segunda-feira, 12 de setembro de 2011

"Ema, ema, ema, cada um com os seus problemas"

Nessas últimas semanas as palavras do profeta Ageu têm ecoado em meu coração. Ageu foi um profeta de Judá, que por determinação do Rei Ciro, voltou do exílio Persa, para reconstruir o templo de Jerusalém. No capítulo 4 do livro de Esdras vemos que essa reconstrução, por interferência do povo de Samaria (os samaritanos) e por uma determinação do Rei Artaxerxes acabou parando, logo após os pilares terem sido finalizados. Após 17 anos do inicio da reconstrução, surge as palavras de Ageu. No capítulo 1, dos versículos 1 a 10, o livro de Ageu fala:
“No segundo ano do rei Dario, no sexto mês, no primeiro dia do mês, veio a palavra do Senhor, por intermédio do profeta Ageu, a Zorobabel, filho de Sealtiel, o governador, e a Josué, filho de Jozadaque, o sumo sacerdote, dizendo: Assim fala o Senhor dos Exércitos, dizendo: Este povo diz: Não veio ainda o tempo, o tempo em que a casa do Senhor deve ser edificada. Veio, pois a palavra do Senhor, por intermédio do profeta Ageu, dizendo: Porventura é para vós tempo de habitardes nas vossas casas forradas (NVI – casas de fino acabamento), enquanto esta casa fica deserta (NVI – destruída)? Ora, pois, assim diz o Senhor dos Exércitos: Considerais os vossos caminhos. Semeais muito, e recolheis pouco; comeis, porém não vos fartais; bebeis, porém não vos saciais; vesti-vos, porém ninguém se aquece; e o que recebe salário, recebe-o num saco furado.”
E por que está passagem tem ecoado no meu coração? Primeiramente porque estamos em um momento de “construção” e em segundo lugar porque acredito que estou habitando em uma “casa de fino acabamento” enquanto o templo está abandonado/destruído.
Depois de tanto tempo e de tantas dificuldades e problemas, eu imagino que o lema do povo virou: “ema, ema, ema, cada um com os seus problemas”. Eu creio que cada um se voltou para os seus interesses pessoais. Todos tiraram um foco em comum, de construir o templo e passaram a se preocupar apenas nas suas necessidades pessoais. O problema é que essa escolha gerou efeitos negativos. É o que nos vemos no versículo 6 do capítulo 1 de Ageu, em que a palavra nos diz que como fruto da desobediência, o povo plantava e não colhia; como fruto da inutilidade das atividades do povo, o povo bebia, mas não se satisfazia; e como fruto da “inflação”, o povo depositada o seu salário em bolsas furadas.
Talvez, assim como os judeus, muitos de nos talvez achássemos que ainda não é o momento de mudarmos, que talvez devêssemos esperar um pouco mais, se preparar mais. A questão é que muitas vezes somos chamados para um tempo de construção, enquanto preferíamos ficar na “zona de conforto” das nossas vidas.
Dando continuidade ao livro de Ageu, no capítulo 2, dos versículos 1 a 9, a palavra de Deus nos diz que:
“No sétimo mês, ao vigésimo primeiro dia do mês, veio a palavra do Senhor por intermédio do profeta Ageu, dizendo: Fala agora a Zorobabel, filho de Sealtiel, governador de Judá, e a Josué, filho de Jozadaque, sumo sacerdote, e ao restante do povo dizendo: Quem há entre vós que, tendo ficando, viu esta casa na sua primeira glória (VI – esplendor)? E como a vedes agora? Não é esta como nada diante dos vossos olhos, comparada com aquela? Ora, pois, esforça-te (NVI- coragem) Zorobabel, diz o Senhor, e esforça-te (NVI- coragem), Josué, filho de Jozadaque, sumo sacerdote, e esforça-te (NVI- coragem)  todo o povo da terra, diz o Senhor, e trabalhai; porque eu sou convosco, diz o Senhor dos Exércitos. Segundo a palavra da aliança que fiz convosco, quando saístes do Egito, o meu Espírito permanece no meio de vós; não temais. Porque assim diz o Senhor dos Exércitos: Ainda uma vez, daqui a pouco, farei tremer os céus e a terra, o mar e a terra seca (NVI – continente); E farei tremer todas as nações, e virão coisas preciosas de todas as nações, e encherei esta casa de glória, diz o Senhor dos Exércitos. Minha é a prata, e meu é o ouro, disse o Senhor dos Exércitos. A glória desta última casa será maior do que a da primeira, diz o Senhor dos Exércitos, e neste lugar darei a paz, diz o Senhor dos Exércitos.”
Essa passagem teve como objetivo animar, motivar o povo a continuar com a obra. Além de levar o povo a enxergar o novo tempo que estava por vir, trazendo ainda promessas das bênçãos que viriam como fruto da decisão de construir.
Pelo período descrito na passagem do sétimo mês, ao vigésimo primeiro dia do mês, verificamos através de estudos, que as palavras foram proferidas após a Festa das Cabanas. A Festa das Cabanas era uma festa judaica que durava 7 dias, em que o povo comemorava a colheita do verão. Por menor que tivesse sido a colheita, o povo devia continuar construindo. A questão é que o livro de Ageu no capítulo 1, versículo 11, nos descreve que a atitude do povo acabou gerando conseqüências negativas sobre a colheita:
“E mandei vir a seca sobre a terra, e sobre os montes, e sobre o trigo, e sobre o mosto, e sobre o azeite, e sobre o que a terra produz; como também sobre os homens, e sobre o gado, e sobre todo o trabalho das mãos.”
Dessa forma podemos chegar a conclusão que a colheita tinha sido bem aquém, das necessidades de um tempo de construção e com certeza isso seria um impedimento para que o povo construísse. Mas em relação a nossas vidas, o que nos impediria de construirmos? Eu sinceramente não saberia responder, mas em relação a mim, eu poderia dizer que a minha falta de fé e a minha racionalidade excessiva provavelmente seriam grandes interferências, além da falta de recursos é claro.
Voltando ao que eu falei inicialmente, como eu estou morando em uma casa de fino acabamento? Recentemente eu estive pensando em quantas pessoas foram necessárias para eu morar em meu apartamento junto com a minha esposa. No mínimo foram necessários: um engenheiro, um arquiteto, um pedreiro, um pintor, uma pessoa para a parte hidráulica, uma pessoa para colocar o piso, entre outros, para que eu e minha esposa pudéssemos desfrutar do conforto da nossa casa. É muita gente para poucas desfrutarem.
No livro lealdade e deslealdade, o autor traz um ditado de Gana, que diz que os macacos trabalham e os babuínos se alimentam. Acho que é bem obvio, mas esse provérbio traz a velha idéia que já sabemos que muitos trabalham, enquanto poucos se beneficiam. Sinceramente tenho que confessar a vocês, que eu não tenho me doado como eu deveria. Eu tenho mais me beneficiado do que ajudado.
Essa passagem de Ageu me tocou profundamente porque eu passei a ter consciência de que eu devo colaborar mais e mais nesse novo tempo. É muito difícil ouvir, ver e entender essa realidade. Só Deus sabe como eu me entristeci quando lidei com esse fato. A questão é que essa realidade não é só para mim, mas é para todos nos. É claro que cada um vai ajudar de uma forma diferente. Alguns irão doar o seu trabalho físico, outros irão colaborar financeiramente, alguns irão conseguir coisas para este templo, outros irão conseguir meios de arrecadar fundos, outros irão usar a sua influência para nos ajudar a resolvermos eventuais problemas e necessidades, outros irão orar incessantemente, entre tantas outras coisas, mas todos deverão participar deste novo tempo.
É tempo de construir e eu quero fazer parte deste novo tempo. E você?

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Água mole em pedra dura tanto bate até que fura?

Ontem (31/08) passei por uma situação que me fez refletir bastante. Eu e Lorena (minha esposa) fomos assistir um filme, sob o pretexto de comemorarmos o dia da nutricionista. Depois de um bom tempo ela me disse que não estava se sentindo bem e me pediu para sairmos da sala de cinema. Ao sairmos ela me falou que já tinha algum tempo que estava se sentindo enjoada e que estava esperando para ver se melhorava. Acabamos então voltando para casa.
Pode até parecer uma situação comum e até normal do nosso dia, mas através dessa situação eu pude perceber sobre como as vezes tentamos vencer as nossas adversidades com as nossas próprias forças ou tentamos dar um tempo para ver se as coisas melhoram.
 Isso me fez lembrar de um tempo atrás, quando eu estava sentindo um grande desconforto no lado da minha barriga. Achei que devia ser uma “frescura” minha e decidi ir para faculdade mesmo sentindo uma grande dor. Ao chegar na sala a professora estava atrasada e a cada momento que passava a dor aumentava. Quando a  professora chegou eu só tive tempo de dizer que ia para casa pois estava com muita dor. No caminho enquanto estava dirigindo, ao parar em um sinal vermelho, só tive o tempo suficiente para abaixar a cabeça e vomitar (posteriormente eu descobri que estava com pedra no rim e louvado seja Deus que o cheiro de vôtimo conseguiu sair do meu carro). A pergunta que me veio ontem na cabeça é se vale a pena “forçar a barra” em situações como essa? Hoje em dia eu tenho a convicção que não vale a pena.
A palavra de Deus nos ensina no capítulo 4 de Filipenses nos versículos 6 e 7 que não devemos estar inquietos por coisa alguma, mas de que devemos apresentar os nossos pedidos a Deus e que se fizermos isso, a Paz de Deus guardará os nossos corações e as nossas mentes em Cristo Jesus. Paulo nessa passagem busca nos ensinar que qualquer coisa que nos aflija, nos devemos colocar diante do “altar” de Deus (o que equivale a apresentar a Deus como um pedido, oração ou ação de graça). Eu tenho um pouco de dificuldade nisso, pois sempre tento resolver as coisas primeiramente com as minhas próprias forças e se não conseguir resolver, aí sim, eu busco auxilio em Deus.
Devemos aprender que em qualquer situação, principalmente nas situações que achamos que podemos resolver sozinhos, devemos buscar a ajuda de Deus. Eu escolhi como título o provérbio popular que diz “Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura” porque esse provérbio não deve se tornar uma verdade em nossas vidas. Dentro de um padrão de “normalidade” vemos ao nosso redor que pessoas caem por pequenas situações que acabam se repetindo. Me veio a cabeça muitas história de homens e mulheres de Deus que se permitiram “cair” por coisas tão pequenas e que foram frutos de pequenas “ciladas” que se transformar em grandes "roubadas".
Temos que estarmos firmados na Rocha que é Jesus e não na força dos nossos braços. A mesma Rocha que Davi fala no capítulo 62 do livro de Salmos. A Rocha em que podemos depositar a nossa esperança, onde nada pode abalar, onde sempre podemos nos refugiar. A Rocha que nenhuma “água mole” pode furar. Nessa manhã de hoje decidi parar de “brincar”. Decidi parar de resolver a minha “parada” com o que tenho em mãos. Decidi buscar o auxílio de Deus em toda e qualquer situação. PARA EU NÃO ESQUECER VOU REPETIR, QUE BUSCAREI O AUXÍLIO DE DEUS EM TODA E QUALQUER SITUAÇÃO. É exatamente quando reconhecemos isso é que Deus passa a trabalhar em nossas vidas e Paulo nos ensina isso muito bem na 2 carta a igreja de Coríntios no capítulo 12 dos versículos 9 e 10:
“Mas ele me disse: "Minha graça é suficiente para você, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza". Portanto, eu me gloriarei ainda mais alegremente em minhas fraquezas, para que o poder de Cristo repouse em mim. Por isso, por amor de Cristo, regozijo-me nas fraquezas, nos insultos, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias. Pois, quando sou fraco é que sou forte.”
Quando admito que sou fraco é que me torno forte, pois Deus passa a me fortalecer, quando lido seriamente com as minhas fraquezas e uso elas para que Deus cresça em minha vida. Decidi hoje de manhã a mudar o meu comportamento. Percebi que a “água mole” estava começando a me incomodar e percebi que não tenho mais tempo para ficar de “mole”.
JESUS ESTÁ AS PORTAS E PRECISAMOS NOS PERMITIRMOS SERMOS AGENTES DA MANIFESTAÇÃO DAS OBRAS/GLÓRIA DE DEUS.
Não quero mais ficar de bobeira e você?

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Quando o ódio se transforma em Amor

Hoje (29/08) estive assistindo o filme Hurricane Furacão. Para facitar o que irei escrever decidi colocar a sinopse abaixo, até para quem queira assitir:
Em junho de 1966, Rubin "Hurricane" Carter era um forte candidato ao título mundial de boxe. Entretanto, os sonhos de Carter vão por água abaixo quando três pessoas são assassinadas num bar em Nova Jersey. Indo para casa em seu carro e passando perto do local do crime, Carter é erroneamente preso como um dos assassinos e condenado à prisão perpétua. Anos mais tarde, Carter publica um memorial, chamado "The 16th round", em que conta todo o caso. O livro inspira um adolescente do Brooklyn e três ativistas canadenses a juntarem forças com Carter para lutar por sua inocência. “

Gostei bastante do filme e o indico para quem goste de filmes. Aproveitei a história do filme para pensar sobre algumas questões da minha vida. O filme retrata em resumo de uma injustiça cometida contra um homem, que injustamente passa diversos anos de sua vida na prisão e da sua luta para alcançar e acreditar na sua liberdade.
Obviamente que não irei me comprar a história do personagem, até porque o filme é baseado em fatos reais, mas assim como Rubin Carter eu entendo que sofro com algumas injustiças no meu dia a dia. Às vezes eu tenho a impressão que algumas coisas estão fora do padrão de como elas deveriam ser. Me sinto injustiçado principalmente pelo fato de não buscarmos viver, mas sim sobreviver, em meio a tantas contas, compromissos e responsabilidades que temos no nosso dia a dia.
Em uma determinada cena do filme Rubin Hurricane Carter diz que o ódio o levou a prisão e que agora o amor o iria tirar de lá. A palavra de Deus nos ensina em 1 João 4:9 que Deus é amor e por isso eu posso afirmar que somente Deus pode nos tirar das nossas “prisões”.  
A atitude dele durante muito tempo foi a de tentar se focar em cumprir a pena, deixando de lado qualquer sentimento que pudesse fazer pensar que não conseguiria mais continuar preso. Às vezes nos agimos iguais a ele, nos acomodamos e decidimos aceitar as circunstâncias às quais estamos submetidos em nossa vida (e eu creio que elas são passageiras).
Muitas vezes a nossa correria, tristezas e decepções nos enganam e faz com que tiremos o foco do mais importante, que é sermos libertos pelo amor, para que simplesmente busquemos nos focar em “cumprir a pena” assim como Rubin conseguiu fazer por um tempo. A questão é que por isso ser um ledo engano, essa distração ou subterfúgio não dura por muito tempo e a nossa mascara cai e de repente temos mais uma vez lidar com a realidade. E sabemos que a realidade muitas vezes é cruel.
Esta manhã ouvi uma pregação do Pr. Felipe do Bola de Neve de São Paulo no bolaradio em que  ele dizia que Deus está levantando uma geração que foge do engano, uma geração que reconhece que existem coisas que não conseguiremos comprar. Isso latejou em meu coração no sentido de que o Amor, a Graça e o Favor de Deus não podem ser comprados e por isso não serão alcançados pelo meu merecimento ou pelo meu esforço humano. Não importa o que eu faça ou conquiste não posso me enganar achando que é o bastante, até porque Deus tem sempre uma porção nova para cada um de nos.
A palavra de Deus em João 8:32 nos fala que devemos conhecer a verdade e a verdade nos libertará. Quando conhecemos Cristo, tudo muda em nossa vida. Tenho descoberto que conhecer Cristo é um processo diário. Há algum tempo Jon esteve pregando sobre como Deus se apresentou como o Eu Sou e de como Pedro negou a Cristo dizendo que ele não era. Jon destacou como Pedro através de Cristo descobriu realmente quem ele era e de como a descoberta do Eu (petros) Cristo edificou a sua igreja.
Dessa forma, finalizo o meu texto convicto de que nas nossas batalhas diárias sempre devemos nos lembrar que o Amor, o Eu Sou, o nosso Grande Deus irá nos livrar das nossas ciladas e das situações que querem nos aprisionar e nos dar uma aparência de que estamos sendo injustiçados. Não podemos esquecer que a nossa justiça está pautada no que os homens dizem, mas sim no nosso Grande e Supremo Juiz, Jesus Cristo, aquele em que pautamos os nossos princípios de vida e que Reina em nossas vidas. E se isso não for suficiente creia que o reino de justiça pode vir sobre nossas vidas como está escrito em Isaias 32:1-8:
“Vejam! Um rei reinará com retidão, e príncipes governarão com justiça. Cada homem será como um esconderijo contra o vento e um abrigo contra a tempestade, como correntes de água numa terra seca e como a sombra de uma grande rocha no deserto. Então os olhos dos que vêem não estarão mais fechados, e os ouvidos dos que ouvem escutarão. A mente do precipitado saberá julgar, e a língua gaguejante falará com facilidade e clareza. O tolo já não será chamado nobre e o homem sem caráter não será tido em alta estima. Pois o insensato fala com insensatez e só pensa no mal: Ele pratica a maldade e espalha mentiras sobre o Senhor; deixa o faminto sem nada e priva de água o sedento. As artimanhas do homem sem caráter são perversas; ele inventa planos maldosos para destruir com mentiras o pobre, mesmo quando a súplica deste é justa. Mas o homem nobre faz planos nobres, e graças aos seus feitos nobres permanece firme.”

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Rapadura é doce, mas não é mole não.

Ontem eu e minha esposa tivemos os nossos primeiros acidentes domesticos. Eu cortei o meu dedo com uma faca e a panela de pressão estorou o seu pino jorrando água na cozinha.
O título se explica pelo fato de que como o açucar em nossa casa acabou, acabei cortando o dedo ao tentar tirar um pedaço da rapadura para açucarar um suco. O corte foi profundo, mas pela graça de Deus conseguimos estancar o sangue.
O segundo incidente se deu pela borracha da panela de pressão ter partido. Ao tentar usar a panela de pressão, a mesma estava vazando água e tentamos recolocar a borracha para não vazar mais. Depois de um tempo a pressão foi tanta que o pino da panela estorou e jorrou a água que esta jorrando da panela.
Ao deitarmos para dormir, após limparmos a cozinha, pudemos orar agradecendo a Deus pelo cuidado D’Ele em nossas vidas, pois cremos que Ele mais uma vez nos livrou que coisas piores acontecessem.
Essa semana estou lendo o livro de Jeremias e não tive como não me lembrar das passagens em Jeremias 17:
Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do SENHOR! Porque será como a tamargueira no deserto, e não verá quando vem o bem; antes morará nos lugares secos do deserto, na terra salgada e inabitável. Bendito o homem que confia no SENHOR, e cuja confiança é o SENHOR. Porque será como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro, e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e no ano de sequidão não se afadiga, nem deixa de dar fruto.

Ao reler essa passagem não há como não sentir um conforto por ter Deus em minha vida. Isso é muito facilmente entendido pelo fato de que a nossa confiança não está nas nossas próprias forças, no que fazemos ou no que deixamos de fazer, a nossa confiança está no grande “Eu Sou”.

Mesmo em meio às dificuldades, aos acidentes, aos desentendimentos, ao inesperado, tudo acaba bem. Não há como não admitir que fomos imprudentes nesses nossos acidentes, mas o Senhor mais uma vez cuidou dos seus filhos. Rapadura é doce, mas não é mole não, só que com Deus tudo fica mais fácil.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Quando palavras simples trazem grandes respostas

Recentemente estive no congresso de batalha espiritual do Bola de Neve em São Paulo. Fora todas as ministrações e além de ter sido extremamente impactado, teve uma situação que me chamou bastante a atenção. No primeiro dia de congresso eu me sentei ao lado de uma senhora, sinceramente não me lembro de ter cumprimentado ela ou ter dito algo, até porque quando cheguei o congresso já tinha começado. A questão é que em um determinado momento se pediu para que se dividissem duplas para orar. Como a senhora estava sozinha eu e Lorena (minha linda e maravilhosa esposa) convidamos ela para orar conosco. Após terminarmos a nossa oração ela olhou para mim e disse que Deus havia me usado para dar uma resposta para ela. Naquele momento, eu comecei a pensar na minha mente o que eu havia falado para ela. A senhora deixou bem claro que eu tinha sido um instrumento, mas que queria me testemunhar isso, pois havia muito tempo que ela estava procurando essa resposta. Ela me relatou que quando eu falei que Deus a amava, Deus respondeu algo que a muito tempo ela havia buscando. Eu jamais esperaria que Deus a poderia dar uma resposta através de algo tão simples (talvez porque sempre queremos complicar as coisas, quando na verdade elas são simples).
Inicialmente eu achei que Deus a respondeu através da frase: “Deus te ama”, mas depois de pensar um pouco percebi que talvez não tenham sido as palavras que eu disse, mas sim aquele que ela ouviu quando as palavras foram faladas. Creio que aquelas palavras trouxeram a força que ela estava buscando para perseverar em sua jornada.
É muito normal darmos bom dia, boa tarde, boa noite, dentro das nossas igrejas. É muito comum darmos A paz e a Graça do nosso Senhor e tem sido costumeiro dizermos Jesus te ama, eu te amo, ou coisas do tipo. Eu creio profundamente que aquela senhora durante o tempo em que esteve procurando respostas ouviu alguém lhe dizendo que Jesus lhe amava, porém deve ter sido algo extremamente superficial e sem amor.
Durante uma das ministrações do congresso foi pregado que devemos buscar a manifestação da glória de Deus em nossas vidas. Dessa forma as pessoas verão Deus em nós. A Bíblia nos ensina em 1 João 4:8, que Deus é amor. Assim eu posso dizer que se a glória de Deus se revelar através das nossas vidas, um dos frutos que será revelado será o amor de Deus em nós. E se o amor D´ele está em nós, não há como não amarmos a todos que estão ao nosso redor.
Muitos de nós, talvez por medo ou por religiosidade, deixamos de exalar o Reino de Deus aqui na terra, por crermos que jamais amaremos com o mesmo amor de Deus, porém no livro de 1 João 4:18, Paulo diz que no verdadeiro amor não há medo; que o verdadeiro amor expulsa o medo, porque o medo supões castigo e aquele que tem medo não está aperfeiçoado no amor. Precisamos então a cada dia da nossa vida buscar não um amor concebível segundo o nosso entendimento, mas o amor de Deus, que está acima do nosso entendimento e da nossa compreensão.
Tenho sido muito ministrado de que o amor é uma decisão, não é algo que escolhemos ou que inventamos dentro de nós (uma boa comprovação disso é que 1 João 4:15 diz que Deus passa a habitar em nós, quando confessamos que Jesus Cristo é o filho de Deus, decidimos aceitar  e assim o amor passa a habitar em nós). Então basta decidirmos viver e exalar o amor de Deus em nossas vidas e dessa forma viveremos um verdadeiro amor, que está acima de qualquer explicação ou de qualquer religiosidade.
Talvez o nosso maior erro, que nos impede de vivermos um amor verdadeiro, é que colocamos regras acima do amor, temos medo de nos expormos e de nos ferirmos. É muito interessante que após instituir os 10 mandamentos em Deuteronômio 5, no capítulo 6 de Deuterônomio, se institui que acima de qualquer regra devemos declarar que o Senhor, o nosso Deus, é o único Senhor e de que devemos amar o Senhor, o nosso Deus, de todo o nosso coração, de toda nossa alma e com todas as nossas forças e ainda nos exorta a termos essa palavra em nosso coração, como um sinal em nossos braços, amarrada em nossa testa, nos batentes e nos portões das nossas casas. Isso significa que em todos os lugares devemos lembrar que o AMOR é mais importante do que qualquer regra ou mandamento, porque se amarmos a Deus cumpriremos a sua vontade pelo simples fato de amarmos e não por se ter uma regra contrária a uma determinada conduta. O nosso pensar não será não posso fazer porque a bíblia diz que eu não posso, mas sim eu não vou fazer porque eu amo a Deus.
É esse amor por Deus, que nos dará a capacidade de nos sentirmos amados e compartilharmos o amor D´Ele com as pessoas que estão ao nosso lado. Dessa forma não só saberemos que Deus nos ama, algo que aquela mulher esteve buscando por algum tempo, mas também teremos forças o suficiente para exalarmos e levarmos o amor de Deus a todo o lugar que estivermos.  Assim como aquela  senhora, precisamos ter a certeza de que Deus nos ama, para que possamos ter forças suficientes para implantar o Reino do Amor aqui na terra. Eu não sei você que está lendo, mas eu quero fazer parte deste reino.