sexta-feira, 1 de maio de 2015

Primeiro e Segundo dia em Paris

Imagem de Pedro no Sacre Coeur

Decidi compartilhar algumas experiências diárias da nossa segunda viagem à França através deste blog. Posso resumir em primeiro que é muito bom ver o cuidado do nosso Senhor, que cuida dos mínimos detalhes. 

É interessante você voltar em um lugar que lhe traz tantas lembranças. Foi muito entusiasmante caminhar no primeiro dia, sem “eira, nem beira”. Fizemos um passeio ao Museu da Vida Romântica, passamos pelo Museu de Montmartre e de Salvador Dali e terminamos nossa primeira jornada no Sacré Coeur.

Passamos também em Montmartre no Jardin du Je t'aime, onde se tem escrito eu te amo em várias línguas do mundo.

Mais do que isso, nos deliciamos com Fambroesas e Mirtilos, comprados em um mercado popular do lado de onde estamos hospedados.

Podemos dizer que o primeiro dia, foi um passeio religioso, passamos pelo Museé de la vie Romantique, que é a casa onde habitou George Sand, onde reúne-se obras ligadas a sua vida, decorado por Ary Shceffer e obras religiosas, como se vê do quadro de Calvino e da Escultura do Cristo.

Foi muito interessante ver um quadro de Dona Francisca de Bragança (Duquesa de Joinville), filha de D. Pedro I, casada com um Duque francês, conhecido como o Duque de Joinville, que sinceramente preciso pesquisar se teve alguma influência na cidade brasileira. Brasileiro gosta de coisa do Brasil e é engraçado a sensação que temos em ver uma loja da C & A na rue Kléber, ver produtos da Kibon (que aqui chama Miko), entre outras coisas como restaurantes de comida brasileira.

No Sacré Coeur, pudemos lembrar de alguns elementos de influência da maçonaria/nova dentro do catolicismo, pelo próprio símbolo do sol, dos dois dedos juntos para cima, bem como nos chamou a atenção de presença nas pinturas de personagens históricas como Joana D’Arc.

Mais do que isso, achamos uma ponta de humor francês, ter uma praça em frente ao Sacre Coeur, em homenagem a um soldado decapitado por não saudar uma procissão católica.

Aproveitamos para almoçar um prato de confit de cannar aux pommes (coxa de pato com batatas).
Já no nosso segundo dia, descobrimos que assim como no Brasil, aqui se comemora o feriado do dia do trabalho.

Aproveitamos então para caminharmos. Passamos próximos ao Ópera onde estava sendo preparado um discurso do Partido da Frente Nacional, com o título de La France fait front (A frança faz testa – que deve ser uma expressão que significa que a França se opões às decisões) no qual mais tarde vimos mais tarde que houve uma manifestação contra Marie Le Pain, onde a manifestante disse que a mesma era racista, fascista e comunista. Hoje foi um dia de manifestações contra a política de recessão francesa, que deve ser aos moldes do que está acontecendo no Brasil, pena que não tivemos o grande prazer em passarmos durante alguma manifestação.

Margeamos o Rio Sena, passando pelo Jardin des Tullieres, onde vimos imagens de personagens romanos como Julio César, bem como a outros que não conhecemos como Haniball (lembrei do filme) e uma imagem de Ceres, que é tida como uma deusa, entre outros.

Chegando na Place de La Concorde, vimos então os detalhes do Obelisco, feita com inscritos egípcios e que nos fez mais uma vez lembrar da própria influência maçônica, em monumentos que trazem um símbolo fálico.

Caminhamos então pela Champs Elysee, chegando ao Arc de Triumphe, onde tiramos fotos no túmulo do soldado desconhecido, indo em sentido ao Trocadero, passando pela Torre Eiffel e pelo Champs de Mars.

É em lugares como esse que lembramos o quanto precisamos estudar e aprender mais sobre nossa culta e a cultura de outros países.

Só de escrever cada lugar que passamos, já me cansa, já que caminhamos bastante (mais de quatro horas de caminhada).

Tem sido interessante essa nossa viagem, pois temos visto detalhes que não havíamos visto e por estarmos na primavera, temos visto um colorido que nunca havíamos visto durante o inverno.

O engraçado é lembrar de como eu era tido como árabe, hoje foram pelos menos dois “Sala maleiko”. 

Não sei se é assim que se escreve, mas sei que é um cumprimento árabe.

Enfim, há muito ainda de emoções, sensações, gostos, sentimentos e experiências para viver. Que venham então os próximos dias.










segunda-feira, 3 de março de 2014

Ano novo, velho carnaval - Dias 3 e 4

Sai ano e entra ano e a mesma pergunta sempre nos é feita: O que os crentes estão fazendo em uma festa profana, a festa do carnaval? A ideia do Sal da Terra (saldaterra.art.br) é exatamente ser o sal, a diferença. Nesse ano, os Filhos de Gandhi comemoram 65 anos e o Ile Ayê comemora 40 anos de carnaval. O Projeto Impacto completa 20 anos e o Sal da Terra completa 15 anos atuando no carnaval.

Sabemos onde estamos e temos consciência do que a festa representa, mas entendemos que não podemos nos acomodar, enquanto existirem pessoas se destruindo, se enganando, se prostituindo, se acabando durante os dias de festa.

Sabemos que não fazemos parte de uma festa em que se cultua a carne, aquilo que entendemos ser amoral e que cremos que geram consequências negativas aos seus participantes, por isso cada vez mais estamos avançando e reconquistando um território, que diante da nossa acomodação, acabamos cedendo.

O engraçado é que todos dizem que o carnaval é a festa da diversidade, festa de todos, mas não constatamos isso nos cantos deste evento, o que se vê é uma repetição daquilo que se demonstrar ou dar para que os que aqui se fazem presentes.

Ontem (02/03), fui solicitado para ajudar um estrangeiro que queria acertar com uma mulher quanto ela queria e como seria o pagamento dos seus “serviços”. Não objetivamos influenciar ou obrigar ninguém a seguir o que cremos e muito menos podemos tomar decisões pelo nosso próximo.

Temos o objetivo de conscientizarmos e de oportunizarmos a todos aqueles que se achegam a  nos, a alegria, a esperança, a fé, que recebemos através de Jesus Cristo, aquele que é o nosso mediador com Deus e que nos dá livre acesso ao Pai.

Não vamos às ruas falar de uma religião, mas sim da necessidade que temos de ter um relacionamento com Deus e como através deste relacionamento aprendemos aquilo que nos convêm ou não, aquilo que podemos fazer com a nossa força e aquilo que somente Deus pode transformar em nos.

Uma coisa eu sei, que assim como diz o povo, que só não vai atrás do trio quem já morreu, cada ano que passa eu constato, que somente aqueles que passaram pela cruz e nasceram de novo, podem renunciar suas vontades e seus desejos, para ir diretamente onde existem pessoas necessitando de uma conversa, um abraço, um sorriso, uma palavra de fé e esperança.


Agradeço ao Sal da Terra por mais um ano me permitir fazer parte deste projeto e que ano que vem venham mais projetos para que mais pessoas possam ser alcançadas.

domingo, 2 de março de 2014

Ano Novo, velho carnaval - Dia 2


Mais um dia em mais um ano de participação no impacto de carnaval e o Sal da Terra continua sendo o maior e o mais barulhento bloco do circuito batatinha. Nossa preocupação não é ser o maior, melhor, mas sim ser aquele que conseguirá ser verdadeiramente o sal, a diferença em meio a um local em que sempre se vê as mesmas coisas.

Todos os anos tenho lidado com as mesmas situações, mas não tenho como me acostumar com aquilo que é um absurdo, seja pela prostituição, seja pelo uso excessivo de drogas e bebidas, seja pela sujeira, violência ou seja pelas milhares de mazelas que se manifestam mais claramente durante o carnaval.

Ontem (01/03/2014) conversava com um jovem sobre nossas escolhas e sobre como Deus nos deu a nossa consciência de moralidade, nossa razão para nos ajudar a buscarmos aquilo que é bom para nós. Ele me relatou sobre como foi para o circuito da Barra com seu amigo em busca de diversão e o que ele recebeu em troca foi um murro em sua cara e seu amigo foi furtado.

Para esse jovem, o carnaval deveria ser um momento onde deveria se esquecer de tudo aquilo que é ruim para apenas se divertir. O engraçado é que muitas pessoas pensam exatamente dessa maneira.

E eu paro para me perguntar se apenas 5 dias de diversão em 365 dias do ano seriam suficientes. Creio que muitos de nós estamos nos esquecendo de busca aquilo que é eterno, que é absoluto, constante.

Estamos nos esquecendo que o mais importante não é a nossa raça, etnia, quanto temos em nossa conta bancária, até porque todos somos iguais, mas o importante é o que somos e o que temos feito com aquilo que somos. Vejo pessoas que simplesmente decidiram parar de viver, de se relacionar com seu próximo e com Deus, simplesmente porque aconteceu algo que as decepcionou ou as tirou do caminho verdadeiro.

Conversei com um rapaz que disse estar esperando que Deus falasse que era o dia dele voltar para a igreja e eu fui usado para lembra-lo que o mais importante não é estar em uma igreja, viver uma religião, mas sim ter e viver um verdadeiro relacionamento com Deus e com nosso próximo.


Desejo então que em nossas vidas, que todos os dias, minutos e segundos possamos ter algo pleno, verdadeiro e absoluto que nos ajude a lidarmos com tudo, todos, que estiverem em nossa frente.

sábado, 1 de março de 2014

Novo ano, velho carnaval – 1º Dia?


Ficheiro:Oficina G3 - Nada é tão novo, nada é tão velho - 1993.jpg

Mais um ano se inicia e infelizmente não posso dizer que não há nada novo em nossa festa. Por mais que se tenha modernizado trechos do circuito, por mais que se profissionalize essa festa, consigo perceber que a sua essência continua a mesma. Busca-se de todos os meios e formas possíveis tentar vender alegria e diversão a um custo bem alto.

Recentemente ouvi um comentário de uma pessoa em uma rádio dizendo que já não aguentava ouvir as mesmas marchinhas de carnaval e pensando nessa frase, pude chegar a conclusão que não se trata do que é cantando, mas se trata de se tentar persistir e investir naquilo que não gerou, nem irá gerar a alegria que se espera. Sinceramente depois de ouvir Lepo, Lepo, só posso dizer que além de tudo ser repetitivo, cada vez há menos criatividade e cada vez mais não há o menor sentido ou significado naquilo que é entoado em cada canto desse carnaval.

É estranho perceber que a festa não começou oficialmente na sexta (28/02/2014), com a entrega da chave da cidade. Sei que poderia dizer que na verdade ela começou na quarta (26/02), mas na verdade, verdadeira, verdadeiramente, a festa começou bem antes. Constatei que ao todo final do carnaval, já se começa o novo carnaval. E como isso acontece? Seja através de pessoas que já começam a planejar e gerar expectativas de como irão lucrar com a próxima festa, seja através de cada pessoa que achou a festa extraordinária e decide voltar no próximo ano, seja por aqueles que terminam com o pensamento de que o próximo ano vai ser ainda melhor.

Tive uma experiência de conversar com algumas pessoas sobre como cabe a nos decidirmos como iremos escrever a história de como será nossa “festa”. Por mais que não possamos decidir como tudo irá acabar, podemos escolher como iremos chegar ao final de tudo, se terminaremos a noite bêbados, se beijaremos a maior quantidade de pessoas possíveis, ou se  nos permitiremos descobrir uma verdadeira alegria que não dura só durante o carnaval, mas que podemos usufrui-la durante todos os dias da nossa vida.

Vejo que muitas pessoas estão depositando sua esperança naquilo que é limitado, que é superficial. Se a nossa esperança está em como será o próximo dia do carnaval, ou como será o Chiclete sem Bell. Há quem deixe de viver, de experimentar, de compartilhar, de se relacionar, para simplesmente dormir, acordar, comer, continuando esperando algo que eu tenho a plena convicção que não irá mudar nada em suas vidas.

A festa passa e nossa vida continua, por isso a cada ano que passa e a cada nova experiência que tenho no carnaval, cada vez mais vejo que precisamos firmar a nossa esperança em algo que verdadeiramente tenha sentido, como amar e ser amado, como compartilhar o amor, como levar o extraordinário para aqueles que são ordinário. Saiba que onde, como e de que forma você estiver existe uma grande missão para você não só durante o carnaval durante todos os dias, mas para isso você precisa estar com seu “tanque cheio”, estar com a motivação e com a esperança depositada em algo verdadeiro, para que você continue e seja vitorioso na sua jornada.

E que venha mais um novo dia, em que teremos mais uma oportunidade de levarmos às pessoas a viver algo novo de verdade.