conhecer Cristo é um processo diário. Há algum tempo Jon esteve pregando sobre como Deus se apresentou como o Eu Sou e de como Pedro negou a Cristo dizendo que ele não era. Jon destacou como Pedro através de Cristo descobriu realmente quem ele era e de como a descoberta do Eu (petros) Cristo edificou a sua igreja.
Dessa forma, finalizo o meu texto convicto de que nas nossas batalhas diárias sempre devemos nos lembrar que o Amor, o Eu Sou, o nosso Grande Deus irá nos livrar das nossas ciladas e das situações que querem nos aprisionar e nos dar uma aparência de que estamos sendo injustiçados. Não podemos esquecer que a nossa justiça está pautada no que os homens dizem, mas sim no nosso Grande e Supremo Juiz, Jesus Cristo, aquele em que pautamos os nossos princípios de vida e que Reina em nossas vidas. E se isso não for suficiente creia que o reino de justiça pode vir sobre nossas vidas como está escrito em Isaias 32:1-8:
“Vejam! Um rei reinará com retidão, e príncipes governarão com justiça. Cada homem será como um esconderijo contra o vento e um abrigo contra a tempestade, como correntes de água numa terra seca e como a sombra de uma grande rocha no deserto. Então os olhos dos que vêem não estarão mais fechados, e os ouvidos dos que ouvem escutarão. A mente do precipitado saberá julgar, e a língua gaguejante falará com facilidade e clareza. O tolo já não será chamado nobre e o homem sem caráter não será tido em alta estima. Pois o insensato fala com insensatez e só pensa no mal: Ele pratica a maldade e espalha mentiras sobre o Senhor; deixa o faminto sem nada e priva de água o sedento. As artimanhas do homem sem caráter são perversas; ele inventa planos maldosos para destruir com mentiras o pobre, mesmo quando a súplica deste é justa. Mas o homem nobre faz planos nobres, e graças aos seus feitos nobres permanece firme.”

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Rapadura é doce, mas não é mole não.

Ontem eu e minha esposa tivemos os nossos primeiros acidentes domesticos. Eu cortei o meu dedo com uma faca e a panela de pressão estorou o seu pino jorrando água na cozinha.
O título se explica pelo fato de que como o açucar em nossa casa acabou, acabei cortando o dedo ao tentar tirar um pedaço da rapadura para açucarar um suco. O corte foi profundo, mas pela graça de Deus conseguimos estancar o sangue.
O segundo incidente se deu pela borracha da panela de pressão ter partido. Ao tentar usar a panela de pressão, a mesma estava vazando água e tentamos recolocar a borracha para não vazar mais. Depois de um tempo a pressão foi tanta que o pino da panela estorou e jorrou a água que esta jorrando da panela.
Ao deitarmos para dormir, após limparmos a cozinha, pudemos orar agradecendo a Deus pelo cuidado D’Ele em nossas vidas, pois cremos que Ele mais uma vez nos livrou que coisas piores acontecessem.
Essa semana estou lendo o livro de Jeremias e não tive como não me lembrar das passagens em Jeremias 17:
Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do SENHOR! Porque será como a tamargueira no deserto, e não verá quando vem o bem; antes morará nos lugares secos do deserto, na terra salgada e inabitável. Bendito o homem que confia no SENHOR, e cuja confiança é o SENHOR. Porque será como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro, e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e no ano de sequidão não se afadiga, nem deixa de dar fruto.

Ao reler essa passagem não há como não sentir um conforto por ter Deus em minha vida. Isso é muito facilmente entendido pelo fato de que a nossa confiança não está nas nossas próprias forças, no que fazemos ou no que deixamos de fazer, a nossa confiança está no grande “Eu Sou”.

Mesmo em meio às dificuldades, aos acidentes, aos desentendimentos, ao inesperado, tudo acaba bem. Não há como não admitir que fomos imprudentes nesses nossos acidentes, mas o Senhor mais uma vez cuidou dos seus filhos. Rapadura é doce, mas não é mole não, só que com Deus tudo fica mais fácil.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Quando palavras simples trazem grandes respostas

Recentemente estive no congresso de batalha espiritual do Bola de Neve em São Paulo. Fora todas as ministrações e além de ter sido extremamente impactado, teve uma situação que me chamou bastante a atenção. No primeiro dia de congresso eu me sentei ao lado de uma senhora, sinceramente não me lembro de ter cumprimentado ela ou ter dito algo, até porque quando cheguei o congresso já tinha começado. A questão é que em um determinado momento se pediu para que se dividissem duplas para orar. Como a senhora estava sozinha eu e Lorena (minha linda e maravilhosa esposa) convidamos ela para orar conosco. Após terminarmos a nossa oração ela olhou para mim e disse que Deus havia me usado para dar uma resposta para ela. Naquele momento, eu comecei a pensar na minha mente o que eu havia falado para ela. A senhora deixou bem claro que eu tinha sido um instrumento, mas que queria me testemunhar isso, pois havia muito tempo que ela estava procurando essa resposta. Ela me relatou que quando eu falei que Deus a amava, Deus respondeu algo que a muito tempo ela havia buscando. Eu jamais esperaria que Deus a poderia dar uma resposta através de algo tão simples (talvez porque sempre queremos complicar as coisas, quando na verdade elas são simples).
Inicialmente eu achei que Deus a respondeu através da frase: “Deus te ama”, mas depois de pensar um pouco percebi que talvez não tenham sido as palavras que eu disse, mas sim aquele que ela ouviu quando as palavras foram faladas. Creio que aquelas palavras trouxeram a força que ela estava buscando para perseverar em sua jornada.
É muito normal darmos bom dia, boa tarde, boa noite, dentro das nossas igrejas. É muito comum darmos A paz e a Graça do nosso Senhor e tem sido costumeiro dizermos Jesus te ama, eu te amo, ou coisas do tipo. Eu creio profundamente que aquela senhora durante o tempo em que esteve procurando respostas ouviu alguém lhe dizendo que Jesus lhe amava, porém deve ter sido algo extremamente superficial e sem amor.
Durante uma das ministrações do congresso foi pregado que devemos buscar a manifestação da glória de Deus em nossas vidas. Dessa forma as pessoas verão Deus em nós. A Bíblia nos ensina em 1 João 4:8, que Deus é amor. Assim eu posso dizer que se a glória de Deus se revelar através das nossas vidas, um dos frutos que será revelado será o amor de Deus em nós. E se o amor D´ele está em nós, não há como não amarmos a todos que estão ao nosso redor.
Muitos de nós, talvez por medo ou por religiosidade, deixamos de exalar o Reino de Deus aqui na terra, por crermos que jamais amaremos com o mesmo amor de Deus, porém no livro de 1 João 4:18, Paulo diz que no verdadeiro amor não há medo; que o verdadeiro amor expulsa o medo, porque o medo supões castigo e aquele que tem medo não está aperfeiçoado no amor. Precisamos então a cada dia da nossa vida buscar não um amor concebível segundo o nosso entendimento, mas o amor de Deus, que está acima do nosso entendimento e da nossa compreensão.
Tenho sido muito ministrado de que o amor é uma decisão, não é algo que escolhemos ou que inventamos dentro de nós (uma boa comprovação disso é que 1 João 4:15 diz que Deus passa a habitar em nós, quando confessamos que Jesus Cristo é o filho de Deus, decidimos aceitar  e assim o amor passa a habitar em nós). Então basta decidirmos viver e exalar o amor de Deus em nossas vidas e dessa forma viveremos um verdadeiro amor, que está acima de qualquer explicação ou de qualquer religiosidade.
Talvez o nosso maior erro, que nos impede de vivermos um amor verdadeiro, é que colocamos regras acima do amor, temos medo de nos expormos e de nos ferirmos. É muito interessante que após instituir os 10 mandamentos em Deuteronômio 5, no capítulo 6 de Deuterônomio, se institui que acima de qualquer regra devemos declarar que o Senhor, o nosso Deus, é o único Senhor e de que devemos amar o Senhor, o nosso Deus, de todo o nosso coração, de toda nossa alma e com todas as nossas forças e ainda nos exorta a termos essa palavra em nosso coração, como um sinal em nossos braços, amarrada em nossa testa, nos batentes e nos portões das nossas casas. Isso significa que em todos os lugares devemos lembrar que o AMOR é mais importante do que qualquer regra ou mandamento, porque se amarmos a Deus cumpriremos a sua vontade pelo simples fato de amarmos e não por se ter uma regra contrária a uma determinada conduta. O nosso pensar não será não posso fazer porque a bíblia diz que eu não posso, mas sim eu não vou fazer porque eu amo a Deus.
É esse amor por Deus, que nos dará a capacidade de nos sentirmos amados e compartilharmos o amor D´Ele com as pessoas que estão ao nosso lado. Dessa forma não só saberemos que Deus nos ama, algo que aquela mulher esteve buscando por algum tempo, mas também teremos forças o suficiente para exalarmos e levarmos o amor de Deus a todo o lugar que estivermos.  Assim como aquela  senhora, precisamos ter a certeza de que Deus nos ama, para que possamos ter forças suficientes para implantar o Reino do Amor aqui na terra. Eu não sei você que está lendo, mas eu quero fazer parte deste reino.